sábado, 23 de julho de 2011

Conselho Superior de Cinema

Durante reunião,em Brasilia,conselheiros analisaram propostas de desoneração fiscal para o setor
Desoneração fiscal do setor audiovisual, modelo de financiamento desejado e digitalização do parque exibidor do cinema nacional foram os temas centrais da 2ª reunião ordinária do Conselho Superior de Cinema, reunido em Brasília nesta quarta-feira (13). Os trabalhos foram coordenados pela ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e contaram com a participação da secretária do Audiovisual, Ana Paula Santana, e do presidente da Agência Nacional de Cinema, Manoel Rangel.
A ministra Ana de Hollanda considerou a reunião produtiva e disse que o conselho começa a analisar a situação tributária da cadeia produtiva do cinema brasileiro, a partir da criação de um Grupo de Trabalho dentro da estrutura do conselho, para tratar do assunto.
A representante dos realizadores de cinema, Marisa Leão, solicitou a imediata revisão nos tributos que recaem sobre o segmento, alegando a existência de uma dupla carga tributária que impede o cinema nacional de competir com os filmes internacionais. Ela apontou como prioritária a desoneração sobre as importações de equipamentos audiovisuais e sobre a receita dos produtores cinematográficos.
Conselheiros representantes da indústria do cinema também solicitaram desoneração fiscal no processo de digitalização dos filmes brasileiros, além do aumento do volume de recursos disponibilizados para as distribuidoras nacionais. Ricardo Difini Leite disse que o setor enfrenta forte concorrência de empresas mexicanas e norte-americanas e que não tem condições de subsistir sem um apoio mais efetivo do governo. A ministra Ana de Hollanda pediu ao setor o encaminhamento da proposta por escrito.
O presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Manoel Rangel, destacou a importância do atual momento no cenário do audiovisual brasileiro, com a proximidade da votação, no Congresso Nacional, do Projeto de Lei Complementar 116 (PLC 116) que revitaliza o Fundo Setorial do Audiovisual e renova o marco regulatório da televisão por assinatura, entre outras coisas. O projeto deve ser votado no início de agosto.
Rangel informou que durante a reunião foram dados passos importantes na reflexão de estratégias para o audiovisual brasileiro, como a discussão sobre o modelo de financiamento para o setor. Ele expôs aos conselheiros as quatro modalidades de financiamento que estão sendo praticadas atualmente: recursos públicos investidos a fundo perdido, renúncia fiscal, investimentos de empresas em fundos perdidos e aplicações no Fundo Setorial do Audiovisual com previsão de retorno de receita.
A secretária do Audiovisual, Ana Paula Santana, disse que o Conselho Superior de Cinema está trabalhando de uma forma bastante propositiva e tem prestado um importante apoio às atividades da Secretaria do Audiovisual (SAv/MinC). Ela acatou a reivindicação do conselheiro Jorge Firmeza, representante do Itamaraty, que solicitou a inclusão de um integrante do Ministério das Relações Exteriores na comissão que seleciona o filme brasileiro indicado ao prêmio Oscar de Cinema. A comissão é formada por dois especialistas indicados pela SAv e por cinco representantes da Academia Brasileira de Cinema.
(Texto: Patrícia Saldanha,Ascom/MinC)
(Fotos: Lula Lopes, Ascom/MinC)

http://www.cultura.gov.br/site/2011/07/14/conselho-superior-de-cinema-3/

1ª Oficina de introdução à prática audiovisual: processo de produção cinematográfica

Desenvolver o processo de produção cinematográfica com noções teóricas e práticas de criação audiovisual e com a realização de um filme é a proposta da oficina promovida pelo Fundo Municipal de Cinema (Funcine) e a produtora Novelo Filmes. As inscrições são gratuitas e estão abertas. Serão selecionados cinco roteiros para os encontros entre os realizadores e os ministrantes, que vão ocorrer todas às terças-feiras, de 6 de setembro a 22 de novembro, das 14 às 18h, na Fundação Cultural Badesc, com 30 horas/aula. Dos cinco roteiros, um será escolhido para ser filmado. Ao final, ser&aac ute; fornecido certificado àqueles que participarem de 75% das atividades.
Interessados na “1ª Oficina de Introdução à Prática Audiovisual: do desenvolvimento à produção” podem fazer as inscrições pelo site http://portal.pmf.sc.gov.br/entidades/funcine/. Os roteiros selecionados devem ser representados por uma equipe formada pelo diretor, roteirista e produtor do projeto. A equipe vencedora terá todos os equipamentos fornecidos para realização do curta com orientação dos profissionais ministrantes da oficina, que contará também com o apoio da Orbital Filmes da Onda Sonora.
Os ministrantes são Cíntia Domit Bittar, formada em cinema e vídeo pela Unisul e diretora de “Qual queijo você quer?”, curta rodado com o Prêmio Funcine e selecionado para os festivais de Paulínia e Gramado; Carol Gesser, formada em cinema pela UFSC, produtora do Censo Audiovisual Catarinense e diretora de arte e maquiagem; Will Martins formado em cinema e vídeo na Unisul, produtor, diretor e roteirista.
Maria Augusta Vilalba Nunes e Lucas de Barros completam o quadro dos ministrantes e também cursaram cinema na Unisul. Maria fez mestrado em literatura na UFSC. Lucas é graduado em edição e pós produção digital na escola Soho Editors, de Londres.
A oficina é dividida em três fases. Na primeira, há 10 encontros teóricos sobre conceituação criativa e desenvolvimento de projeto. Na segunda fase, as propostas de filmes desenvolvidas na primeira fase serão defendidas oralmente para uma banca, que irá escolher o projeto para a terceira fase, quando o roteiro será filmado, com assistência de técnicos de fotografia e operador de câmara e som da oficina. O curta será montado pela Novelo Filmes.
Para acessar o regulamento e a ficha de inscrição acessar o site:
http://www.pmf.sc.gov.br/entidades/funcine/

O quê: 1ª Oficina de Introdução à Prática Audiovisual: do desenvolvimento à produção.
Quando: de 6 de setembro a 22 de novembro de 2011, às terças-feiras, das 14 às 18h
Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Ouro Preto, 216, Centro, Florianópolis.
Quanto: gratuito.

Criada a Federação Catarinense de Cineclubes

Durante o 2º Encontro Catarinense de Cineclubistas foi criada a Federação Catarinense de Cineclubes com Diretoria provisória eleita com os seguintes nomes:
Presidente: Vicente Pozzobon (Cineclube Armação-Florianópolis)
Vice: Patrícia Vilma Pinheiro da Silva (Cineclube Pescadores em Rede-Bombinhas)
Secretária: Cláudia Cárdenas (Cineclube (sem nome) Florianópolis)
Tesoureiro: Helena Flores (Cineclube Ceccal - Florianópolis)

Programadora Brasil reabre inscrições para filmes e vídeos

Entre 14 de julho e 15 de agosto de 2011, pessoas físicas ou jurídicas, representantes de filmes e vídeos com duração mínima de cinco (5) minutos e máxima de trinta (30) minutos, poderão inscrevê-los acessando o site da Programadora Brasil. As obras podem ser de qualquer gênero e ano de realização, desde que possuam o CPB – Certificado de Produto Brasileiro, emitido gratuitamente pela Ancine – Agência Nacional de Cinema (www.ancine.gov.br)

O processo não é válido para episódios de séries realizadas para TV. As obras cadastradas em edições anteriores e que ainda não foram convidadas para integrar o catálogo não devem ser reinscritas, pois estes títulos continuam fazendo parte do banco de dados e ficam disponíveis para os curadores assim como os novos inscritos.

A Secretária do Audiovisual, Ana Paula Santana, anuncia a reabertura das inscrições destacando o caráter de continuidade da Programadora Brasil. Para ela, “a iniciativa consolidou-se, para o realizador brasileiro de filmes e vídeos, como uma importante oportunidade de circulação de suas obras”. Ana Paula Santana acrescenta que “ao abrir inscrições para o cadastramento de filmes, o programa democratiza a inclusão de títulos no seu catálogo e dá oportunidade para que todos os interessados disponibilizem as informações e formalizem essa intenção”.

Ana Paula destaca também a atenção especial na curadoria de conteúdo voltado ao público infantil. Para ela, “o cinema infantil nacional deve ser definitivamente entendido como política pública. Perene e consistente. E a Programadora Brasil tem correspondido a este norte lançando continuamente em seu catálogo títulos para esse público.”

A experiência do programa confirma a grande demanda por filmes voltados para a infância. Cerca de 35% das sessões informadas pelos associados contam com um público predominantemente infantil e em faixa escolar. A cultura qualifica a educação, o que, para a Secretaria, possibilita, por exemplo, a formação de uma infância mais crítica e reflexiva.

Atualmente, são cerca de 1500 pontos de exibição audiovisual associados à Programadora Brasil. Eles estão em mais de 800 municípios brasileiros, nas 27 unidades da federação, e podem ter acesso a 700 filmes e vídeos nacionais. Até o final do ano, mais 125 filmes serão lançados, organizados em 41 novos programas/DVDs.

Para que seu(s) filme(s) faça(m) parte do banco de dados da Programadora, o responsável deve ler atentamente o regulamento disponível no link www.programadorabrasil.org.br/inscreva_seu_filme/, e concordando com as condições, preencher a ficha de informações do filme e encaminhar uma cópia da obra em DVD, até o dia 15 de Agosto de 2011, para a Cinemateca Brasileira, aos cuidados da Coordenação de Programação e Produção da Programadora Brasil, no endereço: Rua Capitão Macedo, 580, Vila Clementino / CEP 04021-020 - São Paulo – SP. Os títulos ficarão disponíveis para a consulta da comissão de curadoria.

SERVIÇO:
Inscrições de obras audiovisuais de até 30 minutos para inclusão no acervo da Programadora Brasil
Data: 14 de Julho a 15 de Agosto de 2011
www.programadorabrasil.org.br

Revelando os Brasis IV

Regiões sul, nordeste e sudeste recebem juntas o circuito nacional

As três rotas do Circuito Nacional de Exibição, mostra itinerante Revelando os Brasis, realizam exibições simultâneas por várias cidades do país. O circuito visitará 56 cidades, passando por todas as regiões brasileiras, durante 45 dias. A caravana pegou a estrada no dia 16 de junho, em Itambé, no Paraná, e completará o percurso no dia 31 de julho, em Gilbués, no Piauí.

Cada sessão conta com uma tela de cinema e duzentas cadeiras disponibilizadas para acomodar a platéia. Todas as sessões têm entrada gratuita. Ao todo, 40 vídeos feitos a partir de histórias contadas por moradores de pequenas cidades brasileiras fazem parte do circuito. A realização é do Instituto Marlin Azul, com parceria estratégica da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e patrocínio da Petrobras.
Histórico
Criado em 2004, o Revelando os Brasis tem por objetivo geral promover a inclusão e formação audiovisual por meio do estímulo à produção de vídeos digitais. A iniciativa, dentre outros objetivos específicos, possibilita o acesso dos moradores às novas tecnologias, para que possam contar suas histórias, valorizar a identidade local, preservar as manifestações regionais e possibilitar o contato dos brasileiros com um rico acervo histórico, geográfico e cultural do país.
O Revelando os Brasis é desenvolvido em etapas. Na primeira, é realizado o Concurso Nacional de Histórias, voltado aos moradores de cidades com até 20 mil habitantes. Os 40 autores das histórias selecionadas, na segunda fase, participam de uma oficina audiovisual, no Rio de Janeiro, onde aprendem, com a orientação de profissionais renomados do cinema, todas as etapas de realização de um vídeo, incluindo noções sobre roteiro, produção, direção, som, fotografia, direção de arte, edição, comunicação e mobilização.
Na terceira etapa, os autores retornam às cidades para a realização do vídeo com recursos e o acompanhamento técnico do projeto. Num processo de mobilização popular, familiares, vizinhos, amigos e artistas locais são estimulados a integrar as equipes, desempenhando funções artísticas, técnicas e de apoio.
A quarta etapa é marcada pelo Circuito Nacional de Exibição. As obras são apresentadas em sessões abertas e gratuitas nas 40 cidades selecionadas e nas capitais dos estados envolvidos. Para completar o processo de democratização audiovisual, as 40 obras reunidas em um box de DVDs contendo as histórias e o making off das produções e do circuito de exibição são distribuídas para bibliotecas, escolas públicas, pontos de culturas, cineclubes e órgãos públicos ligados à educação e à cultura. Os vídeos são ainda exibidos em mostras e festivais nacionais e internacionais. Desde a criação do projeto foram realizadas 160 obras audiovisuais feitas por moradores de pequenas cidades.
Mais informações: www.revelandoosbrasis.com.br

Habilitados no Concurso Projetos de Documentários sobre Pontos de Cultura

A Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Fundação Universitária José Bonifácio divulgaram, no dia 1º de julho, a lista de 26 projetos habilitados a participar do Concurso para Seleção de Projetos de Documentários sobre Pontos de Cultura e Ações do Programa Cultura Viva. No total, foram recebidos 34 projetos, sendo apenas oito deles inabilitados. Os projetos contemplados da região Sul: ‘Afectos - Paixões, Coleções, História e Memórias’, do Centro de Produção, Promoção e Formação em Arte e Cultura, do Ponto de Cultura Art Estação de Rio Grande/RS; ‘Produção e Superação em Rede’, da Cooperativa Catarse, Coletivo de Comunicação, do Ponto de Cultura PC Ventre Livre, Porto Alegre/RS; ‘Mosaico de Identidades’ da Oficina de Vídeo TV Ovo, FOCU, Pontão de Fomento Cultural, de Santa Maria/RS; ‘Villa Coral nos Bairros’, da Sociedade Cultura Artística - SCAR, do Ponto de Cultural Villa Coral, de Jaraguá do Sul/SC; ‘Lugares’, Grupo Somos Comunicação, Saúde e Sexualidade, do Somos Pontão de Cultura LGBT, Porto Alegre/RS;’Pontos Extremos, Retratos e Paisagens do Brasil nos 4 Pontos Cardeais’, do Coletivo Soylocoporti, pela Interação Latino Americana, do Pontão de Cultura Kuai Tema, Curitiba/PR e o projeto ‘Som na Caixa Galera’, da Cia Essencial de Teatro, do Pontão de Cultura Sinema Sambaqui, Curitiba/PR. Confira a lista completa.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

essencialidades

As pessoas esqueceram como contar uma história.
As histórias não têm mais um meio ou um final.
Elas normalmente têm um início que nunca pára de começar.

Steven Spielberg