sexta-feira, 29 de outubro de 2010

DOC SC entra no clima do 13ºFestival de mùsica de Itajaí

O DOC.SC traz uma programação musical no mês de novembro.
Aproveitando a carona do 13° Festival de Música de Itajaí, serão exibidos episódios com edições anteriores deste importante movimento cultural de nosso estado.
Não perca!

Começa segunda, 22h, com o filme Liquidificador Musical
Reprises:
Quarta, 02:30h
Sábado, 10:30h

Produzido por Pangéia Itajaí
Apoio Cultural: Prefeitura de Itajaí e Diarinho

Confira a chamada!

http://www.youtube.com/watch?v=0N4nQA4cgn8

O Que: Liquidificador Musical, no DOC.SC
Quando: Estréia 1 de novembro, 22 horas
Onde: TVBE – Canal 21, Brasil Esperança. (canal aberto)
Quem: Pangéia Produções.

Lallo Valverde Bocchino
Produtora Pangéia - Itajaí SC
www.produtorapangeia.blogspot.com

Com a palavra: A Curadora!

Patrícia Monegatto adianta um pouquinho o que você vai ver no Cata!
O 12° Catavídeo – Mostra de Vídeos Catarinenses reúne 106 obras inscritas: 36 ficções, 21 animações, 13 vídeos-arte, 04 experimentais e 25 documentários. Uma amostra da grande pluralidade de linguagens e temáticas, que a cada edição evolui, diversifica e avança. Uma voz ativa a favor da produção catarinense. Que traz o calor da experiência, das muitas narrativas e dos personagens da cultura regional. É um tempo reservado para o público sentir e refletir sobre o que vê, e para os diretores, sobre a arte do seu ofício.

A curadoria reúne uma seleção que mistura gêneros e estilos. Ora são curtas poéticos (seja na forma ou no conteúdo); ora na representação de um real; ora paisagens surpreendentes; ora histórias cujo sentido fica em suspenso a espera da interpretação do espectador; ora realidades distintas; e ora uma seleção de curtas que trazem histórias de caos, de fúria, de medo ou até da morte. Em cada um, um relato diferente. Em todos, um desejo que os move. De resultados muitas vezes controversos para o espectador, mas fundamental para se vivenciar.

A mostra foi dividida em 3 programas. A mostra “O formato é curto, a imaginação não”, que reúne a versatilidade dos gêneros de duração até 25 minutos. A mostra “Impressões de um olhar” são na sua maioria documentários, intercalados por uma animação. E a Sessão Maldita, curtas repletos de sensações radicais e suas sentenças: medos, crimes, delírios, raivas, desejos e fantasias.

Mais um ano de Catavídeo e mais uma conquista. Assim, mais uma vez, cumprindo a função de fomentar a produção local, de provocar a reflexão, de introduzir conceitos e buscar aproximação do público com a identidade cultural regional. Grandes impressões, que a cada ano tornam-se mais significativas. A mostra se tornou um espaço importante para a visibilidade do realizador catarinense, que vem ganhando reconhecimento a cada ano no Brasil e no exterior, consequentemente o aumento da qualidade da produção catarinense é notável. Novas tecnologias abrem inúmeras possibilidades de criação e difusão.

São 106 produções, e em cada uma a possibilidade de provocar e instigar o público, reunidos de formas a gerar reações ativas do espectador, seja identificação, divergência, riso, tristeza ou desgosto.

Patrícia Monegatto
Curadora - 12º Catavídeo
http://www.catavideo.org/

Cineasta Rodrigo Grota abre o 12º Catavídeo



O CATAVÍDEO começa no dia 30 de Outubro!

Com 106 filmes inscritos, começa no sábado (30), às 19h, na Fundação Cultural Badesc, o 12º Catavídeo – Mostra de Vídeos Catarinenses. O convidado para a abertura é o diretor paranaense Rodrigo Grota. Em 12 anos de realização do festival, este número de inscrições só foi superado nas edições de 2005, com 116, e de 2006, com 126. Serão realizadas três mostras diferentes que ocorrem ao longo da semana.

Cineasta, editor e professor de cinema, Grota vai exibir Haruo Ohara, seu último curta, Satori Uso e Booker Pittman. Os filmes, todos premiados, formam a Trilogia do Esquecimento (também conhecida como Trilogia de Londrina).

Haruo Ohara, que narra a vida do imigrante, agricultor e fotógrafo japonês Haruo Ohara (1909-1999), levou cinco prêmios no Festival de Gramado desse ano. Após a sessão, o diretor conversa com o público e lança a revista Taturana, voltada para a reflexão do cinema brasileiro, especialmente o curta.

Durante o Catavídeo, serão exibidos audiovisuais nos gêneros ficção, documentário, animação, experimental e videoarte produzidos principalmente no ano de 2009 e 2010, e que representam um recorte da nova safra cinematográfica de Santa Catarina.

A mostra se caracteriza por exibir todos os vídeos inscritos, a não ser quando a qualidade das imagens ou do som é inviável ou a produção é preconceituosa, mas raramente estes problemas têm ocorrido.

Segundo a diretora Patrícia Monegatto Lopes, que faz a curadoria, esta edição se caracteriza por uma grande pluralidade temática e de linguagem, que evoluiu a cada ano, cujas produções “trazem o calor da experiência narrativa e dos personagens da cultura regional”.

Na Fundação Badesc, ocorre a mostra O formato é curto, a imaginação não, a mais ampla, com variedades de gêneros e sessões diárias, às 19h, com exibição de curtas de até 25 minutos de duração.

Também programada para a fundação, será realização a mostra Impressões de um olhar, com sessões aos finais de semana e no feriado do dia 2, sempre às 16h, a maioria documentários com mais de 25 minutos de duração e intercalados por animações.

A Sessão Maldita, agendada para o Instituto Arco-Íris, nos dias 3 (quarta) e 4 (quinta), sempre às 23h, vai exibir curtas que segundo a curadora, Patricia Lopes, “são repletos de sensações radicais e suas sentenças, que incluem medo, crimes, delírios, raivas, desejos e fantasias”.

Serão exibidas produções audiovisuais inscritas por 18 diferentes cidades catarinenses: Sombrio, Palhoça, Garopaba, Capivari de Baixo, Blumenau, Videira, Itapema, São José, Urussanga, Maravilha, Irani, Itajaí, Timbó, Anita Garibaldi, Rio do Sul, Joinville, Capinzal e Florianópolis.

No Sesc da Prainha, ocorrem as oficinas Criadores de Formatos Audiovisuais, com Marcio Motokane, coordenador artístico do Canal Futura, e Projetos Audiovisuais - da teoria à prática, com Marco Stroisch, produtor audiovisual, realizadas em parceria com o Núcleo de Produção Digital de Santa Catarina (NPD) . O Catavídeo ainda promove Stopmotion de pessoas e de coisas com o desenhista Diego de los Campos. As vagas estão esgotadas.

O Catavídeo é uma realização da Alquimídia e do Fundo Municipal de Cinema, em parceria com a Cinemateca Catarinense, Fundação Cultural Badesc e Sesc de Santa Catarina com produção da Exato Segundo Produções Artísticas.

As sessões têm duração média de 1h a 1h30min e a programação completa pode ser conferida no site www.catavideo.org.

Download das imagens de alguns Vídeos para divulgação.

SERVIÇO

O quê: abertura do 12º Catavídeo – Mostra de Vídeos Catarinenses
Quando: 30 de outubro, às 19h
Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Outubro Preto, 216. Centro, Florianópolis
Quanto: entrada gratuita
O quê: Mostra Impressões de um olhar
Quando: Dias 31 (domingo), 2 (terça), 6 (sábado) e 7 (domingo), sempre às 16 horas.
Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Outubro Preto, 216. Centro, Florianópolis.
Quanto: entrada gratuita

O quê: Mostra O formato é curto, a imaginação não
Quando: De 30 de outubro a 7 de novembro, sempre às 19h
Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Outubro Preto, 216. Centro, Florianópolis.
Quanto: entrada gratuita
O quê: Sessão Maldita
Quando: Dias 3 (quarta) e 4 (quinta), sempre às 23h
Onde: Instituto Arco-Irís. Travessa Raticliff, 56, Centro, Florianópolis
Quanto: entrada gratuita
Fonte: www.catavideo.org

NPD-SC prorroga inscrições para oficina gratuita de Trilha Sonora



O NPD-SC prorrogou até 2 de novembro as inscrições para a oficina gratuita de trilha sonora, que será ministrada pelo violonista e compositor Eduardo Camenietzki entre 8 e 10 de novembro.
A oficina é uma parceria com a 4ª Semana de Cinema da UFSC - www.semanadecinema.ufsc.br
Inscrições no site: www.npdsc.ufsc.br

Adiada oficina de Criadores de Formatos Audiovisuais
A oficina de Criadores de Formatos Audiovisuais, que seria ministrada por Marcio Motokane neste fim de semana (30 e 31 de outubro), em Florianópolis, teve sua data adiada.

A nova oficina deve ocorrer no final de novembro. Mais informações em breve.

Inscrições abertas para oficina de Formatação de Projeto em Lages
A oficina de Formatação de Projeto, em Lages, na Serra catarinense, será ministrada pelo diretor Ricardo Weschenfelder nos dias 8 e 9 de novembro, no SESC, das 9h às 12h e das 13h30 às 18h. A realização faz parte do Projeto Cinemateca Cultural Itinerante. Confira todas as informações em www.npdsc.ufsc.br

SESSÃO MALDITA NO CATAVÍDEO


Cineclube Ieda Beck

03-04/11 – QUARTA & QUINTA FEIRA - 23h
Travessa Ratclif nº 56 - Centro, Florianópolis, SC - ENTRADA FRANCA

MALDITA!
Outubro foi o mês do Halloween, mas é em Novembro que o Cineclube Ieda Beck abre as portas do calabouço, para deixar escapar as mais bizarras e estranhas criaturas cinematográficas. Em parceria com o Catavídeo (www.catavideo.org) estamos com uma programação num horário especial: quarta e quinta-feira, as 23h, confira a MOSTRA MALDITA! do Catavídeo, com produções catarinenses repletas de sensações radicais e suas sentenças: medos, crimes, delírios, raivas, desejos e fantasias.

QUARTA 3 de novembro 23h
Erotikós - Corpos em Movimento (Melina Curi) Fpolis,16’,Ficção,2008
Alice (Luciano Rocha Pereira) Fpolis, 3’, Animação, 2009
Camarilla (Leandro Andrade) Fpolis, 6’, Experimental, 2010
Anomalia (Luiz Lima) Fpolis, 12’, Ficção, 2010
Morcegos (Rita de Cácia Oenning da Silva) Fpolis/RJ, 4’, Animação, 2010
O 100º Trabalho (Micki Mihich) Blumenau/EUA, 20’, Ficção, 2009

QUINTA 4 de novembro 23h
O Porão (Filipe Fraga) Palhoça, 5’, Ficção, 2007
Frederico (Luciano Rocha Pereira) Fpolis, 7’, Animação, 2010
Aline (Raphael Bubeck Carvalho) Blumenau, 24’, Ficção, 2009
Autorretrato Inodoro (Maria Adelina Costa) Timbó, 4’, Vídeo-Arte, 2008
A Tortura ou O Paradoxo do Teletransporte (S. P. Zambiasi) Fpolis, 12’, Ficção, 2010
Necrófila (Jone Schuster) Maravilha, 5’, Ficção, 2010

UMA REALIZAÇÃO
Cinemateca Catarinense, Pref. Municipal de Florianópolis, Funcine, Travessa Cultural, Fundação Franklin Cascaes

CONTATOS
Cinemateca Catarinense (48) 3224.7239 Sofia Mafalda (48) 9125.5306 Alan Langdon (48) 9941.2714 contato@cinematecacatarinense.or

Vídeo-documentário "Cultura, Politica e Mobilização Popular no Paraná"

vídeo-documentário "Cultura, Politica e Mobilização Popular no Paraná" que retrata a luta em torno de políticas públicas no campo da cultura e pelo direito de Povos e Comunidades Tradicionais no Paraná, o vídeo possui imagens do ato Pró-Conselho Estadual de Cultura, do primeiro acampamento de Comunidades e Povos Tradicionais do Paraná organizado pela Rede Puxirão e de entrevistas realizadas durante os trabalhos do Pontão de Cultura Kuai Tema.

http://www.youtube.com/watch?v=zP43dRVkvIY

FONTE - Gustavo Castro,
www.soylocoporti.org.br
Pontão de Cultura Kuai Tema - nosdarede.org.br

CURTA O CURTA ANTES DO LONGA

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Mostra de Animação A Caverna



Terça-feira, dia 26 de outubro, às 20 horas, começa mais uma Mostra de Animação A Caverna. A programação conta com a exibição das animações do artista italiano BLU e das animações participantes da mostra oficial, com destaque para Imagine uma menina com cabelos de Brasil... de Alexandre Bersot (vencedor do anima mundi 2010) e Os anjos no meio da praça de Alê Camargo.

Para maiores informações e a programação completa: www.mostracaverna.com ou www.mostracaverna.wordpress.com

Rodrigo Amboni
www.omagoaudiovisual.com

Diretor artístico convidado do Festival do American Film Institute, David Lynch seleciona cinco clássicos



Cena de "Janela Indiscreta", de Alfred HItchcock
No papel, inédito em sua carreira, de diretor artístico convidado do Festival do American Film Institute, o cineasta americano David Lynch fez uma seleção de cinco clássicos do cinema mundial para serem exibidos no evento.
A lista, preciosa, para qualquer cinéfilo que se preze reúne: "A Hora do Lobo", de Ingmar Bergman; "Lolita", de Stanley Kubrick; "Meu Tio", de Jacques Tati; "Janela Indiscreta", de Alfred Hitchcock, e "Sunset Boulevard", de Billy Wilder.

Parte do programa paralelo cuidado por Lynch, o festival vai exibir o primeiro filme de Lynch, "Eraserhead", que foi feito enquanto o cineasta estudava no Centro de Estudos Cinematográficos Avançados do AFI.

Lynch estará presente no festival no dia 6 de novembro para apresentar a sessão dupla de "Eraserhead" e "Sunset Boulevard". O evento se realizará em Los Angeles de 4 a 11 de novembro.

Filmes orientais constroem retratos femininos curiosos

Os dois filmes são construídos sobre a interpretação das duas atrizes. A estreante coreana Jeong-hee Yoon é Mija, uma avó devotada, que cuida do neto adolescente, trabalha fazendo faxina e cuidando de um homem idoso. Sua rotina muda quando ela se inscreve num curso de poesia num centro cultural perto de sua casa. Já Maki Horikita, de 22 anos e mais de 50 títulos no currículo, é a jovem Naomi, que perde a memória e tenta reconstituir sua identidade por meio de fotos e relatos de amigos.



Jeong-hee, de “Poesia”, elabora suas personagem de forma contida, com poucas palavras, sempre melancólica, e num grande dilema envolvendo seu neto. O adolescente é acusado, junto com outros amigos, de estuprar repetidamente uma garota na escola, que acaba se suicidando. Os pais dos outros garotos envolvidos procuram Mija, pois pensam em indenizar a família da garota para que seus filhos não sejam processados.



Cena do coreano ''Poesia'', de Lee Chang-Dong
Mija tem poucos recursos. Sua filha mora em outra cidade e quase nunca vê o próprio filho, que está sob os seus cuidados. A trajetória desta avó será em busca de conseguir a quantia necessária para que o futuro de seu neto não seja prejudicado. O garoto, por sua vez, passa o tempo trancado no pequeno quarto, na frente do computador ou da televisão.

Já a protagonista de “Memórias de uma adolescente amnésica”, Naomi, usa da palavra como forma de se reencontar no mundo. Como se lembra de poucas coisas do próprio passado, precisa confiar naquilo que seu pai e amigos lhe contam. Ace (Anton Yelchin, de “Star Trek”) é o típico adolescente da escola, praticante de esportes, popular e disputado pelas garotas. Embora ele seja seu namorado, Naomi encontra mais prazer na companhia de seu amigo Mirai Hasegawa (Yuya Tegoshi), e de Yuji (Kenichi Matsuyama), que a ajudou quando bateu a cabeça.

Curiosamente, “Memórias de uma adolescente amnésica” segue a rotina dos filmes adolescentes de Hollywood, embora a trama seja situada em Tóquio, numa escola onde se fala inglês e japonês. Os alunos fazem coisas típicas de filmes norte-americanos como yearbook – livro de fotos - e homecoming – baile de formatura.

Este detalhe confere uma certa aura pop ao longa, que se baseia num romance de Gabrielle Zevin, que também assina o roteiro. É um filme destinado ao público jovem – mas não apenas.

ALYSSON OLIVEIRA
________________________________________
"POESIA", de Lee Chan-dong (139')
Coreia do Sul. Falado em coreano. Legendas em português. Indicado para 18 anos.
UNIBANCO ARTEPLEX 1 - 25/10/2010 - 16:10 - Sessão: 313 (Segunda)

"MEMÓRIAS DE UMA ADOLESCENTE AMNÉSICA" , deHans Canosa (120')
Japão, EUA. Falado em japonês, inglês. Legendas em inglês. Legendas eletrônicas em português.
CINEMATECA - SALA PETROBRAS -25/10/2010 - 15:00 - Sessão: 350 (Segunda)
CINE LIVRARIA CULTURA 1-02/11/2010 - 19:30 - Sessão: 1152 (Terça)
UNIBANCO ARTEPLEX 2-04/11/2010 - 19:50 - Sessão: 1317 (Quinta)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

FESTIVAIS DE CURTAS

Breve disponibilizaremos o serviço da programação.
PROGRAMA AVEDIKIAN 1 (PROGRAMA AVEDIKIAN 1):
Dia 26/10/2010 – Terça-feira (FAAP)
11:00
BOM DIA SENHOR (BONJOUR MONSIEUR), de Serge Avedikian (10'). FRANÇA. Falado em francês,
armênio. Legendas em francês. Legendas eletrônicas em português.
ADEUS MADAME (AU REVOIR MADAME), de Serge Avedikian (15'). FRANÇA. Falado em francês,
armênio. Legendas em francês. Legendas eletrônicas em português.
BEBEMOS A MESMA ÁGUA (NOUS AVONS BU LA MEME EAU), de Serge Avedikian (72'). FRANÇA.
Falado em francês, armênio, turco. Legendas em francês. Legendas eletrônicas em português.
15:00
PROGRAMA AVEDIKIAN 2 (PROGRAMA AVEDIKIAN 2):
HISTÓRIA CADELA (CHIENNE D'HISTOIRE), de Serge Avedikian (15'). FRANÇA. Falado em francês.
Legendas em inglês. Legendas eletrônicas em português.
SENHORAS E SENHORES (M´SIEURS DAMES), de Serge Avedikian (15'). FRANÇA. Falado em francês.
Legendas eletrônicas em português.
MISSÃO CUMPRIDA (MISSION ACCOMPLIE), de Serge Avedikian (33'). FRANÇA. Sem diálogos.
LUX AETERNA (LUX AETERNA), de Serge Avedikian (11'). FRANÇA. Sem diálogos. Legendas em francês.
LINHA DE VIDA (LIGNE DE VIE), de Serge Avedikian (12'). FRANÇA. Falado em francês. Legendas em
inglês. Legendas eletrônicas em português.
19:00
PROGRAMA AVEDIKIAN 3 (PROGRAMA AVEDIKIAN 3):
Haverá debate após a sessão
O QUINTO SONHO (LE CINQUIEME RÊVE), de Serge Avedikian (43'). FRANÇA. Sem diálogos.
TERRA EMOTA (TERRA EMOTA), de Serge Avedikian (10'). FRANÇA. Sem diálogos. Legendas em
francês.
UM BELO DIA (UN BEAU MATIN), de Serge Avedikian (12'). FRANÇA. Falado em francês. Legendas em
inglês. Legendas eletrônicas em português.
CONHECI BEM O SOL (J´AI BIEN CONNU LE SOLEIL), de Serge Avedikian (15'). FRANÇA. Falado em
francês. Legendas em inglês. Legendas eletrônicas em português.
PROGRAMA HANNA SCHYGULLA (PROGRAMA HANNA
SCHYGULLA)
Dia 03/11/2010 – Quarta-feira (FAAP)
15:00
PROTOCOLOS DOS SONHOS (PROTOCOLES DE RÊVES - TRILOGIE), de Hanna Schygulla (22').
ALEMANHA. Falado em alemão. Legendas em inglês. Legendas eletrônicas em português.
ORAÇÃO (STOSSGEBET), de Hanna Schygulla (15'). FRANÇA. Falado em alemão, francês. Legendas
eletrônicas em português.
MOI ET MON DOUBLE, de Hanna Schygulla (13'). FRANÇA. Falado em francês. Legendas eletrônicas
em português.
HANNA HANNAH (HANNA HANNAH), de Hanna Schygulla (7'). ALEMANHA. Falado em alemão,
ídiche, inglês, francês. Legendas em inglês. Legendas eletrônicas em português.
LUCERO (LUCERO), de Hanna Schygulla (14'). FRANÇA. Falado em espanhol. Legendas eletrônicas em
português.
PROGRAMA PELECHIAN (PROGRAMA PELECHIAN):
AS ESTAÇÕES (YERANAKNER), de Artavazd Pelechian (30'). ARMÊNIA. Sem diálogos.
NÓS (MENK), de Artavazd Pelechian (30'). ARMÊNIA. Sem diálogos.
VIDA (KIANK), de Artavazd Pelechian (7'). ARMÊNIA. Sem diálogos.
FIM (VERDJ), de Artavazd Pelechian (10'). ARMÊNIA.Sem diálogos.
PROGRAMA F. J. OSSANG (PROGRAMA F. J. OSSANG):
SILENCIO (SILENCIO), de F.J. Ossang (21'). FRANÇA, PORTUGAL. Falado em francês. Legendas em
inglês. Legendas eletrônicas em português.
CIEL ETEINT !, de F.J. Ossang (23'). FRANÇA, RÚSSIA. Falado em francês. Legendas em inglês.
Legendas eletrônicas em português.
VLADIVOSTOK, de F.J. Ossang (5'). FRANÇA, RÚSSIA. Falado em francês. Legendas em inglês.
Legendas eletrônicas em português.
PROGRAMA BRASIL 1 (PROGRAMA BRASIL 1):
O SUSSURRO (O SUSSURRO), de Barbara Sturm (12'). BRASIL. Falado em português. Legendas em
inglês.
EM UMA NOITE ESCURA, AS ROSAS SÃO AMARELAS (EM UMA NOITE ESCURA, AS ROSAS SÃO
AMARELAS), de Rodrigo Chevas (22'). BRASIL. Falado em português. Legendas em inglês.
O VOO DO AVESTRUZ (O VOO DO AVESTRUZ), de Clara Izabela, Zé Inlê (20'). BRASIL. Falado em
português.
O VOO DE TULUGAQ (O VOO DE TULUGAQ), de André Guerreiro Lopes (9'). BRASIL. Sem diálogos.
Legendas em inglês.
PROGRAMA BRASIL 2 (PROGRAMA BRASIL 2):
Dia 04/11/2010 Quinta-feira, no Centro Cultural Banco do Brasil
14:30
ZÉ[S] (ZÉ[S]), de Piu Gomes (15'). BRASIL. Falado em português.
PINBALL (PINBALL), de Ruy Veridiano (19'). BRASIL. Falado em potuguês.
BARTÔ (BARTÔ), de Gunter Sarfert, Onon (17'). BRASIL. Falado em português.
O CAPITÃO CHAMAVA CARLOS (O CAPITÃO CHAMAVA CARLOS), de Andradina Azevedo, Dida
Andrade (18'). BRASIL. Falado em português. Legendas em inglês.
PROGRAMA BRASIL 3 (PROGRAMA BRASIL 3):
GERAL (GERAL), de Anna Azevedo (15'). BRASIL. Falado em português. Legendas em inglês.
CINEMAIEUTICA (CINEMAIEUTICA), de Rodrigo Falk Brum (12'). BRASIL. Falado em português. Legendas em
inglês.
PIMENTA (PIMENTA), de Eduardo Mattos (13'). BRASIL. Falado em português.
RATÃO (RATÃO), de Santiago Dellape (20'). BRASIL. Falado em português. Legendas em inglês.
A CONQUISTA DO ESPAÇO (A CONQUISTA DO ESPAÇO), de Chico Deniz (15'). BRASIL. Falado em
português.
PROGRAMA BRASIL 4 (PROGRAMA BRASIL 4):
CONTRA-GOLPE (CONTRA-GOLPE), de Pedro Gueller (8'). BRASIL. Falado em português.
HR. KLEIDMANN (HR. KLEIDMANN), de Marcos Fausto (15'). BRASIL. Falado em português. Legendas
em inglês.
O AR (O AR), de Enilson Silva Gonçalves (12'). BRASIL. Falado em português. Legendas em inglês.
QUANDO O TEMPO DA REFLEXÃO ACABAR (QUANDO O TEMPO DA REFLEXÃO ACABAR), de Vinícius
Guerra (15'). BRASIL. Falado em português.
TOTEM (TOTEM), de Donny Correia (13'). BRASIL. Falado em português.
MOSTRA-ME (MOSTRA-ME), de Camilo Bianchini Cassoli (13'). BRASIL. Falado em português.
Legendas em inglês.
LIVRARIA ORNABI (LIVRARIA ORNABI), de Camilo Cassoli (16'). BRASIL. Falado em português.
Legendas em inglês.
PROGRAMA PELECHIAN 2 (PROGRAMA PELECHIAN 2):
NOSSO SÉCULO (MERDARÉ), de Artavazd Pelechian (50'). ARMÊNIA. Sem diálogos.
O COMEÇO (SKIZB), de Artavazd Pelechian (10'). ARMÊNIA. Sem diálogos.
OS HABITANTES (TARVA), de Artavazd Pelechian (10'). ARMÊNIA. Sem diálogos.
PROGRAMA AXN (PROGRAMA AXN):
Dia 04/11/2010 – Quinta-feira (FAAP)
Indicado para: 18 anos.
11:00
SAMPARKOUR, de Wiland Pinsdorf (7'). BRASIL. Falado em português.
O TROCO (O TROCO), de André Rolim (11'). BRASIL. Falado em português.
REMINISCÊNCIAS (REMINISCÊNCIAS), de Alysson Muritiba (19'). BRASIL. Falado em português.
ENROQUE, de Pablo Bondesan (15'). ARGENTINA. Falado em espanhol. Legendas em português.
EL HIJO DE LA 40, de Erika Bagnarello (18'). COSTA RICA. Falado em espanhol. Legendas em
português.
LA UVA, de Alexandra Henao (13'). VENEZUELA. Falado em espanhol. Legendas em português.
KARAI NORTE, de Marcelo Martinessi (20'). PARAGUAI. Falado em espanhol. Legendas em português.
NUESTRA HOSPITALIDAD, de Pablo Abdala, Joaquín Peñagaricano (13'). URUGUAI. Falado em
espanhol. Legendas em português.
IGUALDAD, de René Herrera (11'). MÉXICO. Falado em espanhol. Legendas em português.
ESTO ES UN REVOLVER, de Pablo González (21'). COLÔMBIA. Falado em espanhol. Legendas em
português.
THEN AND NOW BEYOND BORDERS (THEN AND NOW
BEYOND BORDERS):
GAO, de Robert Wilson (2'). EUA. Falado em inglês. Legendas eletrônicas em português.
CARNAVAL DOS DEUSES (CARNAVAL DOS DEUSES), de Tata Amaral (7'). BRASIL. Falado em português.
DISTANTE UN PADRE, de Masbedo (8'). ITÁLIA. Falado em italiano. Legendas em português.
LA LONGUE MARCHE DU CAMÉLÉON, de Idrissa Ouédraogo (7'). BURKINA FASSO. Falado em francês.
Legendas em português.
CHIMÈRES ABSENTES, de Fanny Ardant (12'). FRANÇA. Falado em francês. Legendas em português.
THE ACCORDION, de Jafar Panahi (9'). IRÃ. Falado em farsi. Legendas eletrônicas em português.
ANTONIONI SOBRE ANTONIONI (ANTONIONI SU ANTONIONI)
LE REGARD IMPOSE, de Carlo di Carlo
27/10/2010 Quarta-feira – 19:00 (FAAP)
28/10/2010 Quinta-feira – 21:40 (Cine Livraria Cultura 2)
28/10/2010 Quinta-feira – 16:40 (Unibanco Arteplex 5)
04/11/2010 Quinta-feira – 21:30 (Unibanco Arteplex 5)
de Carlo di Carlo (55'). ITÁLIA. Falado em italiano. Legendas em inglês. Legendas Eletrônicas em português. Curta: LE REGARD IMPOSÉ, de
Carlo di Carlo (24'). Indicado para: LIVRE. Haverá debate após a sessão.
MICHEL CIMENT, A ARTE DE PARTILHAR FILMES e MANOEL DE
OLIVEIRA ABSOLUTO, de Leon Cakoff
29/10/2010 Sexta-feira - 19:00 (FAAP)
A pedido da Mostra a indicação etária dos flmes foi sugerida por seus
respectivos produtores.
Programação sujeita a alterações.

Manoel de Oliveira, Sofia Coppola e até bicicletas garantem ecletismo da 34ª Mostra



Manoel de Oliveira, Sofia Coppola e até bicicletas garantem ecletismo da 34ª Mostra
ALYSSON OLIVEIRA

Cena do filme ''O Estranho Caso de Angélica'', de Manoel de Oliveira
BRASILEIROS EM COMPETIÇÃO
FILMES INTERNACIONAIS
Se alguém achava ruim ter de andar, digamos, do CineSESC ao Unibanco Arteplex a pé em 10 minutos para não perder a próxima sessão, na 34ª Mostra Internacional de Cinema, deste ano - acontece de 22 de outubro a 4 de novembro -, será mais fácil fazer o trajeto de bicicleta. Uma parceria entre o evento, a Sabesp e a ONG Parada Vital irá disponibilizar bikes para os frequentadores do festival. É preciso fôlego e atenção redobrada – afinal, o circuito de cinemas inclui várias salas na região da Paulista –, mas, para os mais preparados, pode até valer a pena.

Este é apenas um dos atrativos – talvez o menos cinematográfico – da festival, que começa nesta quinta exibindo o novo trabalho do veterano Manoel de Oliveira, “O Estranho caso de Angélica”. Coproduzido pela Mostra, o filme abriu a seção Un Certain Regard, do Festival de Cannes, em maio passado, trazendo no elenco o neto do diretor, Ricardo Trêpa, a espanhola Pilar López de Ayala e Leonor Silveira. A história centra-se num fotógrafo que fica obcecado com a imagem de uma moça que morreu. O filme faz uma ponte entre o cinema mudo e a modernidade.


"Um Lugar Qualquer", de Sofia Copolla, mostra relação entre pai famoso e a filha
No entanto, para atrair o público mais variado, a Mostra tenta combinar o mais amplo espectro de produções. Para cada Manoel de Oliveira, Abbas Kiarostami (“Cópia Fiel”) e Jean-Luc Godard (“Socialismo”), há uma Sofia Coppola (“Um Lugar Qualquer”), Robert Rodriguez (“Machete”) e Jean-Pierre Jeunet (“Micmacs – Um plano complicado”). Também não podem faltar os premiados nos principais festivais do mundo, como Cannes (“Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas”, de Apichatpong Weerasethakul), Veneza (“Um lugar qualquer”, de Sofia Coppola) ou no Rio (“VIPS”, de Toniko Mello).

Deixando de lado os filmes que, mais cedo ou mais tarde, entram em circuito comercial, um dos grandes prazeres da Mostra é a descoberta de trabalhos pouco conhecidos ou com poucas chances de chegar aos cinemas. Um deles é “Um dia na vida”, do premiado documentarista Eduardo Coutinho. Com uma sessão única, promessa de ser uma das mais disputadas da programação, o longa é uma compilação de material gravado da pesquisa que o diretor fez para seu próximo filme.

Com poucas chances de chegar ao cinema também são os longos “Mistérios de Lisboa”, de Raúl Ruiz, e “Carlos”, de Olivier Assayas. O primeiro tem 266 minutos e o segundo, 330. São obras monumentais, não apenas pela duração, mas também pela forma épica com que tratam seus temas, o primeiro adaptando obra de Camilo Castelo Branco, o segundo, traçando uma biografia do temível terrorista Carlos, o Chacal.

As retrospectivas desta edição trazem o cinema do norueguês Bent Hammer, exibindo sua filmografia completa, como “Histórias de Cozinha” e “Factótum”, além de seu mais recente trabalho, “Uma casa para o Natal”. A outra homenageada é a atriz alemã Hanna Schygulla, musa de Rainer Werner Fassbinder, vista recentemente num filme de Fatih Akin, “Do Outro Lado”. A Mostra exibirá diversos filmes que Hanna dirigiu, como o documentário “Alicia Bustamante”, sobre a atriz e diretora cubana.

Do comercial ao cult made in Brazil


Arieta Corrêa e Wagner Moura em cena de "VIPs", de Toniko Melo
A seleção brasileira da Mostra também faz combinações ecléticas e abre espaço para filmes que vão do cult àqueles que buscam comunicar com um público maior. Documentários, ficções e experimentações traçam um painel da produção nacional recente.

Entre os documentários, além de Coutinho, o festival também traz alguns títulos que despertam a curiosidade, como “Comercial”, de Alex Miranda, que aborda a produção publicitária no Brasil; “Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano”, de Henrique Dantas, sobre o grupo Novos Baianos; e “Diário de uma busca”, de Flávia Castro, em que a diretora investiga a vida e morte de seu pai, morto misteriosamente em 1984, e o cotidiano dos militantes de esquerda dos anos de 1960 e 1970.

Um dos mais aguardados entre as ficções, é “VIPS”, que rendeu a Wagner Moura o prêmio de melhor ator no Festival do Rio, há duas semanas. Nele, o ator deixa de lado seu personagem do momento, o Capitão Nascimento, e encarna uma figura real, um sujeito que parece estar em eterna crise de identidade e que assume o nome e a vida de outras pessoas – como um dos herdeiros da companhia aérea Gol.

Também baseado numa figura real, “Boca do Lixo” traz Daniel de Oliveira como Hiroito de Moraes, frequentador da região paulistana que dá título ao filme, um homem nascido na classe média cuja vida muda quando ele é acusado da morte do seu pai e se torna um dos bandidos mais procurados da capital paulistana. Já “Bróder”, de Jefferson De, premiado em Paulínia e Gramado, tem Caio Blat como seu protagonista. Filmado na periferia de São Paulo, o longa faz um belo estudo sobre a amizade, o crime e a ascensão social.

Por outro lado, o mineiro Cao Guimarães mais uma vez se supera com seu experimentalismo poético. Com “Ex Isto”, inspirado num poema de Paulo Leminski, o diretor investiga o que poderia ter acontecido se René Descartes tivesse vindo para o Brasil. O filósofo francês é interpretado pelo ator baiano João Miguel, de “Estômago”.

Não só de filmes, porém, vive a 34ª Mostra. Wim Wenders, além de assinar um dos pôsteres do Festival, exibe no MASP 23 fotografias inéditas feitas durante viagens por cidades como São Paulo, Salvador, Tóquio e Berlim. A exposição leva o título de “Lugares, Estranhos e Quietos”. O outro pôster é assinado por Akira Kurosawa – cujo centenário de nascimento é comemorado neste ano. Oitenta storyboards do diretor japonês, que morreu em 1998, também serão exibidos no Instituto Tomie Ohtake, na exposição “Kurosawa – Criando imagens para o cinema”.

Para mais informações sobre bicicletas, acesse o site da Mostra, www.mostra.org,


http://cinema.uol.com.br/mostra/2010/ultimas-noticias/2010/10/20/manoel-de-oliveira-sofia-coppola-e-ate-bicicletas-garantem-ecletismo-da-34-mostra.jhtm

Wenders registra as coisas “fora do lugar”



Quem acompanha a carreira de Wim Wenders entende bem o que ele quer dizer quando fala que “não existe algo mais lindo debaixo do céu de Deus do que a incrível, alucinatória, infinita variedade de lugares que realmente existem.”

No fundo, é a partir desta matéria-prima que seu cinema se constrói – e estou falando não apenas de seu mais famoso road movie, “Paris Texas”, mas de vários outros filmes marcantes, como “Alice nas Cidades”, “O Amigo Americano”, “O Estado das Coisas”, “As Asas do Desejo” e “Buena Vista Social Club”, para citar apenas cinco.

Homenageado pela 34ª Mostra de Cinema de São Paulo, que começa nesta sexta-feira, Wenders ganha uma pequena retrospectiva de seus filmes e, mais importante, apresenta uma exposição de cerca de 30 fotografias realizadas em suas viagens pelo mundo.

“Lugares, Estanhos e Quietos”, inaugurada na noite de quarta-feira, no Masp, com a presença do diretor, abre ao público nesta quinta-feira. As fotos expõem paisagens em diferentes cantos do planeta, do Brasil ao Japão, passando por Oceania, Oriente Médio, Europa e América do Norte.

Quase todas exibem objetos, cenários, acidentes naturais e paisagens. Pessoas, quando aparecem, não constituem o foco das imagens. A foto de uma roda-gigante no meio do nada, na Armênia, talvez seja a mais perfeita síntese do olhar de Wenders e do que ele chama de “apetite insaciável pelos lugares que não conheço”.

Num túnel de trem em Wupertal, Alemanha, Wenders fotografou um grafite da dupla brasileira Os Gêmeos pichado por vândalos. Nas colinas do Golã, lugar disputado por Israel e Síria, registrou um posto de controle abandonado. Há também um dinossauro de pedra gigante no deserto do Mojave (EUA) e um balanço de brinquedo em forma de foca na Costa do Adriático.

Na foto que ilustra o folheto da exposição, Wenders registra uma esquina morta em Montana (EUA), uma imagem que lembra os quadros do artista americano Edward Hooper.

“Pessoalmente, pareço ter aprimorado minha noção de ligar para as coisas que estão ‘fora de lugar’”, escreve Wenders, no texto de apresentação da exposição. Um livro com as fotos de Wenders será lançado durante a Mostra. Quem puder ver as imagens em formato gigante no Masp não vai se arrepender.

“Lugares Estranhos e Quietos”: Masp (Av. Paulista, 1578). De 21 de outubro a 16 de janeiro de 2011. (11) 3251-5644. Terças, quartas, sextas, sábados, domingos e feriados, das 11h às 18h; quintas, das 11h às 20h. Ingressos: R$ 15 (grátis nas terças).

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A Trilogia do Esquecimento




A Trilogia do Esquecimento será exibida no 12º CATAVÍDEO

O 12º Catavídeo – Mostra de Vídeos Catarinenses ocorre na Fundação Cultural Badesc com 112 filmes inscritos. Em 12 anos, este número só é superado nas edições de 2005, com 116, e de 2006, com 126. O Catavídeo já exibiu mil produções audiovisuais catarinenses. O convidado para a noite de abertura, no sábado dia 30 de outubro, às 19h, é o paranaense Rodrigo Grota, cineasta, editor e professor de cinema.

Haverá exibição dos últimos três curtas realizados pelo diretor: Haruo Ohara, Satori Uso e Booker Pittman. Os filmes, premiados em festivais nacionais e internacionais, formam a Trilogia do Esquecimento (também conhecida como Trilogia de Londrina). Haruo Ohara, o último filme de Rodrigo Grota, levou cinco prêmios no Festival de Gramado desse ano (2010). Em breve será lançado um DVD com a trilogia completa, incluindo extras e um encarte.



Após a sessão, Rodrigo conversa sobre a sua produção cinematográfica e lança a última edição da revista de cinema Taturana, criada em novembro de 2007 com o objetivo de estimular a reflexão sobre o cinema independente brasileiro, em especial o curta metragem. Com patrocínio do Minc, a publicação tem distribuição gratuita, e pode ser visitada em revistataturana.com.

Os filmes
Satori Uso (2007, cor & p&b, 17min, 35mm)
Um poeta das sombras, um cineasta sem filmes e uma musa enigmática.
Booker Pittman (2008, p&b, 15 min, 35mm)
Londrina, jazz, 1950.
Haruo Ohara (2010, cor & p&b, 16 min, HD/35mm)

34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

A versão extendida de Metrópolis com 30 minutos extras encontrados num museu da Argentina, uma exposição com desenhos de Akira Kurosawa e projeção restaurada de Rashomon, além das retrospectivas das obras de F.J. Ossang (Silêncio) e Serge Avedikian (Chienne d'Historie) estão entre os destaques da 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.



Um panorama geral do evento, que acontece de 22 de outubro a 4 de novembro, foi apresentado pelos diretores Leon Cakoff e Renata de Almeida. A começar pelo filme de abertura: O Estranho Caso de Angélica, do veterano mais jovem do cinema, o português Manoel de Oliveira, longa que concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2010.
Além de Oliveira, outro queridinho da Mostra também dará as caras novamente neste ano. Wim Wenders terá três atividades por aqui: vai apresentar pessoalmente sua versão de 280 minutos de Até o Fim do Mundo (1991); chegará ao Brasil em 16 de outubro para organizar a exposição Lugares, Estranhos e Quietos, que trará algumas de suas fotografias; além de receber uma curta retrospectiva com seus filmes, entre eles Asas do Desejo e Paris, Texas. Onipresente, Wenders também assina um dos cartazes da Mostra. - o outro é de Kurosawa.

Retrospectivas, homenagens e exibições especiais darão um tempero a mais à Mostra 2010. Exemplo é a parceria com a Cinemateca Brasileira para exibir, no Dia do Patrimônio Audiovisual (27 de outubro), sete produções nacionais clássicas, entre elas O Corinthiano, protagonizado por Mazzaropi, e Gregório 38, de Alex Prado. “Não é só para restaurar e deixar lá, queremos mostrar os filmes ao público”, explica Renata de Almeida, codiretora da Mostra.

Metrópolis, filme de Fritz Lang cercado de dúvidas já que a cópia original foi apreendida quatro meses depois do lançamento em 1927, terá uma projeção no dia 24 acompanhada da orquestra Jazz Sinfônica no auditório do Ibirapuera. “A estrutura do filme muda completamente, especialmente o entendimento dos três personagens coadjuvantes”, afirmou a restauradora Anke Wilkening ao Cineclick em outubro de 2009.



ABMIC - Associação Brasileira Mostra Internacional de Cinema
R. Antonio Carlos, 288 Cep.01309-010 São Paulo-SP Brasil
Fone:(55 11) 3141-0413
Fax:(55 11) 3266-7066
info@mostra.org
http://br.mostra.org

Central da Mostra
Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073 (ao lado do Cine Livraria Cultura).
Fones: 11 3251-3374 / 11 3251-3369

terça-feira, 19 de outubro de 2010

NPD-SC abre inscrições para três novas oficinas gratuitas de cinema



Criadores de Formatos Audiovisuais, com Marcio Motokane, coordenador artístico do Canal Futura, Projetos Audiovisuais - da teoria à prática, com Marco Stroisch, produtor audiovisual, e Trilha Sonora, com Eduardo Camenietzki, violinista e compositor, são as novas oficinas do Núcleo de Produção Digital de Santa Catarina.
As oficinas serão realizadas em parceria com o 12º Catavídeo e com a 4ª Semana de Cinema da UFSC.

Inscreva-se de 19 a 26 de outubro pelo site: www.npdsc.ufsc.br

Confira detalhes de cada oficina:Criadores de Formatos Audiovisuais com Marcio Motokane 30 e 31 de outubro, manhã e tarde SESC Prainha [parceria Catavídeo]

Proposta da oficina:A proposta é conhecer os processos de elaboração, desenvolvimento, adaptação, apresentação e aprovação de projetos audiovisuais.

Sobre o ministrante:Marcio Motokane é coordenador artístico do Canal Futura. Formado em Cinema, desde 1993 atua no mercado nacional e internacional como diretor em formatos televisivos em emissoras como BAND, HBO, Chile filmes, Canal Brasil, Multishow e Canal Futura. Foi premiado pela criação de formatos audiovisuais em festivais internacionais como o PROMAXBDA, CARACOL DE PLATA, PRIX JENEUSSE e JAPAN PRIZE.

Projetos Audiovisuais - da teoria à prática com Marco Stroisch 2 a 4 de novembro, manhã e tarde SESC Prainha [parceria Catavídeo]

Proposta da oficina:O ministrante vai propor exercícios de produção de texto e gravação audiovisual, que conduzirão os participantes a uma experiência por todas as etapas de um projeto.

Sobre o ministrante:Marco Stroisch, 35 anos, é jornalista e produtor audiovisual. Natural de Florianópolis, idealizou e desenvolveu projetos que foram contemplados nos editais do Funcine e da Cinemateca, entre eles: “O filme que ninguém viu” (2001), “Quem disse que eu to indo pra casa?” (com Sandra Nebelung, 2005), “Desilusão” (com Bob Barbosa, 2006), “BlackOuts” (com André Silveira, 2007), “Memórias de Passagem” (com Mônica Rath, 2008), “Desencanto” (2009), “Véspera” (com Iur Gomez, 2009) e “A Boca de Ody” (com José Rafael Mamigonian, 2009). Entre outros trabalhos, atua como produtor, diretor e editor de seus projetos.

Trilha Sonora - Eduardo Camenietzki - 8 a 10 de novembro, das 9h às 12h DAC - UFSC [parceria Semana de Cinema]

Sobre o ministrante:Eduardo Camenietzki é violinista e compositor. Estudou violão clássico com Luiz Antonio Perez e cursou a Escola de Música da UFRJ. Fez cursos de música para cinema com Normand Rogeé, no Canadá, e Peer Raben, na Alemanha. Iniciou sua carreira profissional atuando em duo com o também compositor e violonista Wagner Campos, com quem lançou seu primeiro disco, “Eduardo e Wagner”, em 1983. Participou de outros duos e trios. Atuou como instrumentista contratado da Rede Globo, em 1985 e 1986, tendo participado das trilhas sonoras de minisséries. Trabalhou ainda na TV Cultura/SP, no teatro e em documentários históricos. Vem atuando na composição de música de câmera, tendo sido premiado pela Editora Cultura Musical, em São Paulo, com a peça "Improviso e Pós-Lúdio".

NPD-SC abre inscrições para três novas oficinas gratuitas de cinema



NPD-SC abre inscrições para três novas oficinas gratuitas de cinema

Criadores de Formatos Audiovisuais, com Marcio Motokane, coordenador artístico do Canal Futura, Projetos Audiovisuais - da teoria à prática, com Marco Stroisch, produtor audiovisual, e Trilha Sonora, com Eduardo Camenietzki, violinista e compositor, são as novas oficinas do Núcleo de Produção Digital de Santa Catarina.
As oficinas serão realizadas em parceria com o 12º Catavídeo e com a 4ª Semana de Cinema da UFSC.

Inscreva-se de 19 a 26 de outubro pelo site: www.npdsc.ufsc.br

Confira detalhes de cada oficina:Criadores de Formatos Audiovisuais
com Marcio Motokane 30 e 31 de outubro, manhã e tarde SESC Prainha
[parceria Catavídeo]

Proposta da oficina:A proposta é conhecer os processos de elaboração, desenvolvimento, adaptação, apresentação e aprovação de projetos audiovisuais.

Sobre o ministrante:Marcio Motokane é coordenador artístico do Canal Futura. Formado em Cinema, desde 1993 atua no mercado nacional e internacional como diretor em formatos televisivos em emissoras como BAND, HBO, Chile filmes, Canal Brasil, Multishow e Canal Futura. Foi premiado pela criação de formatos audiovisuais em festivais internacionais como o PROMAXBDA, CARACOL DE PLATA, PRIX JENEUSSE e JAPAN PRIZE.

Projetos Audiovisuais - da teoria à prática com Marco Stroisch
2 a 4 de novembro, manhã e tarde SESC Prainha [parceria Catavídeo]

Proposta da oficina:O ministrante vai propor exercícios de produção de texto e gravação audiovisual, que conduzirão os participantes a uma experiência por todas as etapas de um projeto.

Sobre o ministrante:Marco Stroisch, 35 anos, é jornalista e produtor audiovisual. Natural de Florianópolis, idealizou e desenvolveu projetos que foram contemplados nos editais do Funcine e da Cinemateca, entre eles: “O filme que ninguém viu” (2001), “Quem disse que eu to indo pra casa?” (com Sandra Nebelung, 2005), “Desilusão” (com Bob Barbosa, 2006), “BlackOuts” (com André Silveira, 2007), “Memórias de Passagem” (com Mônica Rath, 2008), “Desencanto” (2009), “Véspera” (com Iur Gomez, 2009) e “A Boca de Ody” (com José Rafael Mamigonian, 2009). Entre outros trabalhos, atua como produtor, diretor e editor de seus projetos.

Trilha Sonora Eduardo Camenietzki 8 a 10 de novembro, das 9h às 12h
DAC - UFSC [parceria Semana de Cinema]

Sobre o ministrante: Eduardo Camenietzki é violinista e compositor. Estudou violão clássico com Luiz Antonio Perez e cursou a Escola de Música da UFRJ. Fez cursos de música para cinema com Normand Rogeé, no Canadá, e Peer Raben, na Alemanha. Iniciou sua carreira profissional atuando em duo com o também compositor e violonista Wagner Campos, com quem lançou seu primeiro disco, “Eduardo e Wagner”, em 1983. Participou de outros duos e trios. Atuou como instrumentista contratado da Rede Globo, em 1985 e 1986, tendo participado das trilhas sonoras de minisséries. Trabalhou ainda na TV Cultura/SP, no teatro e em documentários históricos. Vem atuando na composição de música de câmera, tendo sido premiado pela Editora Cultura Musical, em São Paulo, com a peça "Improviso e Pós-Lúdio".

12ª CATAVÍDEO



O “Catavídeo” é uma mostra anual de vídeos catarinenses realizada pela Associação Cultural Alquimídia e FUNCINE.

Criada no ano de 1999, o evento está consolidado dentro do calendário anual de mostras e festivais de cinema e vídeo do país e é realizado na Fundação Cultural Badesc (no centro de Florianópolis). O evento também conta com oficinas que acontecem em outros pontos da cidade.

A mostra foi criada com o objetivo de estabelecer um canal livre entre os realizadores de vídeo e o público, no estado de Santa Catarina. O Estado vem firmando políticas de incentivo e assim, fomentando a produção audiovisual Catarinense. Em 2010 o Catavídeo chega à sua décima segunda edição.

Com a vocação de formar público e revelar novos talentos, o Catavídeo insere-se neste contexto.

Abrangendo todo o estado catarinense, a mostra cresce a cada ano. Em sua última edição, no ano de 2009, foram exibidos 72 vídeos, prestigiados em sessões lotadas com a imprensa cobrindo a totalidade do evento. Em 2008 foram exibidos mais de 115 trabalhos, em 2007 foram 126 vídeos exibidos e na edição de 2006 o número foi de 116 trabalhos participantes.

Desde sua sexta edição a realização do evento passou a ser assinada também pela Associação Cultural Alquimídia.

Em 2005 o evento tomou proporções que até então não havia alcançado. Em 2006 a Mostra cresceu ainda mais, assim como a produção audiovisual catarinense, acontecendo em um espaço físico com capacidade para mais de 200 pessoas. Foi também em 2006 que aconteceu a itinerância das produções participantes da sétima edição, no primeiro semestre, em parceria com o SESC Santa Catarina. O evento percorreu 10 cidades do estado, onde se realizou uma oficina em cada uma delas. O resultado foi excelente, gerando 10 vídeos novos e com o público lotando salas em cada cidade pela qual a mostra passou.

Realização:Associação Cultural Alquimídia.org - FUNCINE – Fundo Municipal de Cinema

Patrocínio:FUNCINE – Fundo Municipal de Cinema

Parceria:SESC/SC - Associação Cultural Cinemateca Catarinense/ABD-SC
Fundação Cultural BADESC

Apoio:UNISUL - Museu da Imagem e do Som - SARCASTiCOcomBR - Ong Arte Movimenta

Produção: Exato Segundo Produções Artísticas

Escritório de Produção: Funcine - Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis
Forte Santa Bárbara, Centro, CEP: 88010-410, Florianópolis / SC
Fone: (48) 3224-6591
Celular: (48) 9989-4215
Horário: 13h às 18h
E-mail: catavideo@alquimidia.org
Site: www.catavideo.org

domingo, 17 de outubro de 2010

Fomento à Produção de Filmes

Edital no valor de US$ 300 mil, aberto a obras de ficção, animação e documentário, deve ser lançado ainda este ano

Manoel Rangel, diretor-presidente da Agência Nacional do Cinema – autarquia vinculada ao Ministério da Cultura -, e Martín Papich, diretor do Instituto do Cinema e do Audiovisual do Uruguai (ICAU), assinam nesta sexta-feira, 15 de outubro, em Montevidéu, o Protocolo de Cooperação para o Fomento à Produção de Filmes de Longa-Metragem, no âmbito do Acordo Latino-Americano de Coprodução Cinematográfica.

O lançamento do primeiro edital está previsto para a primeira semana de dezembro, durante o evento Ventana Sur, em Buenos Aires, que reúne profissionais de toda a América Latina.

O Protocolo tem como objetivos estimular o desenvolvimento da indústria cinematográfica do Mercosul e criar um ambiente de cooperação que favoreça a expansão do número de filmes em coprodução entre os dois países, aumentando assim a presença de obras cinematográficas uruguaias e brasileiras em ambos os mercados.

Serão contemplados anualmente dois projetos de filmes de longa-metragem – um de produção majoritariamente brasileira e um de produção majoritariamente uruguaia – nos gêneros ficção, documentário ou animação, destinados a serem exibidos prioritária e inicialmente nas salas de cinema.

Em 2010, primeiro ano de execução do Protocolo, o montante do apoio será, por parte do ICAU, de valor equivalente US$ 100 mil e, por parte da Ancine, de valor equivalente a US$ 200 mil.

A seleção dos projetos que receberão os apoios a cada ano será feita por uma Comissão Binacional de Seleção. Os apoios atribuídos no âmbito do Protocolo serão suplementares a outros mecanismos de financiamento existentes em cada país.

Informações: (21) 3037-6003/6004.


(Rubia Mazzini, Ascom/Ancine)

Edital de Estímulo à Gestão Coletiva de Direitos Autorais

MinC lança concurso de estímulo à gestão coletiva de Direitos Autorais com inscrição até 1º de dezembro.

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Políticas Culturais/Diretoria de Direitos Autorais, lançaram na sexta-feira, dia 15 de outubro, o Concurso Público de Estímulo à Gestão Coletiva de Direitos Autorais. As inscrições ficam abertas de 18 de outubro até 1º de dezembro de 2010.

O edital visa fomentar a implementação ou modernização operacional de entidades de gestão coletiva de direitos autorais. Essa ação visa promover redução dos custos operacionais, aumento na arrecadação relativa a direitos autorais e distribuição mais justa e eficaz com um significativo impacto na economia da cultura, em vários segmentos culturais.

Serão premiados até 3 (três) projetos, que receberão o valor de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) cada um. Para se inscrever, os proponentes deverão apresentar os seguintes documentos segundo o edital:

a) Formulário de inscrição (Anexo I) devidamente preenchido e assinado pelo representante legal da entidade;

b) Declaração de observância do item 3.2, devidamente assinada (Anexo II);

c) Plano de Negócios conforme item 4.4;

d) Cópia simples do cartão do CNPJ da instituição proponente ou comprovante de inscrição e de situação cadastral, emitido

na página eletrônica da Receita Federal.

e) Cópia simples do estatuto da entidade, registrado em cartório;

f) Cópia simples da última ata de eleição, registrada em cartório;

g) Cópia simples do regimento interno da entidade, se houver; e

h) Outros materiais que comprovem as realizações do proponente, como impressos, reportagens jornalísticas, portfólio etc.

Somente serão aceitas as inscrições enviadas pela Empresa de Correios e Telégrafos – ECT, por meio de SEDEX, com documentos impressos para o seguinte endereço:

CONCURSO PÚBLICO DE ESTÍMULO À GESTÃO COLETIVA

DE DIREITOS AUTORAIS

Ministério da Cultura

Secretaria de Políticas Culturais (SPC)

Diretoria de Direitos Intelectuais (DDI)

Esplanada dos Ministérios, Bloco B – 2º andar

70068-900 – Brasília / DF

10 animações sobre mudanças climáticas são lançados pelo MinC e MMA



CineAmbiente
10 animações sobre mudanças climáticas são lançados pelo MinC e MMA

Na data em que se comemora o Dia do Consumidor Consciente, ambientalistas, autoridades e representantes de empresas ambientalmente responsáveis assistirão, nesta sexta-feira (15), em primeira mão, aos dez curtas de animação premiados na edição 2009 do CineAmbiente, uma parceria entre os ministérios da Cultura (MinC) e do Meio Ambiente (MMA). A cerimônia será no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, e contará com as presenças do ministro da Cultura, Juca Ferreira, e de Samyra Crespo, secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente. Na ocasião, também será lançada oficialmente a 2ª edição do CineAmbiente, que está com inscrições abertas até o dia 20 de novembro.

Os curtas serão exibidos no circuito Tela Verde, do MMA, e nas TVs públicas. Cada filme tem um minuto de duração, com foco nas mudanças climáticas. O CineAmbiente pretende despertar na sociedade um olhar crítico, estimulando a busca de soluções e novos comportamentos sobre a questão socioambiental. Cada um dos novos projetos selecionados em 2010 receberá R$ 20 mil para produções sobre o tema “Consumo Sustentável e Biodiversidade”.

Inscrições

As inscrições para o 2º CineAmbiente começaram no último dia 5 e ficam abertas até dia 20 de novembro. O edital está disponível aqui. http://www.cultura.gov.br/site/2010/10/05/cine-ambiente/Para se inscrever, os concorrentes deverão apresentar suas propostas mediante a entrega dos seguintes documentos: requerimento de Inscrição, projeto técnico de curta metragem de animação, currículo do diretor, autorização de cessão de direitos autorais, quando o roteiro for desenvolvido a partir de obra de terceiro, e autorização de uso de arquivos audiovisuais, cujo titular de direitos patrimoniais não seja o proponente.

Consulta pública

Para incentivar o consumidor a assumir um compromisso com a sustentabilidade ambiental e a adotar hábitos em favor de um futuro menos descartável, está em consulta pública, até 11 de novembro, o Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS), disponível no portal do MMA: www.mma.gov.br/ppcs. O Plano reúne um conjunto de ações articuladas que prometem uma revolução nas relações de consumo e produção no Brasil, considerando, para o ciclo inicial (2011-2013), seis áreas prioritárias: educação para o consumo sustentável, construções sustentáveis, agenda ambiental na administração pública (A3P), varejo e consumo sustentáveis, compras públicas sustentáveis e aumento da reciclagem de resíduos sólidos. Sugestões e contribuições para o PPCS podem ser enviadas para o e-mail ppcs@mma.gov.br.

(Comunicação Social/MinC)

‘Cultura deve ser uma necessidade básica’

O Pioneiro, em 31/08/2010

Progresso cultural passa por ações conjuntas, diz ministo

Durante palestra realizada ontem na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), o ministro da Cultura, Juca Ferreira, defendeu que a responsabilidade de gerar desenvolvimento cultural é de todos: políticos, empresários e cidadãos. À União cabe, quase que exclusivamente, atender a demanda dos municípios e unidades da federação. Mas não apenas a elas.

- Temos uma série de políticas públicas para várias áreas específicas, como patrimônio. Mas procuramos atender a demanda que chega a esses projetos – afirma Ferreira.

Segundo ele, 53% da Cultura no país se realiza na informalidade. Apoiar a sua difusão implica em apostar em uma atividade que gera empregos e é sustentável. E, apesar dos avanços registrados na pasta – como geração de recursos para a área do cinema maior do que na época da Embrafilme e descentralização dos recursos de financiamento que se concentravam no Rio de Janeiro e em São Paulo -, é necessário investir antes em formação de público, que no Brasil é ainda muito restrito.

Dados de uma pesquisa encomendada pelo Ministério da Cultura apontam que apenas 5% da população entrou alguma vez em um museu, só 13% dos brasileiros vão ao cinema e 17% compram livros.

- Cultura deve ser tratada como necessidade básica, é um direito do brasileiro. E o Estado deve suprir essa necessidade – diz, ressaltando a importância de desenvolver a educação básica aliada à cultura.

A parceria com os empresários para promover a Cultura foi exaltada pelo ministro, já que na ocasião, 43 empresas caxienses foram agraciadas pela prefeitura com o troféu Empresa Amiga da Cultura. Do total de empresas do país, no entanto, só 5% utilizam o incentivo fiscal para financiamento de projetos culturais – há recursos de R$ 1,5 bilhão disponíveis a serem investidos.

Ferreira diz, também, que talvez seja necessário fomentar promotores de cultura. Em Caxias do Sul, por exemplo, houve apenas oito inscrições para a criação de 10 pontos de cultura.

- Grupos normalmente não acreditam que podem ser beneficiados. Cabe à prefeitura dar assessoria para capacitar esse pessoal a concorrer – sugere.

Ministro espera aprovação do vale-cultura e da nova lei de incentivo ao setor ainda este ano



Agência Brasil – DF, Gilberto Costa, em 14/10/2010

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, espera que até o final do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva o Congresso Nacional aprove dois projetos de lei (PLs) que poderão aumentar o acesso da população a espetáculos e estimular o consumo de bens culturais: o PL 5.798/09, que institui o vale-cultura, e o PL 6.722/10, que modifica a Lei Rouanet (Lei de Incentivo à Cultura, instituída em 1991).

Juca Ferreira foi entrevistado no programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços.

O ministro estima que a criação do vale-cultura injetará R$ 7 bilhões por ano no que chama de “economia da cultura”. Conforme o PL, o valor mensal do vale (imprenso em cartão magnético) será de R$ 50. Terão direito ao benefício os trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos. A expectativa é que 12 milhões de pessoas possam usar o cartão para comprar livro, CD e DVD; ou assistir a filme, à peça de teatro ou a espetáculo de dança.

Juca Ferreira acredita que o vale-cultura estimulará a abertura de cinemas em bairros populares. (…)

Data: 15 de outubro de 2010
http://blogs.cultura.gov.br/valecultura/ministro-espera-aprovacao-do-vale-cultura-e-da-nova-lei-de-incentivo-ao-setor-ainda-este-ano/
Autor: Sheila Rezende

37º Salão Internacional de Humor de Piracicaba



O 37º Salão Internacional de Humor de Piracicaba, um dos mais tradicionais do gênero, criado em 1974 por Millôr Fernandes, Jaguar, Fortuna, Ziraldo, Zélio e Paulo Francis, à época responsáveis pelo jornal O Pasquim. A edição do salão reunirá artistas brasileiros e estrangeiros, desde que enviem trabalhos inéditos e de temática livre.

O visitante spoderão apreciar obras em várias técnicas gráficas, inclusive esculturas com teor humorístico, e materiais digitais – concorrerão em cinco categorias: cartum, charge, caricatura, tiras e vanguarda (sob a temática do meio ambiente).
O evento vai distribuir cinco prêmios, sendo contemplados com R$ 5 mil os primeiros colocados de cada categoria e um especial de R$ 10 mil. Entre 28 de agosto e 17 de outubro ocorrerá exposição no Engenho Central de Piracicaba com obras selecionadas.
www.salaodehumor.piracicaba.sp.gov.br

Cinema do Brasil e Apex prorrogam inscrições para programa de distribuição internacional



O Programa Cinema do Brasil e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) prorrogaram o prazo de inscrições para o Programa de Apoio à Distribuição Internacional. Os interessados podem se inscrever até o dia 30 de julho. O programa oferece apoio financeiro para distribuidores internacionais promoverem – através de divulgação, propaganda e marketing – os filmes brasileiros no exterior. Serão aprovadas até dez propostas e cada uma receberá US$ 15 mil. Apoiador desta iniciativa, o Ministério das Relações Exteriores somará a esta quantia US$ 10 mil. O distribuidor interessado no programa deve encaminhar ao Cinema do Brasil a proposta de lançamento e distribuição do filme, incluindo o plano de ação de propaganda e marketing e o orçamento detalhado, com indicação de como os recursos recebidos serão aplicados e quais são os valores que a empresa investirá diretamente. As propostas serão analisadas pela Comissão de Avaliação de Projetos Cinema do Brasil/Apex-Brasil.
Os pedidos de inscrição devem ser feitos pelo site: http://www.cinemadobrasil.org.br Da Redação

Documentário conta a história do teatro político em Curitiba



Na Cinemateca de Curitiba – “Teatro Político, uma história de utopia”, direção de Tulio Viaro, pesquisa e roteiro de Ana Carolina Caldas e fotografia de Gilson Camargo. É a história do movimento político e artístico realizado na Curitiba dos anos 60, por artistas, estudantes, intelectuais e jornalistas que acreditavam no teatro como instrumento revolucionário. Depoimentos de ex integrantes como Euclides Coelho de Souza (Dadá do Teatro de Bonecos), Zelia Passos, Alcidino Bittencourt, Marly Genari e relatos de jornalistas que escreviam sobre cultura na década de 60, como Mazza, Edésio Passos e René Dotti. O documentário conta ainda com a participação especial de Ferreira Gullar e de Artur Poerner, escritor do livro “O Poder Jovem” e jornalista do JB.

As peças teatrais encenadas na época são reencenadas para o documentário pelas atrizes Chris Macedo, Maureen Miranda e Chiris Gomes com a direção de Octávio Camargo, cenário e figurino de Marcelo Scalzo.

Antes da exibição haverá um debate sobre o teatro político com a participação da pesquisadora do documentário Ana Carolina Caldas, do fundador do movimento de teatro político Euclides Coelho de Souza (Dadá) e do músico e diretor Octávio Camargo.

Mais sobre www.teatropolitico60.wordpress.com

Sinopse:
Esta história começa em 1959, quando estudantes da Juventude Comunista resolvem encenar a peça “Pátria o Muerte”, sobre a revolução cubana escrita por Oduvaldo Viana Filho, o Vianinha. Em cima de um caminhão vão às ruas fazer o que chamavam de “representações comícios”. O objetivo era através do teatro, conscientizar o povo da sua função revolucionária. Euclides Coelho de Souza (o Dadá do Teatro de Bonecos) e o jornalista Walmor Marcelino foram os líderes do grupo, que além de encenarem nas ruas, também foram para dentro de sindicatos, associações de moradores e no Teatro Guaíra. No primeiro momento, em 1960, formam o “Teatro do Povo”, grupo ligado ao Partido Comunista.

Para declarar independência do partido, fundam a Sociedade de Arte Popular, chegando a ofertar cursos de formação teatral em parceria com o Teatro Guaíra. Integram-se novos alunos como Zélia Passos, Oraci Gemba, Alcidino Bittencourt, Adair Chevonicka, e , . Encenam nesta fase as peças “Os Justos”, de Camus, a “Prostituta Respeitosa”, de Sartre, e uma peça escrita por Walmor Marcelino, chamada “Subterrâneos da Cidade”, em virtude às comemorações do dia 1º de maio.

CPC da UNE e Campanha contra o Analfabetismo

Em 1962, há um arrefecimento das atividades do grupo, no mesmo momento em que nacionalmente Vianinha, no Rio de Janeiro, criava o Centro Popular de Cultura junto com a União Nacional dos Estudantes (o CPC da UNE). Euclides Coelho de Souza é convidado para participar e vai para o Rio. A UNE patrocinada pelo Governo João Goulart, cria o Projeto Une Volante: os dirigentes estudantis junto com os artistas viajaram o Brasil inteiro para debater a Reforma Universitária e criar novos centros populares de cultura. Ferreira Gullar, um dos coordenadores do CPC nacional, diz que a missão era fazer através da cultura a defesa de temas nacionais e lutar contra o imperialismo. Em Curitiba, Euclides vira o coordenador do CPC local. Volta do Rio, trazendo na bagagem novos conhecimentos sobre o mágico universo do Teatro de Bonecos. Os integrantes do CPC da UNE em Curitiba ingressam no Movimento contra o Analfabetismo deflagrado por Jango, em 1963. Aprendem o Método Paulo Freire e vão para as favelas, usando os bonecos como professores, alfabetizar mulheres e homens trabalhadores. Em 30 de março de 1964, o sonho de fazer a revolução através do teatro, da política e da educação é interrompido com o início da Ditadura Militar.

Informações imprensa: Ana Carolina Caldas – (41)92114915

Direito Autoral Ministro Juca Ferreira apresenta os resultados da Consulta Pública sobre a revisão da lei



Direito Autoral Ministro Juca Ferreira apresenta os resultados da Consulta Pública sobre a revisão da lei

Publicado em http://www.cultura.gov.br/site/2010/09/09/direito-autoral-21/
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, concedeu coletiva à imprensa, na manhã desta quinta-feira, 9 de setembro, em Brasília, para apresentar os resultados da Consulta Pública realizada pelo Ministério, sobre a modernização da Lei de Direito Autoral.

Ele apontou a necessidade de transparência no sistema de arrecadação e a criação de uma unidade administrativa para mediação de conflitos, como sendo as principais modificações aprovadas pela sociedade civil, durante a Consulta. Foram destacadas, também, solicitações de aperfeiçoamento nos itens que tratam sobre o uso das obras intelectuais para fins educacionais e como recurso criativo, além da necessidade de aprimoramento das propostas da legislação autoral para a área da rede mundial de computadores.

Ao todo, foram recebidas 8 mil 431 manifestações durante a Consulta Pública, sendo que 7 mil 863 via Internet e outras 568 por meio de documentos impressos ou emails. Deste montante, 58% foram de contribuições para o aperfeiçoamento do texto e 42% apenas de posicionamentos sobre dispositivos apresentados no anteprojeto, sem propostas concretas.

Também foram detectadas repetições de centenas de participações com um mesmo padrão de conteúdo, a partir de poucos endereços IP. “Essa é uma situação que o ambiente virtual permite e que nós identificamos como spans, dentro do processo de avaliação dos resultados”, comentou o ministro.

Juca Ferreira disse que a equipe técnica do Ministério da Cultura continuará fazendo a análise das contribuições, com vistas à produção de um relatório técnico, que deverá passar por avaliações dentro do governo, antes de ser encaminhado ao Congresso Nacional, ainda este ano.

Enfatizou, ainda, a necessidade de harmonização do direito do autor com o crescimento do acesso do público às obras, como sendo condição fundamental ao desenvolvimento de uma economia da Cultura no País e à consequente melhora na remuneração dos criadores.

“A primeira pesquisa feita com a nova classe média que está surgindo no Brasil (cerca de 30 milhões de indivíduos), aponta o desejo destas pessoas de terem um lazer de melhor qualidade”, comentou. “Este é um combustível importante para o consumo dos bens culturais e para a inclusão da boa parte da população brasileira”, complementou.

Segundo o ministro, a atual legislação traz algumas ilegitimidades que precisam ser superadas, tais como a regulamentação das cópias de material didático e dos downloads da Web, sob pena do País ter que passar os próximos anos correndo atrás de alunos que fazem cópias de livros ou de jovens que baixam músicas na Internet.

Novo edital

Acompanharam o ministro Juca Ferreira na coletiva, o diretor de Direitos Intelectuais do MinC, Marcos Alves de Souza, e o secretário de Políticas Culturais (SPC/MinC), José Luiz Herencia. Respondendo a uma pergunta da imprensa sobre cópia reprográfica, Marcos disse que as empresas operadoras das máquinas de reprodução têm obrigação de remunerar os titulares das obras e que estes devem se organizar em associações coletivas de gestão dos direitos autorais, para fiscalizarem o processo.

O secretário José Luiz Herencia afirmou que o MinC está em processo final de elaboração de um edital de fortalecimento da gestão coletiva. O apoio será dado tanto na forma de informações técnicas como na destinação de recursos para a formação destas entidades, principalmente para segmentos de criadores que ainda não estão organizados.

balanco coletiva (http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/09/balanco_coletiva1.pdf)

(Texto: Patrícia Saldanha)
(Fotos: Pedro França)
(Comunicação Social/MinC)

Movimento cineclubista: luz, projetor e formação de público

Fonte: http://visoesperifericas.org.br/blog/2010/10/08/movimento-cineclubista-luz-projetor-e-formacao-de-publico/

Após um período de refluxo cineclubista na década de 1990, recentemente o movimento voltou a crescer. Se por um lado, podemos falar das atuais facilidades tecnológicas, como a portabilidade dos equipamentos (computadores e projetores). Por outro, não se pode desconsiderar o engajamento político necessário para manter o desejo cineclubista de formação de público cinematográfico. “Cineclubista é bicho perseverante”, brinca André Sandino, coordenador do Cineclube Beco do Rato e diretor de acervo da Associação de Cineclubes do Rio de janeiro (Ascine-RJ) e acrescenta: “este ano realizaremos o Circuito em parceria com o Festival Visões Periféricas, que conta com a participação de 10 cineclubes espalhados por todo território Fluminense.” Na entrevista a seguir, Sandino fala mais sobre a situação do cineclubismo no Brasil.

Como nasceu o Cineclube Beco do Rato? Quando acontecem as sessões? Existem outras atividades que pessoas interessadas possam participar?

O cineclube Beco do Rato nasce em outubro de 2005 e, desde então, muita coisa aconteceu como o surgimento do grupo de Poetas Ratos de Versos, o 1º Festival Ratoeira (festival que tem como lema a ideologia do cineclube que é não praticar curadoria predatória – todos os filmes inscritos foram exibidos, cerca de 100 títulos de todo Brasil). Além das duas atividades citadas, outras continuam acontecendo, nascem de forma espontânea durante a trocação de ideia, na rua fora ou dentro do bar.

Esse ano o Cineclube completa 5 anos de atividade e a partir do final de outubro passamos a realizar, além das sessões semanais na Lapa, uma itinerância semanal em duas comunidades: Cidade de Deus e Parque União no Complexo da Maré. Em Parque União realizaremos as exibições nas dependências do Ciep Cesar Perneta , uma parceria que acreditamos ser fundamental na nossa luta por formação de público para o cinema brasileiro, público com visão critica …

Existe o projeto de exibir os filmes do Festival Visões Periféricas no circuito de cineclubes do RJ. Como serão as exibições?

A associação de cineclubes do Rio de Janeiro (Ascine-RJ), realiza em parceria com seus filiados e festivais interessados o circuito Cineclubista. A parceria com o Visões Periféricas acontece desde a primeira edição do festival, seja com o júri Cineclubista ou com o circuito. Este ano realizaremos o Circuito, que conta com a participação de 10 cineclubes espalhados por todo território Fluminense e teremos um júri que contemplará o filme premiado com um troféu e um circuito de exibição proposto aos 35 cineclubes filiados a Associação.

. . .

Nascidos nos anos 20, os cineclubes se vinculam a uma concepção revolucionária e democrática de organizar a relação do público com a obra cinematográfica – agora audiovisual. Cineclube é o espaço do novo e do povo.

Hoje vivemos um momento muito particular na História, em que a tecnologia digital abre uma oportunidade única de democratização de meios de produção e distribuição do audiovisual. A proposta cineclubista se encaixa muito bem na perspectiva de renovação democrática no campo do audiovisual.

Mais informações:

http://becodorato.wordpress.com/

MOBILIZAÇÃO EM PROL DE MAIS ATENÇÃO DO PODER PÚBLICO AO CINECLUBISMO NO RIO DE JANEIRO



MOBILIZAÇÃO EM PROL DE MAIS ATENÇÃO DO PODER PÚBLICO AO CINECLUBISMO NO RIO DE JANEIRO

Prezados,
recentemente Rio de Janeiro, Pernambuco e Pará fizeram cada qual um balanço com o objetivo de apesentar um breve histórico e análise, das políticas públicas voltadas para o cineclubismo, implementadas pelas atuais gestões dos governos dos respectivos estados.
O balanço do Rio de Janeiro é, de longe, o pior de todos e denuncia, dentre outras coisas, o descaso com que o cineclubismo fluminense vem sendo tratado, ao contrário do que acontece, por exemplo, em Pernambuco, onde a atividade recebe um grande estímulo.
Juntos, os três balanços se transformaram num único documento (que segue em anexo) que conta, ainda, com um manifesto de indignação de Antônio Claudino de Jesus, Presidente do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC) e Vice-Pesidente da Federação Internacional de Cineclubes (FICC).
A ASCINE-RJ conta com o apoio de todos na tentativa de reverter o atual quadro, e solicitamos a todos que leiam atentamente o documento, e nos ajudem a divulgar seu conteúdo por meio das listas das quais participam.
Solicitamos ainda que, aqueles que concordam com as colocações da ASCINE-RJ, enviem mensagem de apoio para ascinerio@gmail.com informando nome, município e estado onde residem e/ou se localizem, além da entidade que, porventura, venham a representar.
Outra forma de manifestar seu apoio, é por meio do Twitter (@ASCINERIO), seja nos seguindo e RTT ou publicando a chamada do relatório com a URL do blog da ASCINE-RJ. A carta está lá, disponível para todos.
No Twitter enviem a frase: @ASCINERIO: Associação de Cineclubes RJ: @culturarj ignora a atividade, 4 anos de descompromisso. QUEREMOS MUDANÇAS! http://t.co/7mREQVE
O relatório também está postado no blog da ASCINE-RJ e no Facebook.
Blog: http://ascinerj.blogspot.com/
Facebook: http://pt-br.facebook.com/people/Ascinerj-Ascine/100001101455431
Twitter: http://twitter.com/ascinerio // @ASCINERIO

Contamos com a mobilização de todos.
Grato.
--
Flávio Machado
Dir. Relações Institucionais ASCINE-RJ
(21) 9375-5612

O Cine Mofo é filiado à Associação de Cineclubes do Rio de Janeiro (ASCINE-RJ)
e ao Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC)

°FESTIVAL NACIONAL DE CINEMA E VÍDEO DOS SERTÕES LANÇA REGULAMENTO PARA EDIÇÃO 2010



Festival Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões Lança Regulamento Para Edição 2010

Cineastas de todo o Brasil já podem ter acesso ao regulamento do Festival Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões - edição 2010.

Todos os anos desde 2006 é realizado na cidade de Floriano/PI o Festival Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões.A edição anterior aconteceu no período de 01 a 12 de dezembro de 2009 e reuniu a comunidade cinematográfica dos estados do Piauí, Ceará, Maranhão, Tocantins, Pernambuco, Paraíba, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Brasília. Teve uma programação de 61 filmes exibidos ao longo de duas semanas e foi dividido em duas mostras: uma não competitiva, de 01 a 07 de dezembro, e uma mostra de vídeos competitiva, de 08 a 12.

Durante o festival também houveram oficinas de direção de fotografia, Linguagem de Edição, Fotografia de Still e Direção de Arte, ministradas por profissionais de renome nacional e mundial na área cinematográfica como: Carlos Ebert, Veronica Saenz e Luciana Bueno.

O 5º FESTIVAL NACIONAL DE CINEMA E VÍDEO DOS SERTÕES é uma promoção do Pontão de Cultura “Cultura Viva ao Alcance de Todos”, tendo como agente cultural o Grupo ESCALET, o apoio da Petrobrás, Secretária da Cidadania Cultural - Ministério da Cultura, dos governos Estadual e Federal.

O Festival acontecerá de 17 á 21 de novembro de 2010 e terá como objetivo impulsionar a produção audiovisual no Piauí, formando novas platéias, estimulando a exibição e reflexão sobre o cinema nacional. Os interessados em participar do festival podem inscrever longas e curtas de 17 de julho á 30 de agosto.

Confira o regulamento e a ficha de inscrição: www.escalet.com.br

Pontos de Cultura de todo o país podem enviar suas obras audiovisuais para o Festival Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões até o dia 20 de setembro.

Na edição anterior foram selecionados doze pontos de cultura de toda a federação. Cada ponto pôde trazer dois representantes para o evento e participar de várias oficinas, talk shows e atividades paralelas da programação.

Os filmes de pontos de cultura classificados na categoria de longa metragem receberão um prêmio de R$2000,00 reais cada. Já os curtas classificados receberão a quantia de R$500,00 reais. Os filmes produzidos nessa categoria concorrerão com as produtoras independentes, tendo estes os mesmos critérios de avaliação.

Poderão se inscrever filmes de longas e curtas-metragens que tenham sido finalizados a partir de janeiro de 2008 e que ainda não foram exibidos No Festival Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões.

Serão premiados com o CACTO DE OURO os melhores nas categorias: melhor filme, melhor diretor, melhor ator, melhor atriz, melhor roteiro, melhor fotografia, melhor direção de arte, melhor montagem, melhor trilha musical, melhor maquiagem e melhor figurino.

Escolas poderão ser obrigadas a exibir filmes nacionais

Publicado em http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/150250-ESCOLAS-PODERAO-SER-OBRIGADAS-A-EXIBIR-FILMES-NACIONAIS.html

A Câmara analisa o Projeto de Lei 7507/10 do Senado, que torna obrigatória a exibição de filmes e audiovisuais de produção nacional nas escolas de ensino básico por, no mínimo, duas horas mensais. O texto insere a medida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96 - pode ser lida em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm)
Pela proposta, a exibição de filmes brasileiros deve ser componente curricular complementar integrado à proposta pedagógica da escola. O autor da projeto, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), ressalta que a ausência de arte na escola reduz a formação dos alunos e impede que sejam usuários de bens e serviços culturais na vida adulta.
"O cinema é a arte que mais facilidade apresenta para ser levada aos alunos nas escolas", defende Cristovam. Para o senador, os jovens que não têm acesso a obras cinematográficas ficam privados de um dos objetivos fundamentais da educação: o desenvolvimento do senso crítico.
Tramitação
O projeto será analisado em regime de prioridade e em caráter conclusivo pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
--
(http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=481377),

5º ArtEstação Cassino Cine Vídeo



O 5º ArtEstação Cassino Cine Vídeo consiste em um evento Cultural de Cinema e Vídeo realizado na cidade do Rio Grande que foi contemplado com o Prêmio Areté – Apoio a Pequenos Eventos Culturais em Rede através de Edital aprovado pela Secretaria da Cidadania Cultural e determinado por representantes do Ponto de Cultura ArtEstação.

O evento tem como objetivo fomentar a produção audiovisual da região, dar formação técnica, promover o debate entre produtores e público, proporcionar a exibição de obras tanto regionais quanto nacionais e até internacionais, além de integrar os produtores e produções de Pontos de Cultura da região Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Exercitar a habilidade crítica e analítica perante as obras audiovisuais apresentadas, trazendo como público alvo admiradores do cinema e vídeo, público universitário, produtores culturais, estudantes de arte, teatro, cinema e comunidade de Rio Grande e região.

Participe, enviando sua produção audiovisual conforme o regulamento.
Coordenação do 5º ArtEstação Cassino Cine Vídeo
Arita Benelli (53) 91071659
Lucila Isoldi (53) 84288463
Sandro Mendes (53) 84241471
Av. Rio Grande, nº 500
Cep: 96205-000
Rio Grande/RS
www.artestacaocinevideo.blogspot.com
artestacao.ccv@gmail.com

Em 2009 o Ponto de Cultura ArtEstação foi contemplado no Edital Cine Mais Cultura. Criado pelo Ministério da Cultura por "demandas apresentadas em diálogos com a sociedade civil, e sob orientação do Programa Mais Cultura, a iniciativa disponibiliza equipamento audiovisual de projeção digital, obras brasileiras do catálogo da Programadora Brasil e oficina de capacitação cineclubista, atendendo prioritariamente periferias de grandes centros urbanos e municípios, de acordo com os indicadores utilizados pelo Programa Territórios da Cidadania."

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Coordenação do 5º ArtEstação Cassino Cine Vídeo
Arita Benelli (53) 91071659
Lucila Isoldi (53) 84288463
Sandro Mendes (53) 84241471
Av. Rio Grande, nº 500
Cep: 96205-000
Rio Grande/RS
www.artestacaocinevideo.blogspot.com

artestacao.ccv@gmail.com

Patativa do Assaré, um filme de Rosemberg Cariry.



“(…) Ele virou uma voz. A gente acreditava que as nações tinham seus poetas, Neruda, Maiakovski… E a gente achava que o Patativa era esse poeta da expressão nacional, ou pelo menos nordestina.”
(citação de Luiz Carlos Salatiel)
Sinopse:
(por Ivan Mauricio)O filme de Rosemberg Cariry passeia pelos 93 anos de vida e poesia de Patativa do Assaré. Mergulha na história do maior poeta popular brasileiro, um homem capaz de transformar “um pingo d´água em um oceano de rimas”. Além da imagem “oficial” do poeta, o documentário mostra aspectos do seu trabalho na roça e do cotidiano com a família e os amigos. A narrativa começa com imagens do velório de Patativa, em nove de julho de 2002, e, a partir daí, percorre sua vida, com referências a acontecimentos pessoais e históricos.

Mais detalhes ao nosso blog: http://cineclubelaguna.wordpress.com/
Esperamos a todos (!)

Projeto de distribuição e exibição cineclubista digital

Todas as obras disponibilizadas pela "Distribuidora de Filmes" - projeto de distribuição e exibição cineclubista digital: http://vimeo.com/user4314499/videos

Os filmes Projeto de distribuição e exibição cineclubista digital
podem ser baixados para depois serem exibidos, basta fazer cadastro no site.

fonte - http://mais.cultura.gov.br

Cineclubes do PR se encontram e articulam circuito estadual

A Kinoarte promoveu no último dia 18 de agosto em Londrina o 1o Encontro de Cineclubes do Paraná, evento que discutiu a formação de um circuito estadual de exibição que priviligie a formação de público para o cinema brasileiro.

O encontro foi histórico pois pela primeira vez reuniu os representantes dos sete cineclubes existentes atualmente em Londrina além de ter contado com a presença do Coordenador de Rede do Programa Cine Mais Cultura, Rodrigo Bouillet, com o professor de filosofia da UFPR, o veterano cineclubista Emmanuel Appel. Entre os representantes dos cineclubes de Londrina estavam:

Kinoarte (Bruno Gehring e Evelyssa Sanches)
SESC Londrina (Alexandre Simioni)
Vila Cultura Alma Brasil (Bruno Bérgamo e Juliana Franco)
Projeto Rodrigues no Cinema (Fernando Luiz Brito de Goés)
Ciclo do Aeroporto (Reginaldo J. Fernandes)
A Hora Mágica (Rodrigo Prado Evangelista)
Pequeno Mundo (Maria Tereza)

Estiveram presentes também representantes de outras instituições como a professora Edilomar Leonart (diretora do IFPR - Instituto Federal do Paraná), o produtor Argel Medeiros (diretor da Kinoarte e da AVEC – Associação de Cinema e Vídeo do Paraná), Fernanda Oliveira (SESC Apucarana), Regina Reis (Secretaria Municipal de Cultura), o professor Rogério Ivano (UEL – Universidade Estadual de Londrina), o professor e diretor de fotografia Anderson Craveiro (diretor da Kinoarte e professor do Curso de Artes Visuais/Multimídia da UNOPAR – Universidade do Norte do Paraná), o cineasta Rodrigo Grota (diretor da Kinoarte e professor no Curso de Cinema da FAP/CINETVPR), Patrícia Magalhães (Faculdade Pitagóras), além de Nilson Fakir Junior e Roberta Shizuko Takamatsu.

No início do encontro todos apresentaram seus cineclubes e o Professor Emmanuel deu início à plenária apresentando sua história com o cineclubismo no Paraná. Em seguida Rodrigo Bouillet apresentou o Programa Cine Mais Cultura, iniciativa do governo federal que visa favorecer o encontro e a integração do público brasileiro com a produção audiovisual de seu país. Em Londrina três instituições integram a rede do Cine Mais Cultura: os cineclubes da Kinoarte, da Vila Cultura Alma Brasil e do Instituto Cidadania.

Entre os principais tópicos levantados ao logo do encontro estão: a presença do cineclubismo na escola e sua importância na formação crítica; a criação de uma agenda de trabalho local para não haver conflito de programação entre os cineclubes; a elaboração de um arquivo que inclua todo o acervo dos cineclubes de Londrina; a criação de um grupo virtual para que se articule um trabalho em Rede Local e Estadual; a divulgação em conjunto de uma Programação Mensal de todos os cineclubes do Paraná; o levantamento mensal do público de todos os cineclubes; além da idéia de realizar ao menos uma reunião mensal de todos os cineclubes de cada cidade.

Entre as principais decisões tomadas nesse 1o Encontro de Cineclubes do Paraná está a participação efetiva de Londrina na Mobilização Estadual dia 8 de Outubro de 2010 em prol da formação do Conselho Estadual. Ficou também acertado que o próximo Encontro dos Cineclubes de Londrina será no dia 21 de setembro de 2010, a partir das 19 horas, na sala de exibição do SESC Londrina.

http://kinoclube.com

Ouça a entrevista que Rodrigo Bouillet e Bruno Gehring concederam ao programa Trem das Onze, da Universidade FM no dia 18 de agosto de 2010:
http://www.uel.br/uelfm/audios/7452-Trem_das_Onze_-_Parte_1.mp3
http://www.uel.br/uelfm/audios/7453-Trem_das_Onze_-_Parte_2.mp3

Veja também matérias de TV sobre o 1o Encontro de Cineclubes do Paraná:
http://www.tvuel.com.br/conteudo.php?v=259
http://www.rpctv.com.br/coroados/video.phtml?Video_ID=95499&Programa=paranatv1edicao

MEC quer unificar cursos em Cinema e Audiovisual

O MEC está sugerindo a unificação dos cursos de cinema no Brasil em torno do nome de "Cinema e Audiovisual", tal como foi proposto pelo Forcine- Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual. Com o objetivo de compartilhar essa discussão, publicamos o artigo do professor Fernão Ramos, "A Socine e os Estudos de Cinema na Universidade Brasileira. A Socine é a Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, entidade criada em 1995 com o objetivo de abrir espaco para pesquisa em cinema nas universidades brasileiras.O congresso anual da Socine é o principal fórum de debates e discussao sobre a pesquisa dessa área no Brasil. O curso de graduacao em Cinema e Audiovisual, da UFC, deverá sediar o congresso da Socine no ano de 2012.
A SOCINE E OS ESTUDOS DE CINEMA NA UNIVERSIDADE BRASILEIRA
Estudos de Cinema é ainda uma área acadêmica em busca de reconhecimento. A SOCINE (Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual) foi criada em 1995 buscando abrir espaço na universidade brasileira para professores com pesquisa na área. A pesquisa com cinema tem origem na primeira metade do século e nos anos 50/60, ocupando inicialmente espaço na crítica, através trabalhos com arquivos e memória pessoal. A partir dos anos 60/70, com o desenvolvimento da graduação e da pós-graduação no Brasil, os Estudos de Cinema expandem-se no meio acadêmico, submetendo-se à demanda metodológica e a forma de produção intelectual das universidades. USP, UNB e UFF são pioneiras em cursos de cinema, inicialmente mais voltados para a formação prática. Em seguida, já nos anos 90, os Estudos de Cinema passam a ocupar um espaço amplo na estrutura da pós-graduação brasileira, com dezenas de mestres e doutores formados. Professores com publicações centradas na área de Cinema ocupam cargos chaves em associações de pares em Comunicação e em agências de fomento da área, estaduais e federais.
Com o desenvolvimento das novas tecnologias, alguns colegas sentiram necessidade de ampliar a denominação de nosso campo de trabalho para incluir, também, audiovisual. Cinema e Audiovisual passa a abarcar também estudos mais próximos das artes plásticas com imagens e sons em movimento, dando destaque para as relações interdisciplinares entre cinema e outras mídias, como a televisão ou a internet. Cinema, pensado de um modo amplo, cobre o campo do experimental. A constituição de estudos inter-disciplinares (cinema e literatura, cinema e teatro, cinema e televisão, etc) constituem um campo tradicional dos estudos de cinema, desde as antigas polêmicas do período mudo sobre "cinema puro". A maior ou menor 'especificidade', ou a maior ou menor 'mestiçagem', irá depender do objeto de estudo e das hipóteses traçadas. A particularidade da pesquisa em cinema no campo da comunicação está em trabalhar com uma arte narrativa que, em geral, passa ao largo da ênfase metodológica na questão midiática/tecnológica. A SOCINE tem essa especificidade. Trouxe os Estudos de Cinema para o meio acadêmico, deslocando-os das abordagens, com recorte mais impressionista, que cercavam antigas associações de pesquisadores na área. Sua criação, ainda nos anos 90, repercutindo encontros da COMPÓS, foi também uma questão de geração. O grupo que criou a SOCINE não teve participação decisiva da geração que introduziu o cinema na universidade brasileira nos anos 70 e que dominou o horizonte até o início da primeira década do século XXI. Foi composto por um grupo de pesquisadores que ficou espremido entre a centralizadora geração anterior e uma turma mais tranqüila e mais jovem. Encontrou novas linhas para nuclear a pesquisa em Cinema e expandiu a SOCINE da forma como expandiu. Hoje, a SOCINE realiza encontros com centenas de participantes e dezenas de mesas, mostrando o lado mais dinâmico dos estudos de cinema e audiovisual no Brasil.
É importante mencionar, na medida em que este texto está sendo publicado em fórum de Comunicação, que a área de conhecimento 'Cinema', para órgãos de fomento, como o CNPQ e CAPES, situa-se no campo das 'Artes', embora historicamente tenha se vinculado a Departamentos e Sociedades Científicas da área de 'Comunicação'. Assessores em 'Artes' muitas vezes não possuem familiaridade com projetos de pesquisa em 'Cinema', em geral transferidos para avaliação de professores vinculados a programas e departamentos de 'Comunicação'. A situação confusa reflete-se igualmente na composição de cursos e currículos em Cinema, carregados de disciplinas próximas ao campo da 'Comunicação', com pouca incidência de disciplinas de humanidades e artes como História da Arte, Teoria Literária, História do Teatro, Antropologia Visual, etc.
Temos hoje cursos de Cinema, ou Cinema e Audiovisual, nas principais universidades do país, com clara expansão nos últimos dez anos. Os cursos de Cinema pioneiros no Brasil são os da Escola de Comunicações e Artes da USP, da Universidade de Brasília e da Universidade Federal Fluminense, desenvolvidos a partir dos anos 60. A universidade particular FAAP (São Paulo) também mantém curso pioneiro, mais voltado à formação prática. Se nos três primeiros (USP, UNB, UFF), abrigaram-se pesquisadores oriundos da crítica e de grupos próximos ao novo cinema, na FAAP tivemos uma janela aberta para técnicos e cineastas da mega-produtora Vera Cruz. Nos últimos vinte anos, cursos de cinema têm proliferado pelo Brasil. Universidades como UNICAMP, UFSCAR (São Carlos), Universidade Católica de Recife, UFSC, UFMG, UFPE, Universidade Tuiuti do Paraná, PUC/RGS; SENAC/SP e Anhembi-Morumbi, possuem Departamentos oferecendo formação de cinema em graduação. Cursos particulares de cinema e audiovisual tiveram forte incremento nos últimos dez anos em diversos pontos do país. Em pós-graduação, são oferecidos regularmente diplomas de mestrado e doutorado stricto-senso, com orientação especifica em Cinema, em programas de pós-graduação da UNICAMP, USP, UFF, UFSCAR, UFRJ e UNB. Universidades particulares como UNISINOS, Anhembi-Morumbi, FAAP, Universidade Católica de Pernambuco, Tuiuti, SENAC, entre outras, mantêm cursos de especialização e mestrado lato-senso ou stricto-senso em cinema.
Algumas questões metodológicas devem ser mencionadas ao traçarmos a inserção institucional dos Estudos de Cinema na universidade brasileira. O campo coloca-se de forma abrangente dentro de Departamentos de Artes e Comunicações, possuindo a particularidade da demanda de formação prática. Uma boa parcela de alunos que entram em cursos de cinema tem interesse em aprender a fazer cinema: utilizar uma câmera, dirigir, produzir, atuar, fotografar, montar, sonorizar, fazer roteiros, etc. A maior parte dos cursos de graduação, no Brasil e no mundo, encontra-se predominantemente voltada para este público, sendo ministrada por professores com carreira profissional na produção cinematográfica. No currículo, acessoriamente, está presente uma série de disciplinas envolvendo história e teoria do cinema. Predominantemente, cursos em Estudos de Cinema encontram-se voltados para a pós-graduação.
A área de Estudos de Cinema envolve um conjunto de expressões audiovisuais, mais ou menos articuladas em dimensão narrativa, a partir de uma miríade de estilos. Cinema é antes de tudo uma 'forma narrativa' (em seus primeiros tempos, e em alguns trabalhos de vanguarda, também é uma forma 'espetacular') que envolve imagens em movimento (em sua maioria conformadas pela fôrma da câmera) e sons. Na definição do campo cinematográfico encontramos animações digitais ou manipulação digital de imagens-câmera, trabalhos experimentais plásticos em proximidade com vídeoarte ou performance, narrativas extensas que cotejam novelas ou mini-séries televisivas. A narrativa com imagens e sons pode ter um corte 'ficcional' (quando entretemos o espectador com hipóteses sobre personagens e tramas fictícias) ou 'documentário' (quando entretemos asserções ou postulados, sobre o mundo histórico). Muitas vezes as definições não são tão claras e as cartas estão embaralhadas, mas o campo do cinema pode ser traçado sem preconceitos interdisciplinares. Estudos conceituais cruzados, assentando fundamento entre Literatura e Cinema, Pintura e Cinema, Teatro e Cinema, História e Cinema, Imagem Digital e Cinema, Música e Cinema etc, possuem ampla bibliografia. Estudos de Cinema, portanto, não é o ensino prático de como fazer cinema (embora possa e deva interagir com esta dimensão) e também não é o estudo das mídias, nem das humanidades (antropologia e história). É tudo isso, trazendo em seu centro irradiador a forma narrativa cinematográfica.
No centro estruturador dos Estudos de Cinema vislumbramos três disciplinas: 'História do Cinema', 'Teoria do Cinema' e 'Análise Fílmica'. Em História do Cinema trabalhamos a dimensão diacrônica da arte cinematográfica, seus diferentes períodos e movimentos. Analisamos também as produções nacionais (História do Cinema Brasileiro, Chinês, Francês, etc). Nesse campo cabem estudos autorais, centrados em personalidades da História do Cinema (o cinema de Bergman, Welles, Renoir, Kiarostami, Rocha, etc). Em geral, estudos em História do Cinema detêm-se no cinema ficcional. Recentemente tem aumentado espaço da pesquisa em cinema documentário dentro da história da produção cinematográfica mundial. Na abordagem dos momentos em que as vanguardas do século XX cotejam o cinema (expressionismo alemão, construtivismo russo, impressionismo francês, realismo italiano, surrealismo, cinema experimental, pós-modernismo) podemos constatar uma abrangência se delineia para além do estreitamente narrativo.
Temas que envolvem a própria noção de uma história do cinema, e a possibilidade de sua periodização, são trabalhados pela bibliografia em Teoria do Cinema. Noções essenciais para o estabelecimento da história do cinema, como a noção de Autor, são aprofundadas. Outro ponto que tem chamado a atenção na Teoria do Cinema é o questionamento da noção de 'nacionalidade' na definição dos diversos cinemas nacionais. Temas caros ao universo dos 'estudos culturais' (feminismo, minorias étnicas, estudos de gênero, a questão do sujeito) percorreram o campo dos estudos de cinema nos últimos dez anos. Também o horizonte da filosofia analítica e do cognitivismo foi mapeado. Nos anos 60/70/80, o conceitual do estruturalismo francês, a semiologia (Metz) e depois o pós-estruturalismo de Deleuze, Lacan, Derrida e outros, tiveram forte influência. A Teoria clássica do cinema também compõe o campo de estudo, através da influência do impressionismo (Epstein, Dulac, Balazs), do construtivismo (Vertov, Eisenstein), da fenomenologia (Bazin, Zavatttini), do realismo (Kracauer). A reflexão recente sobre cinema documentário mostra-se densa, acompanhando um aprofundamento da tendência analítica/cognitivista na contraposição aos estudos culturais. A Teoria do Cinema é, portanto, a disciplina dos Estudos de Cinema que fundamenta estudos históricos e autorais, algumas vezes questionando seus fundamentos.
Um terceiro horizonte dos Estudos de Cinema pode ser delimitado na Análise Fílmica. Definimos assim a pesquisa que se debruça sobre o filme propriamente e suas unidades (fotogramas, planos, seqüências, cenas, etc). A análise fílmica detalha a dimensão estilística do cinema, servindo de substrato para a pesquisa histórica/autoral. O ponto clássico da análise fílmica é a montagem, conceito em moda dos anos 20 até os anos 60. Elementos estilísticos como profundidade-de-campo, plano-seqüência, entrada e saída de campo, espaço fora-de-campo, mise-en-scène, raccord, falso raccord, olhar, interpretação de atores, música, falas, roteiro, fotografia, cenografia, etc, compõem os tijolos sobre os quais se constrói a estilística cinematográfica. A análise fílmica fornece substância concreta para o trabalho com a teoria do cinema, embasando a reflexão. Olhar o estilo é o último degrau que se consegue percorrer no corpo-a-corpo com o filme. Em função do movimento contínuo, e da ampla quantidade de elementos que marcam a estilística cinematográfica, analisar exige uma verdadeira educação do olhar. O objetivo desta educação deve ser o abandono dos níveis mais imediatos de conteúdo, conseguindo o 'leitor' elevar-se até a dimensão da cena propriamente.
Para terminar, é importante esclarecer uma questão. Como a arte cinematográfica sofre, desde sua origem, a mediação da técnica, é comum o discurso que nega sua especificidade histórica. Quando a questão tecnológica é sobre-determinada, transforma-se Estudos de Cinema em estudos de mídia. O cinema seria, então, uma máquina, uma mídia, que tenderia a desaparecer como outras máquinas antigas do século XIX. Nossa visão é que o cinema é uma forma narrativa relativamente estável, veiculada através de mídias diversas. Oscila na forma em função do quesito tecnológico, entre outros mais ou menos determinantes. A sobreposição cinema/mídia termina numa visão deformada do conceito de audiovisual, levando à confusão entre instância narrativa e mídia que a veicula (em nosso caso, o meio não é a mensagem). Nessa visão, se uma mídia evolui tecnologicamente, a narrativa que veicula também deve desaparecer. Como isso não ocorre, surge uma esquizofrenia entre análise e conteúdo, expressa na demanda insistente de um outro Cinema, que se adeque a nova máquina midiática. Postura que tem traço normativo, querendo determinar como o cinema deve ser, ou desaparecer, a cada nova invenção tecnológica: o surgimento da televisão, do vídeo, da internet, das novas máquinas produtoras de imagens sintéticas, etc. A visão da arte-tecnológica que chamo de evolucionista, com forte presença na universidade brasileira, tem dificuldades em lidar com a evidência da simultaneidade, entre novas e antigas mídias, muitas vezes não convergentes.
O campo dos Estudos de Cinema tem, portanto, em seu núcleo a dimensão diacrônica da narrativa cinematográfica, dimensão que realça sua estilística particular, podendo-se abrir para outros meios. Pode abranger o estudo das dinâmicas séries televisivas; o cinema seriado do início do século XX; as formas tipicamente digitais; a própria vídeo-arte e a tradição do cinema experimental; o documentário produzido pela televisão, etc. Imaginemos, portanto, um núcleo narrativo-imagético duro que se lança sobre mídias diversas, sem que a determinação midiática ocupe espaço central. A constituição da SOCINE, enquanto sociedade científica, sempre teve o cinema em seu núcleo, pensado como campo aberto que interage com a expressão através de imagens em movimento e seus sons.
Fernão Pessoa Ramos - professor do Departamento de Cinema/UNICAMP. Ex-Presidente da SOCINE, autor de Mas afinal... o que é mesmo documentário? (SP, Ed. Senac, 2008).