TERÇA, 26 ABR 2011
Sessão Infantil: 15h - Duração: 39’
Naiá e a Lua
de Leandro Tadashi, 2010, Ficção, 13’
A jovem índia Naiá se apaixona pela lua ao ouvir da anciã de sua aldeia a história do surgimento das estrelas no céu.
Priara Jõ, depois do ovo, a guerra
de Komoi Paraná, 2008, Documentário, 15’
As crianças Panará apresentam seu universo em dia de brincadeiras na aldeia. O tempo da guerra acabou mas ainda continua vivo no imaginário das crianças.
Por que o canguru salta em duas patas?
de Andrés Lieban, 2004, Animação, 11’
Baseado numa lenda aborígine australiana, as crianças vão saber porque o canguru salta em duas patas, além de aprender que ele se chama Bora e de conhecer as canções, os instrumentos e a pintura corporal usada por esse povo.
Sessão Adulto: 19h
Desmundo
de Alain Fresnot, 2003, Ficção, 100’
A trama se concentra em Oribela, uma das inúmeras órfãs enviadas por Portugal às novas terras - uma maneira dos colonos estabelecerem família e da Igreja impedir que relações sexuais com índias e negras corrompam as linhagens portuguesas. Oribela, no entanto, se opõe. Quer apenas voltar para casa. Como castigo pela insurgência, recusada por todos, termina casada com o rude Francisco de Albuquerque. Em meio a uma rotina de abusos, incestos, brigas e tentativas de fuga, ela se desespera. Residem no comerciante Ximeno, um liberal cristão-novo, as últimas esperanças de liberdade da garota.
O QUE: Sessão Cine Pitangueira
QUANDO: terça-feira, 26 de Abril, a partir das 15h
ONDE: Casa das Máquinas - Praça Bento Silvério, Lagoa da Conceição
QUANTO: Entrada franca e livre
UMA REALIZAÇÃO: Cinemateca Catarinense, Prefeitura. Municipal de Florianópolis, Funcine, Fundação Franklin Cascaes - Casa das Máquinas
CONTATOS:
Cinemateca Catarinense (48) 3224.7239
Casa das Máquinas (48) 3232.1514
cinepitangueira@gmail.com
contato@cinematecacatarinense.org
casadasmaquinaslagoa@gmail.com
www.cinematecacatarinense.org
terça-feira, 26 de abril de 2011
Programação Semanal Fundação Cultural Badesc - de 25 a 29/04
Segunda-feira, dia 25
* Cineclube Francês
Desert Blues, de Michel Jaffrennou, é o documentário exibido. Sessão às 19h. Entrada gratuita.
Ficha Técnica:
Desert Blues
(Desert Blues)
De Michel Jaffrennou, França/Mali, 2006, 60 min. Documentário. 12 anos.
Viagem musical no coração da República do Mali contemporânea.
* Exposição Projeto Patrimônio Caeira
Após 9 meses estabelecendo contato e promovendo atividades com moradores do Caeira, pesquisas e entrevistas, o Projeto prepara uma série de exposições que condensará as principais frentes culturais da comunidade do Saco dos Limões. Entre os dias 25 e 28 de abril, serão expostas, no jardim da Fundação Cultural Badesc, fotografias sobre a cultura da pipa no Caeira.
Contatos Projeto Patrimônio Caeira:
Sumaya Lima (coordenadora): 48 9926-9019
Carlos Silva (assessor de imprensa): 48 9914-2375
Terça-feira, dia 26
* Cineclube Italiano
O filme é Vincere, de Marco Bellochio. Início às 19h e entrada gratuita.
Ficha Técnica:
Vincere
(Vincere)
De Marco Bellochio, Itália, 2009, 128 min. Drama. 14 anos.
Com Giovanna Mezzogiorno, Filippo Timi e Fausto Russo Alesi.
A história da amante de Mussolini, Ida Delser, e seu filho, Albino.
Quinta-feira, dia 28
* Ficção Brasil
Exibição de Terra em transe, clássico de Glauber Rocha. Às 19h. Entr ada gratuita.
Ficha Técnica:
Terra em transe
De Glauber Rocha, Brasil, 1967, 106 min. Drama. 14 anos.
Com Jardel Filho, Paulo Autran, José Lewgoy, Paulo Gracindo e Glauce Rocha.
Eldorado, um país fictício da América Latina, está sofrendo com lutas pelo poder político. O jornalista Paulo Martins fica dividido entre a loucura da elite e a cega submissão das massas.
Curadoria de Fifo Lima.
Sexta-feira, dia 29
* DOCBrasil
A programação homenageia o diretor Ozualdo Candeias e apresenta dois de seus filmes e um documentário sobre o artista. No trabalho de Candeias o Brasil é olhado em seu lado marginalizado social e culturalmente. Suas personagens são miseráveis, excluídas, exploradas, malditas e humilhadas.
Candeias: da Boca para fora
De C elso Gonçalves, São Paulo, 2002, 17min. Documentário. Livre.
Um retrato original de Ozualdo Candeias. Divertidos e controversos depoimentos de personalidades do cinema como Zé do Caixão, Carlos Reichenbach, Inácio Araújo e Jairo Ferreira.
Uma rua chamada Triumpho 969/70
De Ozualdo Candeias, São Paulo, 1971, 10min. Documentário. Livre.
Através de fotografias de autoria de Ozualdo Candeias registra-se a região da Boca do Lixo paulistana e as pessoas do meio cinematográfico que por ali circulavam.
A margem
De Ozualdo Candeias, São Paulo, 1967, 96min. Ficção. Livre.
Aborda o dia-a-dia da população pobre que vive às margens do rio Tietê através das experiências de quatro personagens.
Curadoria de José Rafael Mamigonian.
* Encerramento da mostra Notas de rodapé
A exposição do carioca Jimson Vilela está aberta para visitação até o dia 29. Pode ser conferida de segunda a sexta, das 12 às 19h. A entrada é gratuita.
-----------------
Assessoria de Imprensa
Camila Collato (48) 9649-1936
Marilia Labes (48) 8463-0043
* Cineclube Francês
Desert Blues, de Michel Jaffrennou, é o documentário exibido. Sessão às 19h. Entrada gratuita.
Ficha Técnica:
Desert Blues
(Desert Blues)
De Michel Jaffrennou, França/Mali, 2006, 60 min. Documentário. 12 anos.
Viagem musical no coração da República do Mali contemporânea.
* Exposição Projeto Patrimônio Caeira
Após 9 meses estabelecendo contato e promovendo atividades com moradores do Caeira, pesquisas e entrevistas, o Projeto prepara uma série de exposições que condensará as principais frentes culturais da comunidade do Saco dos Limões. Entre os dias 25 e 28 de abril, serão expostas, no jardim da Fundação Cultural Badesc, fotografias sobre a cultura da pipa no Caeira.
Contatos Projeto Patrimônio Caeira:
Sumaya Lima (coordenadora): 48 9926-9019
Carlos Silva (assessor de imprensa): 48 9914-2375
Terça-feira, dia 26
* Cineclube Italiano
O filme é Vincere, de Marco Bellochio. Início às 19h e entrada gratuita.
Ficha Técnica:
Vincere
(Vincere)
De Marco Bellochio, Itália, 2009, 128 min. Drama. 14 anos.
Com Giovanna Mezzogiorno, Filippo Timi e Fausto Russo Alesi.
A história da amante de Mussolini, Ida Delser, e seu filho, Albino.
Quinta-feira, dia 28
* Ficção Brasil
Exibição de Terra em transe, clássico de Glauber Rocha. Às 19h. Entr ada gratuita.
Ficha Técnica:
Terra em transe
De Glauber Rocha, Brasil, 1967, 106 min. Drama. 14 anos.
Com Jardel Filho, Paulo Autran, José Lewgoy, Paulo Gracindo e Glauce Rocha.
Eldorado, um país fictício da América Latina, está sofrendo com lutas pelo poder político. O jornalista Paulo Martins fica dividido entre a loucura da elite e a cega submissão das massas.
Curadoria de Fifo Lima.
Sexta-feira, dia 29
* DOCBrasil
A programação homenageia o diretor Ozualdo Candeias e apresenta dois de seus filmes e um documentário sobre o artista. No trabalho de Candeias o Brasil é olhado em seu lado marginalizado social e culturalmente. Suas personagens são miseráveis, excluídas, exploradas, malditas e humilhadas.
Candeias: da Boca para fora
De C elso Gonçalves, São Paulo, 2002, 17min. Documentário. Livre.
Um retrato original de Ozualdo Candeias. Divertidos e controversos depoimentos de personalidades do cinema como Zé do Caixão, Carlos Reichenbach, Inácio Araújo e Jairo Ferreira.
Uma rua chamada Triumpho 969/70
De Ozualdo Candeias, São Paulo, 1971, 10min. Documentário. Livre.
Através de fotografias de autoria de Ozualdo Candeias registra-se a região da Boca do Lixo paulistana e as pessoas do meio cinematográfico que por ali circulavam.
A margem
De Ozualdo Candeias, São Paulo, 1967, 96min. Ficção. Livre.
Aborda o dia-a-dia da população pobre que vive às margens do rio Tietê através das experiências de quatro personagens.
Curadoria de José Rafael Mamigonian.
* Encerramento da mostra Notas de rodapé
A exposição do carioca Jimson Vilela está aberta para visitação até o dia 29. Pode ser conferida de segunda a sexta, das 12 às 19h. A entrada é gratuita.
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Assessoria de Imprensa
Camila Collato (48) 9649-1936
Marilia Labes (48) 8463-0043
Mostra de Cinema Infantil prorroga inscrições para 4º Pitching
Estão prorrogadas até o dia 13 de maio as inscrições para o 4º Pitching da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, destinado a projetos de longas-metragens brasileiros voltados para crianças e adolescentes. As propostas vencedoras participam do BUFF Festival, em Malmo, na Suécia, um dos principais fóruns de financiamento de cinema infanto-juvenil, e de reuniões individuais com os produtores europeus para consultoria dos projetos. As inscrições podem ser feitas em www.mostradecinemainfantil.com.br. Os projetos concorrentes já devem ter captado pelo menos 15% do orçamento. A defesa é feita para uma banca formada por produtores brasileiros e europeus. Esta é a 10ª edição da Mostra, que ocorre de 23 de junho a 10 de julho no Teatro Pedro Ivo, em Florianópolis
CONTATO
Luiza Lins
Diretora da Mostra
(48) 3232-5996, 9980-6908
Fifo Lima
Assessoria de Imprensa
(48) 4141-2116, 9146-0251
CONTATO
Luiza Lins
Diretora da Mostra
(48) 3232-5996, 9980-6908
Fifo Lima
Assessoria de Imprensa
(48) 4141-2116, 9146-0251
Comissão da Reforma Política ouve assembleias e câmaras de capitais
A Comissão Especial da Reforma Política realiza nesta terça-feira (26) reunião com os presidentes das assembleias legislativas de todos os estados e das câmaras municipais das capitais para debater o processo eleitoral e a propaganda nas eleições. Também participará o presidente da Câmara Legislativa do DF.
A reunião foi sugerida pelo presidente da comissão, deputado Almeida Lima (PMDB-SE), para preparar as audiências públicas que a comissão fará em algumas capitais nas próximas semanas. Segundo Almeida Lima, o objetivo é levar a discussão da reforma política para os estados: "Os atores diretos desse processo não devem ser apenas senadores e deputados federais. Temos lá na base, nos estados e municípios, vereadores, prefeitos e deputados estaduais e a sociedade como um todo. É importante ouvi-los”, disse.
Conforme a agenda da comissão, estão marcados debates em Goiânia, nesta sexta-feira (29), e em Belém (2/5), São Paulo (6/5), Porto Alegre (9/5), Aracaju (13/5), João Pessoa (16/5), Rio de Janeiro (20/5), Belo Horizonte (23/5), Curitiba (27/5) e Salvador (30/5). Também estão previstas audiências em Rio Branco, Florianópolis e Recife, ainda sem data definida.
Almeida Lima estima que o relatório final da comissão seja votado em junho. Depois disso, a proposta será analisada pelo Plenário da Câmara.
A reunião será realizada às 14h30, no plenário 3. Na mesma reunião, a comissão votará requerimentos.
Da Redação/ JMP
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'
A reunião foi sugerida pelo presidente da comissão, deputado Almeida Lima (PMDB-SE), para preparar as audiências públicas que a comissão fará em algumas capitais nas próximas semanas. Segundo Almeida Lima, o objetivo é levar a discussão da reforma política para os estados: "Os atores diretos desse processo não devem ser apenas senadores e deputados federais. Temos lá na base, nos estados e municípios, vereadores, prefeitos e deputados estaduais e a sociedade como um todo. É importante ouvi-los”, disse.
Conforme a agenda da comissão, estão marcados debates em Goiânia, nesta sexta-feira (29), e em Belém (2/5), São Paulo (6/5), Porto Alegre (9/5), Aracaju (13/5), João Pessoa (16/5), Rio de Janeiro (20/5), Belo Horizonte (23/5), Curitiba (27/5) e Salvador (30/5). Também estão previstas audiências em Rio Branco, Florianópolis e Recife, ainda sem data definida.
Almeida Lima estima que o relatório final da comissão seja votado em junho. Depois disso, a proposta será analisada pelo Plenário da Câmara.
A reunião será realizada às 14h30, no plenário 3. Na mesma reunião, a comissão votará requerimentos.
Da Redação/ JMP
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Idec contribui com levantamento internacional que aponta o Brasil com um dos piores regimes de direitos autorais no mundo
Ranking da Consumers International destaca que os países em desenvolvimento são os que possuem as leis mais prejudiciais ao consumidor. Um retrocesso no processo de democratização leva o país de sétimo para quarto lugar na lista
Atrás apenas do Japão, Egito e Zâmbia, o Brasil tem um dos piores regimes de direitos autorais do mundo, referente às leis que mais restringem direitos do consumidor no acesso a serviços e produtos culturais. A conclusão é da IP Watchlist 2011, um levantamento sobre direito autoral e propriedade intelectual feita pela Consumers Internacional - federação que congrega entidades de defesa do consumidor em todo o mundo, incluindo o Idec.
O Idec participou do trabalho, fazendo o relatório sobre a situação no Brasil. O trabalho leva em conta questões como as possibilidades trazidas pela legislação autoral para o acesso dos consumidores a serviços e produtos culturais, exceções e limitações para usos educacionais das obras, preservação do patrimônio cultural, acessibilidade, adaptação da lei aos novos modelos digitais e utilização privada dos bens culturais.
O relatório da CI destaca que os países em desenvolvimento são os que possuem as leis mais prejudiciais ao consumidor. Uma das críticas feitas pelo relatório é a punição excessiva prevista aos consumidores considerados infratores da lei quando realizam tarefas cotidianas como, por exemplo, transferir arquivos de um equipamento para o outro, para uso pessoal. Por outro lado, não há qualquer punição prevista aos fornecedores que cerceiam os direitos do consumidor.
"Que tipo de punição recebe o proprietário dos direitos autorais que interfere nos direitos do consumidor a ponto de impedi-lo de fazer uma cópia para backup ou para estudo? A resposta é que em todos os países pesquisados, não há qualquer sanção ao proprietário dos direitos autorais", aponta o relatório. A pesquisa cita ainda que as reformas planejadas para a Lei de Direitos Autorais no Brasil pode ser uma das primeiras a prever uma solução real para os consumidores, cujos direitos são obstruídos pelos fornecedores. A proposta é coibir qualquer prática que impeça o exercício dos direitos do usuário.
O advogado do Idec, Guilherme Varella, que contribuiu com o levantamento, lembra que o Brasil havia ficado na sétima posição na pesquisa de 2010, caindo agora para a quarta, o que demonstra um retrocesso no processo de democratização dos direitos autorais. Isso teria ocorrido após o governo dar manifestações claras de que não vai mais rever sua lei de direito autoral (Lei 9.610/98).
"A LDA passou por processo de reforma no ano passado, com consulta pública aberta à participação popular, depois de seis anos de debate intenso, conduzido pelo Ministério da Cultura. O anteprojeto de lei que reforma a LDA iria para o Congresso Nacional com um texto muito avançado, que equilibrava a proteção dos autores com o interesse público de acesso à cultura", afirmou Varella. "Nesse novo governo, o Ministério da Cultura recuou da reforma e não se mostra favorável à flexibilização da lei".
A LDA ainda permite o DRM (digital rights management), um sistema de gerenciamento digital que restringe a utilização de produtos que o consumidor adquire legitimamente no mercado. Pela lei, as empresas podem colocar essa "trava tecnológica" em um CD ou DVD e este tocar apenas em um aparelho de som e não em outro. O DRM também restringe o número de cópias privadas. A lei, assim, vai contra princípios básicos do Código de Defesa do Consumidor, que protege direitos como a liberdade de escolha do consumidor e a lealdade nas relações de consumo. Para ilustrar como isso funciona, o Idec realizou uma pesquisa esse mês, matéria da Revista do Idec 153 (anexa).
A lista dos dez países pior colocados neste ano tem o Japão em primeiro lugar, como o país com as piores leis, seguido pelo Egito, Zâmbia, Brasil - na quarta posição -, Argentina, Tailândia, Quênia, Reino Unido, Jordânia e Chile. Em 11 diferentes áreas analisadas, como uso educacional, uso literário e liberdade para compartilhar e transferir informações, nenhum dos 24 países pesquisados alcançaram a nota máxima. Mais de dois terços deles receberam a pontuação mais baixa em pelo menos uma dessas áreas. Confira aqui a íntegra da pesquisa. http://a2knetwork.org/sites/default/files/IPWatchlist-2011-ENG.pdf
Educação
O Brasil se mantém entre os países com a pior nota no quesito possibilidades educacionais. Isso se dá pelo fato da lei autoral não permitir a cópia para uso educacional ou científico. Os livros científicos brasileiros são extremamente caros. Muitas vezes, seus autores já receberam pelas obras, através de bolsas e salários, como ocorre com as universidades públicas, e mesmo assim os estudantes não têm direito de tirar uma cópia desses livros para fins unicamente de estudo, sem finalidade comercial.
Além disso, segundo o advogado do Idec, há uma ação ostensiva da indústria reprográfica no Brasil contra copiadoras de livros. "Pela lei, as copiadoras podem tirar cópias de "pequenos trechos" de obras, ainda que não se especifique o que são pequenos trechos. Algumas organizações têm intimidado proprietários de copiadoras e coagidos seus funcionários a não tiraram cópias nem de pequenos trechos, infringindo direitos dos alunos e desses profissionais", apontou Varella.
No mais, ainda na questão educativa, a LDA não permite a cópia nem a digitalização de obras. Assim, livros raros, não mais editados, podem apodrecer em estantes de bibliotecas sem que nada possa ser feito. O mesmo vale para as cinematecas. Filmes antigos, livros importantes, que compõem o patrimônio cultural e educacional brasileiro, podem se perder por inconsistência dessa lei.
LDA e Internet
Foi reaberta no Congresso a discussão do Projeto de Lei 84/99, a chamada Lei Azeredo. O PL prevê o monitoramento dos usuários pelos provedores de internet e a permissão para que cortem sua conexão em caso de conduta suspeita de violação de direitos autorais. A linha é a mesma das leis da França e Espanha, prevendo a intervenção direta na esfera individual dos consumidores. Por aqui, o movimento de cultura digital batizou o PL de AI-5 Digital, em referência ao famigerado ato institucional da ditadura militar, que cassou direitos civis e políticos, em 1968.
Assessoria de Imprensa
Contato: Arlete Rodrigues
Telefones: (11) 3874-2162 / 2161
e-mail: imprensa@idec.org.br
Atrás apenas do Japão, Egito e Zâmbia, o Brasil tem um dos piores regimes de direitos autorais do mundo, referente às leis que mais restringem direitos do consumidor no acesso a serviços e produtos culturais. A conclusão é da IP Watchlist 2011, um levantamento sobre direito autoral e propriedade intelectual feita pela Consumers Internacional - federação que congrega entidades de defesa do consumidor em todo o mundo, incluindo o Idec.
O Idec participou do trabalho, fazendo o relatório sobre a situação no Brasil. O trabalho leva em conta questões como as possibilidades trazidas pela legislação autoral para o acesso dos consumidores a serviços e produtos culturais, exceções e limitações para usos educacionais das obras, preservação do patrimônio cultural, acessibilidade, adaptação da lei aos novos modelos digitais e utilização privada dos bens culturais.
O relatório da CI destaca que os países em desenvolvimento são os que possuem as leis mais prejudiciais ao consumidor. Uma das críticas feitas pelo relatório é a punição excessiva prevista aos consumidores considerados infratores da lei quando realizam tarefas cotidianas como, por exemplo, transferir arquivos de um equipamento para o outro, para uso pessoal. Por outro lado, não há qualquer punição prevista aos fornecedores que cerceiam os direitos do consumidor.
"Que tipo de punição recebe o proprietário dos direitos autorais que interfere nos direitos do consumidor a ponto de impedi-lo de fazer uma cópia para backup ou para estudo? A resposta é que em todos os países pesquisados, não há qualquer sanção ao proprietário dos direitos autorais", aponta o relatório. A pesquisa cita ainda que as reformas planejadas para a Lei de Direitos Autorais no Brasil pode ser uma das primeiras a prever uma solução real para os consumidores, cujos direitos são obstruídos pelos fornecedores. A proposta é coibir qualquer prática que impeça o exercício dos direitos do usuário.
O advogado do Idec, Guilherme Varella, que contribuiu com o levantamento, lembra que o Brasil havia ficado na sétima posição na pesquisa de 2010, caindo agora para a quarta, o que demonstra um retrocesso no processo de democratização dos direitos autorais. Isso teria ocorrido após o governo dar manifestações claras de que não vai mais rever sua lei de direito autoral (Lei 9.610/98).
"A LDA passou por processo de reforma no ano passado, com consulta pública aberta à participação popular, depois de seis anos de debate intenso, conduzido pelo Ministério da Cultura. O anteprojeto de lei que reforma a LDA iria para o Congresso Nacional com um texto muito avançado, que equilibrava a proteção dos autores com o interesse público de acesso à cultura", afirmou Varella. "Nesse novo governo, o Ministério da Cultura recuou da reforma e não se mostra favorável à flexibilização da lei".
A LDA ainda permite o DRM (digital rights management), um sistema de gerenciamento digital que restringe a utilização de produtos que o consumidor adquire legitimamente no mercado. Pela lei, as empresas podem colocar essa "trava tecnológica" em um CD ou DVD e este tocar apenas em um aparelho de som e não em outro. O DRM também restringe o número de cópias privadas. A lei, assim, vai contra princípios básicos do Código de Defesa do Consumidor, que protege direitos como a liberdade de escolha do consumidor e a lealdade nas relações de consumo. Para ilustrar como isso funciona, o Idec realizou uma pesquisa esse mês, matéria da Revista do Idec 153 (anexa).
A lista dos dez países pior colocados neste ano tem o Japão em primeiro lugar, como o país com as piores leis, seguido pelo Egito, Zâmbia, Brasil - na quarta posição -, Argentina, Tailândia, Quênia, Reino Unido, Jordânia e Chile. Em 11 diferentes áreas analisadas, como uso educacional, uso literário e liberdade para compartilhar e transferir informações, nenhum dos 24 países pesquisados alcançaram a nota máxima. Mais de dois terços deles receberam a pontuação mais baixa em pelo menos uma dessas áreas. Confira aqui a íntegra da pesquisa. http://a2knetwork.org/sites/default/files/IPWatchlist-2011-ENG.pdf
Educação
O Brasil se mantém entre os países com a pior nota no quesito possibilidades educacionais. Isso se dá pelo fato da lei autoral não permitir a cópia para uso educacional ou científico. Os livros científicos brasileiros são extremamente caros. Muitas vezes, seus autores já receberam pelas obras, através de bolsas e salários, como ocorre com as universidades públicas, e mesmo assim os estudantes não têm direito de tirar uma cópia desses livros para fins unicamente de estudo, sem finalidade comercial.
Além disso, segundo o advogado do Idec, há uma ação ostensiva da indústria reprográfica no Brasil contra copiadoras de livros. "Pela lei, as copiadoras podem tirar cópias de "pequenos trechos" de obras, ainda que não se especifique o que são pequenos trechos. Algumas organizações têm intimidado proprietários de copiadoras e coagidos seus funcionários a não tiraram cópias nem de pequenos trechos, infringindo direitos dos alunos e desses profissionais", apontou Varella.
No mais, ainda na questão educativa, a LDA não permite a cópia nem a digitalização de obras. Assim, livros raros, não mais editados, podem apodrecer em estantes de bibliotecas sem que nada possa ser feito. O mesmo vale para as cinematecas. Filmes antigos, livros importantes, que compõem o patrimônio cultural e educacional brasileiro, podem se perder por inconsistência dessa lei.
LDA e Internet
Foi reaberta no Congresso a discussão do Projeto de Lei 84/99, a chamada Lei Azeredo. O PL prevê o monitoramento dos usuários pelos provedores de internet e a permissão para que cortem sua conexão em caso de conduta suspeita de violação de direitos autorais. A linha é a mesma das leis da França e Espanha, prevendo a intervenção direta na esfera individual dos consumidores. Por aqui, o movimento de cultura digital batizou o PL de AI-5 Digital, em referência ao famigerado ato institucional da ditadura militar, que cassou direitos civis e políticos, em 1968.
Assessoria de Imprensa
Contato: Arlete Rodrigues
Telefones: (11) 3874-2162 / 2161
e-mail: imprensa@idec.org.br
sites com conteúdo muito interessante
1 - "Dramaturgia de Série de Animação", do AnimaTV: http://www.tvcultura.com.br/animatv/anime/para-ler/34289
2 - Políticas Culturais em Revista: http://www.portalseer.ufba.br/index.php/pculturais/index
3 - Os 5 volumes do livro Produção Cultural no Brasil: http://www.producaocultural.org.br/videos/baixe-a-integra-das-entrevistas-do-producao-cultural-no-brasil-pdf/
4 - Um tesouro: centenas de livros para download em formato pdf no LetrasUSP: http://gjol.blogspot.com/2011/04/um-tesouro-centenas-de-livros-para.html
2 - Políticas Culturais em Revista: http://www.portalseer.ufba.br/index.php/pculturais/index
3 - Os 5 volumes do livro Produção Cultural no Brasil: http://www.producaocultural.org.br/videos/baixe-a-integra-das-entrevistas-do-producao-cultural-no-brasil-pdf/
4 - Um tesouro: centenas de livros para download em formato pdf no LetrasUSP: http://gjol.blogspot.com/2011/04/um-tesouro-centenas-de-livros-para.html
Convocação Assembléia Geral SINTRACINE
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
A Diretoria do SINTRACINE – SINDICATO DOS TRABALHADORES DA INDÚSTRIA
CINEMATOGRÁFICA E DO AUDIOVISUAL DE SANTA CATARINA convoca todos os
trabalhadores
da indústria cinematográfica (inclusive trabalhadores em laboratórios
cinematográficos) do
Estado de Santa Catarina para participarem da Assembléia Geral que
será
realizada no dia 28
de abril de 2011 às 18:30 em primeira convocação, e ou às 19:00 horas,
em
segunda e última
convocação, tendo por local o Instituto Arco-Iris, à rua João Pinto,
187
(esquina com a Travessa
Ratcliff) CEP 88010-420 / Centro – Florianópolis, SC, para deliberarem
sobre
a seguinte ORDEM
DO DIA:
1)Leitura e Aprovação do novo Estatuto
2)Convenção Coletiva de Trabalho
3)Contribuição Sindical
4)Assuntos Gerais
--
SINTRACINE
(48) 3371-5888
Travessa Ratcliff, 56 - Centro - Florianópolis/SCwww.sintracine.org
A Diretoria do SINTRACINE – SINDICATO DOS TRABALHADORES DA INDÚSTRIA
CINEMATOGRÁFICA E DO AUDIOVISUAL DE SANTA CATARINA convoca todos os
trabalhadores
da indústria cinematográfica (inclusive trabalhadores em laboratórios
cinematográficos) do
Estado de Santa Catarina para participarem da Assembléia Geral que
será
realizada no dia 28
de abril de 2011 às 18:30 em primeira convocação, e ou às 19:00 horas,
em
segunda e última
convocação, tendo por local o Instituto Arco-Iris, à rua João Pinto,
187
(esquina com a Travessa
Ratcliff) CEP 88010-420 / Centro – Florianópolis, SC, para deliberarem
sobre
a seguinte ORDEM
DO DIA:
1)Leitura e Aprovação do novo Estatuto
2)Convenção Coletiva de Trabalho
3)Contribuição Sindical
4)Assuntos Gerais
--
SINTRACINE
(48) 3371-5888
Travessa Ratcliff, 56 - Centro - Florianópolis/SCwww.sintracine.org
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