sexta-feira, 22 de outubro de 2010

FESTIVAIS DE CURTAS

Breve disponibilizaremos o serviço da programação.
PROGRAMA AVEDIKIAN 1 (PROGRAMA AVEDIKIAN 1):
Dia 26/10/2010 – Terça-feira (FAAP)
11:00
BOM DIA SENHOR (BONJOUR MONSIEUR), de Serge Avedikian (10'). FRANÇA. Falado em francês,
armênio. Legendas em francês. Legendas eletrônicas em português.
ADEUS MADAME (AU REVOIR MADAME), de Serge Avedikian (15'). FRANÇA. Falado em francês,
armênio. Legendas em francês. Legendas eletrônicas em português.
BEBEMOS A MESMA ÁGUA (NOUS AVONS BU LA MEME EAU), de Serge Avedikian (72'). FRANÇA.
Falado em francês, armênio, turco. Legendas em francês. Legendas eletrônicas em português.
15:00
PROGRAMA AVEDIKIAN 2 (PROGRAMA AVEDIKIAN 2):
HISTÓRIA CADELA (CHIENNE D'HISTOIRE), de Serge Avedikian (15'). FRANÇA. Falado em francês.
Legendas em inglês. Legendas eletrônicas em português.
SENHORAS E SENHORES (M´SIEURS DAMES), de Serge Avedikian (15'). FRANÇA. Falado em francês.
Legendas eletrônicas em português.
MISSÃO CUMPRIDA (MISSION ACCOMPLIE), de Serge Avedikian (33'). FRANÇA. Sem diálogos.
LUX AETERNA (LUX AETERNA), de Serge Avedikian (11'). FRANÇA. Sem diálogos. Legendas em francês.
LINHA DE VIDA (LIGNE DE VIE), de Serge Avedikian (12'). FRANÇA. Falado em francês. Legendas em
inglês. Legendas eletrônicas em português.
19:00
PROGRAMA AVEDIKIAN 3 (PROGRAMA AVEDIKIAN 3):
Haverá debate após a sessão
O QUINTO SONHO (LE CINQUIEME RÊVE), de Serge Avedikian (43'). FRANÇA. Sem diálogos.
TERRA EMOTA (TERRA EMOTA), de Serge Avedikian (10'). FRANÇA. Sem diálogos. Legendas em
francês.
UM BELO DIA (UN BEAU MATIN), de Serge Avedikian (12'). FRANÇA. Falado em francês. Legendas em
inglês. Legendas eletrônicas em português.
CONHECI BEM O SOL (J´AI BIEN CONNU LE SOLEIL), de Serge Avedikian (15'). FRANÇA. Falado em
francês. Legendas em inglês. Legendas eletrônicas em português.
PROGRAMA HANNA SCHYGULLA (PROGRAMA HANNA
SCHYGULLA)
Dia 03/11/2010 – Quarta-feira (FAAP)
15:00
PROTOCOLOS DOS SONHOS (PROTOCOLES DE RÊVES - TRILOGIE), de Hanna Schygulla (22').
ALEMANHA. Falado em alemão. Legendas em inglês. Legendas eletrônicas em português.
ORAÇÃO (STOSSGEBET), de Hanna Schygulla (15'). FRANÇA. Falado em alemão, francês. Legendas
eletrônicas em português.
MOI ET MON DOUBLE, de Hanna Schygulla (13'). FRANÇA. Falado em francês. Legendas eletrônicas
em português.
HANNA HANNAH (HANNA HANNAH), de Hanna Schygulla (7'). ALEMANHA. Falado em alemão,
ídiche, inglês, francês. Legendas em inglês. Legendas eletrônicas em português.
LUCERO (LUCERO), de Hanna Schygulla (14'). FRANÇA. Falado em espanhol. Legendas eletrônicas em
português.
PROGRAMA PELECHIAN (PROGRAMA PELECHIAN):
AS ESTAÇÕES (YERANAKNER), de Artavazd Pelechian (30'). ARMÊNIA. Sem diálogos.
NÓS (MENK), de Artavazd Pelechian (30'). ARMÊNIA. Sem diálogos.
VIDA (KIANK), de Artavazd Pelechian (7'). ARMÊNIA. Sem diálogos.
FIM (VERDJ), de Artavazd Pelechian (10'). ARMÊNIA.Sem diálogos.
PROGRAMA F. J. OSSANG (PROGRAMA F. J. OSSANG):
SILENCIO (SILENCIO), de F.J. Ossang (21'). FRANÇA, PORTUGAL. Falado em francês. Legendas em
inglês. Legendas eletrônicas em português.
CIEL ETEINT !, de F.J. Ossang (23'). FRANÇA, RÚSSIA. Falado em francês. Legendas em inglês.
Legendas eletrônicas em português.
VLADIVOSTOK, de F.J. Ossang (5'). FRANÇA, RÚSSIA. Falado em francês. Legendas em inglês.
Legendas eletrônicas em português.
PROGRAMA BRASIL 1 (PROGRAMA BRASIL 1):
O SUSSURRO (O SUSSURRO), de Barbara Sturm (12'). BRASIL. Falado em português. Legendas em
inglês.
EM UMA NOITE ESCURA, AS ROSAS SÃO AMARELAS (EM UMA NOITE ESCURA, AS ROSAS SÃO
AMARELAS), de Rodrigo Chevas (22'). BRASIL. Falado em português. Legendas em inglês.
O VOO DO AVESTRUZ (O VOO DO AVESTRUZ), de Clara Izabela, Zé Inlê (20'). BRASIL. Falado em
português.
O VOO DE TULUGAQ (O VOO DE TULUGAQ), de André Guerreiro Lopes (9'). BRASIL. Sem diálogos.
Legendas em inglês.
PROGRAMA BRASIL 2 (PROGRAMA BRASIL 2):
Dia 04/11/2010 Quinta-feira, no Centro Cultural Banco do Brasil
14:30
ZÉ[S] (ZÉ[S]), de Piu Gomes (15'). BRASIL. Falado em português.
PINBALL (PINBALL), de Ruy Veridiano (19'). BRASIL. Falado em potuguês.
BARTÔ (BARTÔ), de Gunter Sarfert, Onon (17'). BRASIL. Falado em português.
O CAPITÃO CHAMAVA CARLOS (O CAPITÃO CHAMAVA CARLOS), de Andradina Azevedo, Dida
Andrade (18'). BRASIL. Falado em português. Legendas em inglês.
PROGRAMA BRASIL 3 (PROGRAMA BRASIL 3):
GERAL (GERAL), de Anna Azevedo (15'). BRASIL. Falado em português. Legendas em inglês.
CINEMAIEUTICA (CINEMAIEUTICA), de Rodrigo Falk Brum (12'). BRASIL. Falado em português. Legendas em
inglês.
PIMENTA (PIMENTA), de Eduardo Mattos (13'). BRASIL. Falado em português.
RATÃO (RATÃO), de Santiago Dellape (20'). BRASIL. Falado em português. Legendas em inglês.
A CONQUISTA DO ESPAÇO (A CONQUISTA DO ESPAÇO), de Chico Deniz (15'). BRASIL. Falado em
português.
PROGRAMA BRASIL 4 (PROGRAMA BRASIL 4):
CONTRA-GOLPE (CONTRA-GOLPE), de Pedro Gueller (8'). BRASIL. Falado em português.
HR. KLEIDMANN (HR. KLEIDMANN), de Marcos Fausto (15'). BRASIL. Falado em português. Legendas
em inglês.
O AR (O AR), de Enilson Silva Gonçalves (12'). BRASIL. Falado em português. Legendas em inglês.
QUANDO O TEMPO DA REFLEXÃO ACABAR (QUANDO O TEMPO DA REFLEXÃO ACABAR), de Vinícius
Guerra (15'). BRASIL. Falado em português.
TOTEM (TOTEM), de Donny Correia (13'). BRASIL. Falado em português.
MOSTRA-ME (MOSTRA-ME), de Camilo Bianchini Cassoli (13'). BRASIL. Falado em português.
Legendas em inglês.
LIVRARIA ORNABI (LIVRARIA ORNABI), de Camilo Cassoli (16'). BRASIL. Falado em português.
Legendas em inglês.
PROGRAMA PELECHIAN 2 (PROGRAMA PELECHIAN 2):
NOSSO SÉCULO (MERDARÉ), de Artavazd Pelechian (50'). ARMÊNIA. Sem diálogos.
O COMEÇO (SKIZB), de Artavazd Pelechian (10'). ARMÊNIA. Sem diálogos.
OS HABITANTES (TARVA), de Artavazd Pelechian (10'). ARMÊNIA. Sem diálogos.
PROGRAMA AXN (PROGRAMA AXN):
Dia 04/11/2010 – Quinta-feira (FAAP)
Indicado para: 18 anos.
11:00
SAMPARKOUR, de Wiland Pinsdorf (7'). BRASIL. Falado em português.
O TROCO (O TROCO), de André Rolim (11'). BRASIL. Falado em português.
REMINISCÊNCIAS (REMINISCÊNCIAS), de Alysson Muritiba (19'). BRASIL. Falado em português.
ENROQUE, de Pablo Bondesan (15'). ARGENTINA. Falado em espanhol. Legendas em português.
EL HIJO DE LA 40, de Erika Bagnarello (18'). COSTA RICA. Falado em espanhol. Legendas em
português.
LA UVA, de Alexandra Henao (13'). VENEZUELA. Falado em espanhol. Legendas em português.
KARAI NORTE, de Marcelo Martinessi (20'). PARAGUAI. Falado em espanhol. Legendas em português.
NUESTRA HOSPITALIDAD, de Pablo Abdala, Joaquín Peñagaricano (13'). URUGUAI. Falado em
espanhol. Legendas em português.
IGUALDAD, de René Herrera (11'). MÉXICO. Falado em espanhol. Legendas em português.
ESTO ES UN REVOLVER, de Pablo González (21'). COLÔMBIA. Falado em espanhol. Legendas em
português.
THEN AND NOW BEYOND BORDERS (THEN AND NOW
BEYOND BORDERS):
GAO, de Robert Wilson (2'). EUA. Falado em inglês. Legendas eletrônicas em português.
CARNAVAL DOS DEUSES (CARNAVAL DOS DEUSES), de Tata Amaral (7'). BRASIL. Falado em português.
DISTANTE UN PADRE, de Masbedo (8'). ITÁLIA. Falado em italiano. Legendas em português.
LA LONGUE MARCHE DU CAMÉLÉON, de Idrissa Ouédraogo (7'). BURKINA FASSO. Falado em francês.
Legendas em português.
CHIMÈRES ABSENTES, de Fanny Ardant (12'). FRANÇA. Falado em francês. Legendas em português.
THE ACCORDION, de Jafar Panahi (9'). IRÃ. Falado em farsi. Legendas eletrônicas em português.
ANTONIONI SOBRE ANTONIONI (ANTONIONI SU ANTONIONI)
LE REGARD IMPOSE, de Carlo di Carlo
27/10/2010 Quarta-feira – 19:00 (FAAP)
28/10/2010 Quinta-feira – 21:40 (Cine Livraria Cultura 2)
28/10/2010 Quinta-feira – 16:40 (Unibanco Arteplex 5)
04/11/2010 Quinta-feira – 21:30 (Unibanco Arteplex 5)
de Carlo di Carlo (55'). ITÁLIA. Falado em italiano. Legendas em inglês. Legendas Eletrônicas em português. Curta: LE REGARD IMPOSÉ, de
Carlo di Carlo (24'). Indicado para: LIVRE. Haverá debate após a sessão.
MICHEL CIMENT, A ARTE DE PARTILHAR FILMES e MANOEL DE
OLIVEIRA ABSOLUTO, de Leon Cakoff
29/10/2010 Sexta-feira - 19:00 (FAAP)
A pedido da Mostra a indicação etária dos flmes foi sugerida por seus
respectivos produtores.
Programação sujeita a alterações.

Manoel de Oliveira, Sofia Coppola e até bicicletas garantem ecletismo da 34ª Mostra



Manoel de Oliveira, Sofia Coppola e até bicicletas garantem ecletismo da 34ª Mostra
ALYSSON OLIVEIRA

Cena do filme ''O Estranho Caso de Angélica'', de Manoel de Oliveira
BRASILEIROS EM COMPETIÇÃO
FILMES INTERNACIONAIS
Se alguém achava ruim ter de andar, digamos, do CineSESC ao Unibanco Arteplex a pé em 10 minutos para não perder a próxima sessão, na 34ª Mostra Internacional de Cinema, deste ano - acontece de 22 de outubro a 4 de novembro -, será mais fácil fazer o trajeto de bicicleta. Uma parceria entre o evento, a Sabesp e a ONG Parada Vital irá disponibilizar bikes para os frequentadores do festival. É preciso fôlego e atenção redobrada – afinal, o circuito de cinemas inclui várias salas na região da Paulista –, mas, para os mais preparados, pode até valer a pena.

Este é apenas um dos atrativos – talvez o menos cinematográfico – da festival, que começa nesta quinta exibindo o novo trabalho do veterano Manoel de Oliveira, “O Estranho caso de Angélica”. Coproduzido pela Mostra, o filme abriu a seção Un Certain Regard, do Festival de Cannes, em maio passado, trazendo no elenco o neto do diretor, Ricardo Trêpa, a espanhola Pilar López de Ayala e Leonor Silveira. A história centra-se num fotógrafo que fica obcecado com a imagem de uma moça que morreu. O filme faz uma ponte entre o cinema mudo e a modernidade.

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"Um Lugar Qualquer", de Sofia Copolla, mostra relação entre pai famoso e a filha
No entanto, para atrair o público mais variado, a Mostra tenta combinar o mais amplo espectro de produções. Para cada Manoel de Oliveira, Abbas Kiarostami (“Cópia Fiel”) e Jean-Luc Godard (“Socialismo”), há uma Sofia Coppola (“Um Lugar Qualquer”), Robert Rodriguez (“Machete”) e Jean-Pierre Jeunet (“Micmacs – Um plano complicado”). Também não podem faltar os premiados nos principais festivais do mundo, como Cannes (“Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas”, de Apichatpong Weerasethakul), Veneza (“Um lugar qualquer”, de Sofia Coppola) ou no Rio (“VIPS”, de Toniko Mello).

Deixando de lado os filmes que, mais cedo ou mais tarde, entram em circuito comercial, um dos grandes prazeres da Mostra é a descoberta de trabalhos pouco conhecidos ou com poucas chances de chegar aos cinemas. Um deles é “Um dia na vida”, do premiado documentarista Eduardo Coutinho. Com uma sessão única, promessa de ser uma das mais disputadas da programação, o longa é uma compilação de material gravado da pesquisa que o diretor fez para seu próximo filme.

Com poucas chances de chegar ao cinema também são os longos “Mistérios de Lisboa”, de Raúl Ruiz, e “Carlos”, de Olivier Assayas. O primeiro tem 266 minutos e o segundo, 330. São obras monumentais, não apenas pela duração, mas também pela forma épica com que tratam seus temas, o primeiro adaptando obra de Camilo Castelo Branco, o segundo, traçando uma biografia do temível terrorista Carlos, o Chacal.

As retrospectivas desta edição trazem o cinema do norueguês Bent Hammer, exibindo sua filmografia completa, como “Histórias de Cozinha” e “Factótum”, além de seu mais recente trabalho, “Uma casa para o Natal”. A outra homenageada é a atriz alemã Hanna Schygulla, musa de Rainer Werner Fassbinder, vista recentemente num filme de Fatih Akin, “Do Outro Lado”. A Mostra exibirá diversos filmes que Hanna dirigiu, como o documentário “Alicia Bustamante”, sobre a atriz e diretora cubana.

Do comercial ao cult made in Brazil

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Arieta Corrêa e Wagner Moura em cena de "VIPs", de Toniko Melo
A seleção brasileira da Mostra também faz combinações ecléticas e abre espaço para filmes que vão do cult àqueles que buscam comunicar com um público maior. Documentários, ficções e experimentações traçam um painel da produção nacional recente.

Entre os documentários, além de Coutinho, o festival também traz alguns títulos que despertam a curiosidade, como “Comercial”, de Alex Miranda, que aborda a produção publicitária no Brasil; “Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano”, de Henrique Dantas, sobre o grupo Novos Baianos; e “Diário de uma busca”, de Flávia Castro, em que a diretora investiga a vida e morte de seu pai, morto misteriosamente em 1984, e o cotidiano dos militantes de esquerda dos anos de 1960 e 1970.

Um dos mais aguardados entre as ficções, é “VIPS”, que rendeu a Wagner Moura o prêmio de melhor ator no Festival do Rio, há duas semanas. Nele, o ator deixa de lado seu personagem do momento, o Capitão Nascimento, e encarna uma figura real, um sujeito que parece estar em eterna crise de identidade e que assume o nome e a vida de outras pessoas – como um dos herdeiros da companhia aérea Gol.

Também baseado numa figura real, “Boca do Lixo” traz Daniel de Oliveira como Hiroito de Moraes, frequentador da região paulistana que dá título ao filme, um homem nascido na classe média cuja vida muda quando ele é acusado da morte do seu pai e se torna um dos bandidos mais procurados da capital paulistana. Já “Bróder”, de Jefferson De, premiado em Paulínia e Gramado, tem Caio Blat como seu protagonista. Filmado na periferia de São Paulo, o longa faz um belo estudo sobre a amizade, o crime e a ascensão social.

Por outro lado, o mineiro Cao Guimarães mais uma vez se supera com seu experimentalismo poético. Com “Ex Isto”, inspirado num poema de Paulo Leminski, o diretor investiga o que poderia ter acontecido se René Descartes tivesse vindo para o Brasil. O filósofo francês é interpretado pelo ator baiano João Miguel, de “Estômago”.

Não só de filmes, porém, vive a 34ª Mostra. Wim Wenders, além de assinar um dos pôsteres do Festival, exibe no MASP 23 fotografias inéditas feitas durante viagens por cidades como São Paulo, Salvador, Tóquio e Berlim. A exposição leva o título de “Lugares, Estranhos e Quietos”. O outro pôster é assinado por Akira Kurosawa – cujo centenário de nascimento é comemorado neste ano. Oitenta storyboards do diretor japonês, que morreu em 1998, também serão exibidos no Instituto Tomie Ohtake, na exposição “Kurosawa – Criando imagens para o cinema”.

Para mais informações sobre bicicletas, acesse o site da Mostra, www.mostra.org,


http://cinema.uol.com.br/mostra/2010/ultimas-noticias/2010/10/20/manoel-de-oliveira-sofia-coppola-e-ate-bicicletas-garantem-ecletismo-da-34-mostra.jhtm

Wenders registra as coisas “fora do lugar”



Quem acompanha a carreira de Wim Wenders entende bem o que ele quer dizer quando fala que “não existe algo mais lindo debaixo do céu de Deus do que a incrível, alucinatória, infinita variedade de lugares que realmente existem.”

No fundo, é a partir desta matéria-prima que seu cinema se constrói – e estou falando não apenas de seu mais famoso road movie, “Paris Texas”, mas de vários outros filmes marcantes, como “Alice nas Cidades”, “O Amigo Americano”, “O Estado das Coisas”, “As Asas do Desejo” e “Buena Vista Social Club”, para citar apenas cinco.

Homenageado pela 34ª Mostra de Cinema de São Paulo, que começa nesta sexta-feira, Wenders ganha uma pequena retrospectiva de seus filmes e, mais importante, apresenta uma exposição de cerca de 30 fotografias realizadas em suas viagens pelo mundo.

“Lugares, Estanhos e Quietos”, inaugurada na noite de quarta-feira, no Masp, com a presença do diretor, abre ao público nesta quinta-feira. As fotos expõem paisagens em diferentes cantos do planeta, do Brasil ao Japão, passando por Oceania, Oriente Médio, Europa e América do Norte.

Quase todas exibem objetos, cenários, acidentes naturais e paisagens. Pessoas, quando aparecem, não constituem o foco das imagens. A foto de uma roda-gigante no meio do nada, na Armênia, talvez seja a mais perfeita síntese do olhar de Wenders e do que ele chama de “apetite insaciável pelos lugares que não conheço”.

Num túnel de trem em Wupertal, Alemanha, Wenders fotografou um grafite da dupla brasileira Os Gêmeos pichado por vândalos. Nas colinas do Golã, lugar disputado por Israel e Síria, registrou um posto de controle abandonado. Há também um dinossauro de pedra gigante no deserto do Mojave (EUA) e um balanço de brinquedo em forma de foca na Costa do Adriático.

Na foto que ilustra o folheto da exposição, Wenders registra uma esquina morta em Montana (EUA), uma imagem que lembra os quadros do artista americano Edward Hooper.

“Pessoalmente, pareço ter aprimorado minha noção de ligar para as coisas que estão ‘fora de lugar’”, escreve Wenders, no texto de apresentação da exposição. Um livro com as fotos de Wenders será lançado durante a Mostra. Quem puder ver as imagens em formato gigante no Masp não vai se arrepender.

“Lugares Estranhos e Quietos”: Masp (Av. Paulista, 1578). De 21 de outubro a 16 de janeiro de 2011. (11) 3251-5644. Terças, quartas, sextas, sábados, domingos e feriados, das 11h às 18h; quintas, das 11h às 20h. Ingressos: R$ 15 (grátis nas terças).

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A Trilogia do Esquecimento




A Trilogia do Esquecimento será exibida no 12º CATAVÍDEO

O 12º Catavídeo – Mostra de Vídeos Catarinenses ocorre na Fundação Cultural Badesc com 112 filmes inscritos. Em 12 anos, este número só é superado nas edições de 2005, com 116, e de 2006, com 126. O Catavídeo já exibiu mil produções audiovisuais catarinenses. O convidado para a noite de abertura, no sábado dia 30 de outubro, às 19h, é o paranaense Rodrigo Grota, cineasta, editor e professor de cinema.

Haverá exibição dos últimos três curtas realizados pelo diretor: Haruo Ohara, Satori Uso e Booker Pittman. Os filmes, premiados em festivais nacionais e internacionais, formam a Trilogia do Esquecimento (também conhecida como Trilogia de Londrina). Haruo Ohara, o último filme de Rodrigo Grota, levou cinco prêmios no Festival de Gramado desse ano (2010). Em breve será lançado um DVD com a trilogia completa, incluindo extras e um encarte.



Após a sessão, Rodrigo conversa sobre a sua produção cinematográfica e lança a última edição da revista de cinema Taturana, criada em novembro de 2007 com o objetivo de estimular a reflexão sobre o cinema independente brasileiro, em especial o curta metragem. Com patrocínio do Minc, a publicação tem distribuição gratuita, e pode ser visitada em revistataturana.com.

Os filmes
Satori Uso (2007, cor & p&b, 17min, 35mm)
Um poeta das sombras, um cineasta sem filmes e uma musa enigmática.
Booker Pittman (2008, p&b, 15 min, 35mm)
Londrina, jazz, 1950.
Haruo Ohara (2010, cor & p&b, 16 min, HD/35mm)

34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

A versão extendida de Metrópolis com 30 minutos extras encontrados num museu da Argentina, uma exposição com desenhos de Akira Kurosawa e projeção restaurada de Rashomon, além das retrospectivas das obras de F.J. Ossang (Silêncio) e Serge Avedikian (Chienne d'Historie) estão entre os destaques da 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.



Um panorama geral do evento, que acontece de 22 de outubro a 4 de novembro, foi apresentado pelos diretores Leon Cakoff e Renata de Almeida. A começar pelo filme de abertura: O Estranho Caso de Angélica, do veterano mais jovem do cinema, o português Manoel de Oliveira, longa que concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2010.
Além de Oliveira, outro queridinho da Mostra também dará as caras novamente neste ano. Wim Wenders terá três atividades por aqui: vai apresentar pessoalmente sua versão de 280 minutos de Até o Fim do Mundo (1991); chegará ao Brasil em 16 de outubro para organizar a exposição Lugares, Estranhos e Quietos, que trará algumas de suas fotografias; além de receber uma curta retrospectiva com seus filmes, entre eles Asas do Desejo e Paris, Texas. Onipresente, Wenders também assina um dos cartazes da Mostra. - o outro é de Kurosawa.

Retrospectivas, homenagens e exibições especiais darão um tempero a mais à Mostra 2010. Exemplo é a parceria com a Cinemateca Brasileira para exibir, no Dia do Patrimônio Audiovisual (27 de outubro), sete produções nacionais clássicas, entre elas O Corinthiano, protagonizado por Mazzaropi, e Gregório 38, de Alex Prado. “Não é só para restaurar e deixar lá, queremos mostrar os filmes ao público”, explica Renata de Almeida, codiretora da Mostra.

Metrópolis, filme de Fritz Lang cercado de dúvidas já que a cópia original foi apreendida quatro meses depois do lançamento em 1927, terá uma projeção no dia 24 acompanhada da orquestra Jazz Sinfônica no auditório do Ibirapuera. “A estrutura do filme muda completamente, especialmente o entendimento dos três personagens coadjuvantes”, afirmou a restauradora Anke Wilkening ao Cineclick em outubro de 2009.



ABMIC - Associação Brasileira Mostra Internacional de Cinema
R. Antonio Carlos, 288 Cep.01309-010 São Paulo-SP Brasil
Fone:(55 11) 3141-0413
Fax:(55 11) 3266-7066
info@mostra.org
http://br.mostra.org

Central da Mostra
Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073 (ao lado do Cine Livraria Cultura).
Fones: 11 3251-3374 / 11 3251-3369

terça-feira, 19 de outubro de 2010

NPD-SC abre inscrições para três novas oficinas gratuitas de cinema



Criadores de Formatos Audiovisuais, com Marcio Motokane, coordenador artístico do Canal Futura, Projetos Audiovisuais - da teoria à prática, com Marco Stroisch, produtor audiovisual, e Trilha Sonora, com Eduardo Camenietzki, violinista e compositor, são as novas oficinas do Núcleo de Produção Digital de Santa Catarina.
As oficinas serão realizadas em parceria com o 12º Catavídeo e com a 4ª Semana de Cinema da UFSC.

Inscreva-se de 19 a 26 de outubro pelo site: www.npdsc.ufsc.br

Confira detalhes de cada oficina:Criadores de Formatos Audiovisuais com Marcio Motokane 30 e 31 de outubro, manhã e tarde SESC Prainha [parceria Catavídeo]

Proposta da oficina:A proposta é conhecer os processos de elaboração, desenvolvimento, adaptação, apresentação e aprovação de projetos audiovisuais.

Sobre o ministrante:Marcio Motokane é coordenador artístico do Canal Futura. Formado em Cinema, desde 1993 atua no mercado nacional e internacional como diretor em formatos televisivos em emissoras como BAND, HBO, Chile filmes, Canal Brasil, Multishow e Canal Futura. Foi premiado pela criação de formatos audiovisuais em festivais internacionais como o PROMAXBDA, CARACOL DE PLATA, PRIX JENEUSSE e JAPAN PRIZE.

Projetos Audiovisuais - da teoria à prática com Marco Stroisch 2 a 4 de novembro, manhã e tarde SESC Prainha [parceria Catavídeo]

Proposta da oficina:O ministrante vai propor exercícios de produção de texto e gravação audiovisual, que conduzirão os participantes a uma experiência por todas as etapas de um projeto.

Sobre o ministrante:Marco Stroisch, 35 anos, é jornalista e produtor audiovisual. Natural de Florianópolis, idealizou e desenvolveu projetos que foram contemplados nos editais do Funcine e da Cinemateca, entre eles: “O filme que ninguém viu” (2001), “Quem disse que eu to indo pra casa?” (com Sandra Nebelung, 2005), “Desilusão” (com Bob Barbosa, 2006), “BlackOuts” (com André Silveira, 2007), “Memórias de Passagem” (com Mônica Rath, 2008), “Desencanto” (2009), “Véspera” (com Iur Gomez, 2009) e “A Boca de Ody” (com José Rafael Mamigonian, 2009). Entre outros trabalhos, atua como produtor, diretor e editor de seus projetos.

Trilha Sonora - Eduardo Camenietzki - 8 a 10 de novembro, das 9h às 12h DAC - UFSC [parceria Semana de Cinema]

Sobre o ministrante:Eduardo Camenietzki é violinista e compositor. Estudou violão clássico com Luiz Antonio Perez e cursou a Escola de Música da UFRJ. Fez cursos de música para cinema com Normand Rogeé, no Canadá, e Peer Raben, na Alemanha. Iniciou sua carreira profissional atuando em duo com o também compositor e violonista Wagner Campos, com quem lançou seu primeiro disco, “Eduardo e Wagner”, em 1983. Participou de outros duos e trios. Atuou como instrumentista contratado da Rede Globo, em 1985 e 1986, tendo participado das trilhas sonoras de minisséries. Trabalhou ainda na TV Cultura/SP, no teatro e em documentários históricos. Vem atuando na composição de música de câmera, tendo sido premiado pela Editora Cultura Musical, em São Paulo, com a peça "Improviso e Pós-Lúdio".