sábado, 13 de novembro de 2010

últimas oficinas oferecidas pelo Núcleo de Produção Digital de Santa Catarina em 2010

Estão abertas até 17 de novembro as inscrições para as três últimas oficinas oferecidas pelo Núcleo de Produção Digital de Santa Catarina em 2010

As oficinas fecham um ano bastante produtivo para o NPD-SC, que realizou 14 oficinas gratuitas, envolvendo mais de 300 estudantes e profissionais do audiovisual do Estado.
As inscrições devem ser feitas até 17 de novembro no site www.npdsc.ufsc.br. Serão oferecidas 20 vagas para cada oficina.

Mais detalhes sobre as oficinas:

Desenho de Pós-Produção
Ministrante: Adriana Copetti
22 a 26 de novembro, 19 às 22 horas
CCE - UFSC

Criadores de Formatos Audiovisuais
Ministrante: Marcio Motokane
27 e 28 de novembro, 9h às 13 horas e 14h às 19 horas
SESC Prainha

Construindo Personagens - figurino e maquiagem
Ministrante: Adriana Bernardes
29 de novembro a 03 de dezembro, das 8 às 13 horas
Biblioteca Central - UFSC


Sobre os ministrantes:

Adriana Copetti
[Desenho de Pós-Produção]
É publicitária, formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Pós-Graduada em Marketing em Mercados Internacionais pela Universidade Cândido Mendes, do Rio de Janeiro. Trabalhou na área comercial e marketing de importantes empresas do segmento de pós-produção tais como: Grupo CHILE Films, Estúdios MEGA e CASABLANCA Rio. Implantou o núcleo de pós-produção de som para cinema dos Estúdios VTI Network. Atualmente, desenvolve suas atividades como produtora executiva em Florianópolis, e está preparando duas séries para televisão com temas ligados à ecologia e fotografia. Alguns trabalhos que realizou na função de executiva de contas: Subterrâneos, (José Eduardo Belmonte, 2004), Tropa de Elite (José Padilha, 2007), Canção de Baal (Helegna Ignez, 2008) e Polaróides Urbanos (Miguel Falabella, 2008), entre outros.

Marcio Motokane
[Criadores de Formatos Audiovisuais]
É coordenador artístico do Canal Futura. Formado em Cinema, desde 1993 atua no mercado nacional e internacional como diretor em formatos televisivos em emissoras como BAND, HBO, Chile filmes, Canal Brasil, Multishow, Canal Futura. Foi premiado pela criação de formatos audiovisuais em festivais internacionais como o PROMAXBDA, CARACOL DE PLATA, PRIX JENEUSSE, JAPAN PRIZE.

Adriana Bernardes
[Construindo Personagens - figurino e maquiagem]
Possui graduação em Moda - Estilismo pela Universidade do Estado de Santa Catarina, e pós-graduação em Gestão do Produto de Moda do Vestuário pela Faculdade Estácio de Sá. Já participou de diversas produções catarinenses como maquiadora e figurinista, entre elas os curta-metragens Black-Outs (Marco Stroisch, 2009) e Se eu Morresse Amanhã (Ricardo Weschenfelder, 2009), e os longas Doce de Coco (Penna Filho, 2008), Muamba (Chico Faganello, 2009), A Antropóloga (Zeca Pires, 2010) e Aos Espanhóis Confinantes (Ângelo Clemente Sganzerla, 2008).

Cineclube Nangetu, coordenação: Kota Mazakalanje.

Tv. Pirajá, 1194 – Marco, Belém/PA. 91- 32267599.
Início de cada sessão- 19h. Ao final haverá roda de conversa com a comunidade do Mansu Nangetu.

sexta – 12/11 – Quase dois irmãos, de Lucia Murat
...A história começa nos anos 70, quando o País vivia sob a ditadura militar. Muitos presos políticos foram transferidos para a Penitenciária da Ilha Grande, na costa do Rio de Janeiro. Assim como os políticos, assaltantes de bancos estavam submetidos à Lei de Segurança Nacional. Os dois grupos cumpriam pena na mesma galeria. Quase Dois Irmãos aborda o desenvolvimento dessa relação e também o conflito estabelecido por ela. Não por acaso foi ali e naquela época que nasceu o Comando Vermelho que, mais tarde, passaria a dominar o tráfico de drogas. A ligação é feita por meio de dois personagens, Miguel (um jovem intelectual de classe média, preso político na Ilha Grande e, hoje, um deputado federal) e Jorge (filho de um sambista que, de pequenos assaltos, transformou-se num dos líderes do CV). Amigos na infância e ainda filhos de amigos, Miguel (Caco Ciocler) e Jorge (Flavio Bauraqui) se reencontram na prisão, onde cada um representa o grupo ao qual pertence.

sábado – 13/11 – Cartola – música para os olhos, de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda
A história de Cartola, um dos compositores mais importantes da música brasileira e também um dos expoentes mais nobres do samba.

Domingo, 14/11 – Atabaques Nzinga, de Octávio Bezerra.
Filme musical sobre a Cultura Afro Brasileira, cuja estrutura narrativa se traduz por um jogo de búzios, onde nossa protagonista Ana chega atraída pelo "chamado do tambor" em busca de seu auto- conhecimento e seu caminho. Pela estrada da percussão nas locações de Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro, Ana encontra diferentes ritmos, grupos musicais e coreográficos, experienciando sua integração na sociedade brasileira. O material filmado em Angola, África, onde no séc. XVII viveu e reinou a Rainha Nzinga, guerreira famosa, cujo nome serve de batismo à protagonista do filme, é uma referência e ilustra o passado da história do negro no Brasil.

segunda - 15/11 As filhas do vento, de Joel Zito Araújo.
É uma lírica história de redenção amorosa entre irmãs, mães e filhas, em uma pequena cidade do interior de Minas Gerais, onde os fantasmas da escravidão e do racismo acentuam os dramas de forma sutil e poderosa. Cida (Ruth de Souza) e a irmã Ju (Léa Garcia) estão separadas por quase 45 anos. O tempo não conseguiu dissipar o rancor provocado por um incidente amoroso e familiar que marcou a juventude e a vida das duas. Com a morte do pai, Zé das Bicicletas (Milton Gonçalves), que havia expulsado Cida de casa, as duas voltam a se encontrar. Cida tornou-se uma mulher solitária. Fez carreira de atriz, atuando em cinema e telenovela, mas, apesar do talento, não teve o reconhecimento merecido. Maria D Ajuda nunca saiu do interior, cuidou do pai até a morte. Parece ter nascido para amar e cuidar dos outros, mas nunca conseguiu desenvolver nenhuma identidade profissional - o inverso da irmã atriz. Casou-se uma vez e depois teve vários filhos de companheiros diferentes. Sua família é uma típica família brasileira do interior, cheia de filhos, sobrinhos, netos e agregados. No entanto, uma de suas filhas, Dorinha (Danielle Ornellas), a que mais admira pela persistência profissional e talento artístico, é a única que despreza seu amor de mãe.

terça - 16/11 O Prisioneiro da Grade de Ferro.
Classificação 16 anos. Documentário produzido a partir de uma oficina realizada pelo diretor e sua equipe com os presidiários e funcionários da Casa de Detenção de São Paulo, o Carandiru, à época o maior presídio da América Latina. Feito a partir da reunião de fragmentos captados pelos próprios presidiários, o filme escapa da mera denúncia e do didatismo para favorecer a experiência e o ponto de vista dos que vivem no cárcere. O sistema carcerário brasileiro visto de dentro: um ano antes da desativação da Casa de detenção do Carandiru, detentos aprendem a utilizar câmeras de vídeo e documentam o cotidiano do maior presídio da América Latina.

Quarta 17/11 Brasil Indígena.
O programa apresenta quatro visões particulares sobre o índio, dos anos 1960 até a virada do milênio. Ãgtux traz, com um olhar sensível, as questões de terra que envolvem a nação Maxacali, de Minas Gerais. Jornada Kamayurá narra com delicadeza um dia na pequena nação de mesmo nome. Bubula, o cara vermelha retrata Jesco von Puttkamer, cinegrafista das expedições dos irmãos Villas Bôas, com impressionantes registros de primeiros contatos com tribos indígenas. E Mato eles?, filme seminal de Sérgio Bianchi, revela sua ironia ácida e provocativa ao investigar as últimas etnias existentes no Paraná no final da década de 1970. Filmes: Ãgtux, de Tania Anaya, MG-DF, 2005; Bubula, o cara vermelha, de Luiz Eduardo Jorge, Go, 1999; Jornada Kamayurá, de Heinz Forthmann, RJ, 1966; Mato eles?, de Sergio Bianchi , Brasil, 1983

quinta - 18/11 CINESAMBA
São quatro curtas que abordam o samba no Brasil - Com que Roupa?, de Ricardo van Steen , RJ, 1996; Do Dia em que Macunaíma e Gilberto Freyre Visitaram..., de Sérgio Zeigler e Vitor Angelo , SP, 1998; Operação Morengueira, de Chico Serra , RJ, 2005; e Polêmica, de André Luiz Sampaio , RJ, 1999

sexta - 19/11 Programa Comunidades.
Classificação 14 anos. Hip hop paulista é ativismo social. O brega amazonense se mira no espelho da sátira. Um documentário baiano termina em moqueca. As marionetes do Morrinho fazem seu desfile de carnaval. Maria Capacete xinga mas ama seus vizinhos em Santos. E por aí vai esse mapa do Brasil do ponto de vista das comunidades de morro e periferia. Em nove curtas, um mosaico da expressão autônoma de brasileiros livres para representarem a si mesmos. Cada um a sua maneira, mas com espírito eminentemente coletivo, o povo das comunidades está oxigenando o audiovisual brasileiro. Fruto de ações de inclusão social pela cultura e da conquista da auto-expressão, esse cinema anuncia um novo tempo. Filmes: Acadêmicos do morrinho - parte 1, de Chico Serra , Fábio Gavião , Nelcirlan Souza e Renato Dias , RJ, 2006; Acadêmicos do Morrinho parte 2, de Chico Serra , Fábio Gavião , Nelcirlan Souza e Renato Dias , RJ, 2006; Defina-se, Kelly Regina Alves , SP, 2002; Geyzislaine, Meu Amor, de Alunos da Amacine e Liceu Cláudio Santoro , AM, 2005; Maria Capacete, de Eduardo Bezerra e Victor Luiz dos Santos , SP, 2006; Mulher de amigo, de Leandro Monteiro , RJ, 2005; O Saci no morrinho, de Fábio Gavião , José Carlos Junior , Nelcirlan Souza e Renato Dias , RJ, 2006; Picolé, Pintinho e Pipa, de Gustavo Melo , RJ, 2007; Seu Aluisio e o mar, de Mariela Brito , Meg Medeiros e Núcleo Kabum, BA, 2006

sábado - 20/11 Terra deu, terra come, de Rodrigo Siqueira.
“Terra deu, Terra Come” narra a história de Pedro de Almeida, garimpeiro de 81 anos de idade, que comanda como mestre de cerimônias o velório, o cortejo fúnebre e o enterro de João Batista, morto aos 120 anos. O ritual sucede-se no quilombo Quartel do Indaiá, distrito de Diamantina, Minas Gerais. Ao conduzir o funeral de João Batista, Pedro desfia histórias carregadas de poesia e significados metafísicos, que nos põem em dúvida o tempo inteiro. A atuação de Pedro e seus familiares frente à câmera nos provoca pela sua dramaturgia espontânea, uma auto “mise-en-scène” instigante.

domingo – 21/11 “Bahia de Todos os Santos” e “Um dia na rampa”
- Baía de todos os santos. A trama gira em torno de um grupo de amigos inconformados com o marasmo e a vida monótona da capital baiana, na época da ditadura de Getúlio Vargas. Tonho, um mulato rejeitado pelos pais que vive de pequenos furtos no porto de Salvador, vive conflitos sociais, políticos e religiosos. Sua amante inglesa quer afastá-lo dos companheiros, mas ele se envolve num atrito entre grevistas e a polícia, terminando por roubar a amante para ajudar os perseguidos. Insatisfeita, ela o denuncia, comprometendo-o politicamente. Ele é preso e, quando volta para a família, seu drama permanece
- Um dia na rampa do mercado modelo de Salvador, onde chegavam os saveiros voltando do recôncavo trazendo produtos para comércio na capital. Tradição da capoeira, do candomblé e outros costumes são apresentados no decorrer do filme, rodado em 1955.

sexta - 26/11 - Madame Satã, de Karim Aïnouz
Lapa anos 30: o cotidiano e a intimidade de João Francisco dos Santos - malandro, artista, presidiário, pai adotivo, negro, pobre, homossexual - e seu círculo de amigos, antes de se transformar no mito Madame Satã, lendário personagem da boêmia carioca.


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Sobre PNC - Plano Nacional de Cultura

Congresso Nacional aprova diretrizes para política cultural

O Plano Nacional de Cultura (PNC) foi aprovado, por unanimidade, nesta terça-feira (9), na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal e segue agora para sanção presidencial. Depois de sua assinatura, o Ministério da Cultura terá 180 dias para definir metas a atingir na implementação do plano.

Demandado pela sociedade por meio da I e II Conferência Nacional de Cultura e em esforço conjunto entre o Ministério da Cultura e o Congresso Nacional, o PNC representa um avanço para a Cultura do país ao definir as diretrizes da política cultural pelos próximos 10 anos.

"A aprovação do Plano Nacional de Cultura é uma vitória muito grande, primeiro, porque institucionaliza os avanços obtidos nos últimos anos pelo governo federal na área da cultura e, depois, porque garante a continuidade das políticas culturais no Brasil", comemorou o ministro da Cultura, Juca Ferreira.

A relatora do projeto, senadora Marisa Serrano, afirmou ser necessário ao Legislativo dar continuidade aos projetos em prol da cultura brasileira para que as diretrizes estabelecidas no Plano Nacional sejam eficazes ao marco regulatório do setor: "O PNC servirá como ponto de partida para um conjunto de políticas culturais a serem construídas".

O que é o Plano Nacional de Cultura?

O Plano Nacional de Cultura (PNC) é o primeiro planejamento de longo prazo do Estado para a área cultural na história do país. Sua elaboração como projeto de lei é obrigatória por determinação da Constituição desde que o Congresso Nacional aprovou a Emenda Constitucional nº 48, em 2005.

As prioridades e os conceitos trazidos por ele constituem um referencial de compartilhamento de recursos coletivos que norteará as políticas públicas da área num horizonte de dez anos, inclusive com metas.

Seu texto foi aperfeiçoado pela realização de 27 seminários, em cada unidade da federação, resultantes de um acordo entre MinC e Comissão de Educação e Cultura da Câmara.

O que muda com a aprovação do Plano Nacional de Cultura?

Em 180 dias após a sanção do Plano Nacional de Cultura (PNC) pelo presidente da República, o Ministério da Cultura deverá estabelecer metas para implementação de seus objetivos. Nesse mesmo prazo, o MinC deverá criar o Conselho e a coordenação-executiva do plano.

A principal ferramenta de acompanhamento metas estipuladas pelo Ministério da Cultura após a promulgação do PNC será o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC). O SNIIC já está em desenvolvimento tecnológico e será uma ampla base de dados e indicadores culturais, que abrangerá informações sobre equipamentos culturais, grupos artísticos, órgãos gestores da cultura, conselhos municipais, editais, sobre a economia da cultura, estudos e pesquisas sobre o setor cultural, entre outros.

A plataforma será essencial ao compartilhamento de informações da cultura entre os governos federal, estadual e municipal e o setor privado. Também irá gerar indicadores da gestão pública, permitindo o conhecimento e a interação da sociedade civil com as ações e políticas.

O Plano Nacional é uma diretriz a ser seguida pelos estados e municípios para criarem seus próprios planos de cultura. A adesão, porém, não é automática ou obrigatória. O MinC irá criar protocolos de adesão para esses entes federativos e então subsidiar com consultoria técnica e apoio orçamentário a elaboração desses planos.

As linguagens artísticas também irão elaborar planos para seus setores. Os colegiados setoriais ligados ao Conselho Nacional de Política Cultural os responsáveis por isso. Música, Teatro, Dança, Circo, Museus, Culturas Populares e Culturas Indígenas já têm planos.

Os 13 princípios do PNC são:
- Liberdade de expressão, criação e fruição
- Diversidade cultural
- Respeito aos direitos humanos
- Direito de todos à arte e à cultura
- Direito à informação, à comunicação e à crítica cultural
- Direito à memória e às tradições
- Responsabilidade socioambiental
- Valorização da cultura como vetor do desenvolvimento sustentável
- Democratização das instâncias de formulação das políticas culturais
- Responsabilidade dos agentes públicos pela implementação das políticas culturais
- Colaboração entre agentes públicos e privados para o desenvolvimento da economia da cultura
- Participação e controle social na formulação e acompanhamento das políticas culturais

São objetivos do Plano Nacional de Cultura:

I - reconhecer e valorizar a diversidade cultural, étnica e regional brasileira;
II - proteger e promover o patrimônio histórico e artístico, material e imaterial;
III - valorizar e difundir as criações artísticas e os bens culturais;
IV - promover o direito à memória por meio dos museus, arquivos e coleções;
V - universalizar o acesso à arte e à cultura;
VI - estimular a presença da arte e da cultura no ambiente educacional; VII - estimular o pensamento crítico e reflexivo em torno dos valores simbólicos;
VIII - estimular a sustentabilidade socioambiental;
IX - desenvolver a economia da cultura, o mercado interno, o consumo cultural e a exportação de bens, serviços e conteúdos culturais;
X - reconhecer os saberes, conhecimentos e expressões tradicionais e os direitos de seus detentores;
XI - qualificar a gestão na área cultural nos setores público e privado;
XII - profissionalizar e especializar os agentes e gestores culturais;
XIII - descentralizar a implementação das políticas públicas de cultura;
XIV - consolidar processos de consulta e participação da sociedade na formulação das políticas culturais;
XV - ampliar a presença e o intercâmbio da cultura brasileira no mundo contemporâneo;
XVI - articular e integrar sistemas de gestão cultural.


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Sobre Procultura - Programa de Fomento e Incentivo à Cultura

Encontro na Câmara dos Deputados
Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura é debatido entre MinC e diversos setores

A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, com apoio do Ministério da Cultura, promoveu na terça-feira, 9 de novembro, um encontro para debater o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (PL 6722/10). Artistas, produtores, agentes e gestores culturais de todo o país compareceram ao auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, em Brasília, para tratar os principais pontos da proposta.

"Este encontro encerra um ciclo de debates", afirmou o presidente da CEC, deputado Ângelo Vanhoni ao iniciar a sessão. No primeiro semestre deste ano a Comissão realizou seis audiências públicas em diversas capitais brasileiras com intuito de reunir sugestões e críticas ao projeto.

Alice Portugal, relatora do PL na CEC, destacou a importância da economia da cultura para o país e acredita que o encontro é mais uma oportunidade da sociedade sanar dúvidas e propor modificações ao projeto de lei que recebeu, antes das reuniões públicas, duas mil sugestões no período em que foi submetido à consulta pública, em 2009.

Apresentação do Procultura

"Não é só uma mudança, mas o reconhecimento da grandeza cultural brasileira". Sob esta afirmativa, o secretário executivo do MinC, Alfredo Manevy, apresentou o Procultura durante o encontro.
Ele destacou que a mudança na legislação é essencial para ampliar o acesso aos recursos da cultura, financiar todas as suas dimensões, diminuir distorções entre as regiões brasileiras, fortalecer o Fundo Nacional de Cultura e estimular a economia da cultura.

Manevy explicou, ainda, que se aprovado o Procultura, serão instituídos critérios públicos de qualidade para a análise de projetos na Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), o que "evitará subjetividades", esclareceu.

O secretário executivo destacou também a necessidade de equilibrar a parceria público-privado, pois atualmente, 90% dos recursos provem do Estado e apenas 10% da iniciativa privada.

Debate

Dentre os convidados ao debate, estava o secretário municipal de cultura de São Paulo, Carlos Augusto Machado Calil, que se declarou um crítico das leis de incentivo do país e apoiador da modernização da Lei Rouanet.

Calil acredita que o fortalecimento da parceria público-privada é a melhor saída para o fomento à cultura e que a renúncia fiscal só visa o marketing das grandes empresas. Ele disse não acreditar em dirigismo do Estado e defende que o orçamento da cultura não seja contingenciado.

Já o ator e presidente da Associação de Produtores Teatrais Independentes, Odilon Wagner, afirmou ser "dever do Estado financiar a cultura". Porém, diz que a APTI está feliz com o conjunto de leis aprovadas recentemente para o setor, como a blindagem do FNC e o Plano Nacional de Cultura. Para ele, este texto (pré-relatório do Procultura construído pela deputada Alice Portugal) "é um avanço histórico na política cultural do Brasil, principalmente para os produtores independentes".

No entanto, Odilon criticou a Instrução Normativa do MinC, em vigor desde 6 de outubro de 2010, que objetiva desburocratizar a apresentação de projetos culturais. Segundo o ator, a IN vai contra os ideais propostos pela nova lei da cultura ao oficializar órgãos públicos como usuários da lei de incentivo e pode prejudicar os produtores independentes. Ele propôs debates públicos para melhorar a iniciativa.

Patrocionadores

José Paulo Soares Martins, diretor do Instituto Gerdau, também participou do debate e lembrou que a primeira reação da instituição ao tomar conhecimento das mudanças na lei foi pessimista. Entretanto, disse que a iniciativa do MinC em democratizar o processo de modernização foi essencial para o sucesso da proposta: "Parabenizo o MinC pelo fôlego de promover debates e entender as colocações. O Procultura é resultado de contribuições da sociedade, esforço do MinC e sensibilidade do Legislativo", afirmou.

Já Eduardo Saron, diretor superintendente do Instituto Itaú Cultural, declarou que o debate é um ganho enorme para a cultura: "A mobilização dos últimos anos traz avanços imensos ao país como a criação do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC)".

Saron acredita que a concentração de recursos na Região Sudeste se deve ao fato das grandes empresas com lucro real de 4%, percentual necessário para renúncia fiscal, estarem instaladas em estados como Rio de Janeiro e São Paulo, e que é necessário incentivar o patrocínio cultural fora desse eixo.

Manifestações

A maioria dos presentes na última audiência pública sobre o projeto de lei que institui o Programa de Fomento e Incentivo à Cultura participou das reuniões realizadas nas seis capitais brasileiras. Representantes dos diversos setores da cultura - Dança, Teatro, Audiovisual, entre outros - manifestaram apoio à modernização da legislação. No geral, esperam que o Procultura atenda a necessidade de todos os segmentos.

Chico Simões, brincante do Teatro de Bonecos, afirmou ser necessário alargar o diálogo para que haja mais acesso à cultura e defendeu a desburocratização da lei. "A lei é que precisa se adequar às culturas populares", disse.

O relatório da deputada Alice Portugal deve ser votado nos próximos dias na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados. A proposta, que já foi aprovada pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, tramita em regime de prioridade e ainda precisa ser analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição, Justiça e de Cidadania, antes de seguir para o Senado.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

DOC SC entra no clima do 13ºFestival de mùsica de Itajaí

O DOC.SC traz uma programação musical no mês de novembro.
Aproveitando a carona do 13° Festival de Música de Itajaí, serão exibidos episódios com edições anteriores deste importante movimento cultural de nosso estado.
Não perca!

Começa segunda, 22h, com o filme Liquidificador Musical
Reprises:
Quarta, 02:30h
Sábado, 10:30h

Produzido por Pangéia Itajaí
Apoio Cultural: Prefeitura de Itajaí e Diarinho

Confira a chamada!

http://www.youtube.com/watch?v=0N4nQA4cgn8

O Que: Liquidificador Musical, no DOC.SC
Quando: Estréia 1 de novembro, 22 horas
Onde: TVBE – Canal 21, Brasil Esperança. (canal aberto)
Quem: Pangéia Produções.

Lallo Valverde Bocchino
Produtora Pangéia - Itajaí SC
www.produtorapangeia.blogspot.com

Com a palavra: A Curadora!

Patrícia Monegatto adianta um pouquinho o que você vai ver no Cata!
O 12° Catavídeo – Mostra de Vídeos Catarinenses reúne 106 obras inscritas: 36 ficções, 21 animações, 13 vídeos-arte, 04 experimentais e 25 documentários. Uma amostra da grande pluralidade de linguagens e temáticas, que a cada edição evolui, diversifica e avança. Uma voz ativa a favor da produção catarinense. Que traz o calor da experiência, das muitas narrativas e dos personagens da cultura regional. É um tempo reservado para o público sentir e refletir sobre o que vê, e para os diretores, sobre a arte do seu ofício.

A curadoria reúne uma seleção que mistura gêneros e estilos. Ora são curtas poéticos (seja na forma ou no conteúdo); ora na representação de um real; ora paisagens surpreendentes; ora histórias cujo sentido fica em suspenso a espera da interpretação do espectador; ora realidades distintas; e ora uma seleção de curtas que trazem histórias de caos, de fúria, de medo ou até da morte. Em cada um, um relato diferente. Em todos, um desejo que os move. De resultados muitas vezes controversos para o espectador, mas fundamental para se vivenciar.

A mostra foi dividida em 3 programas. A mostra “O formato é curto, a imaginação não”, que reúne a versatilidade dos gêneros de duração até 25 minutos. A mostra “Impressões de um olhar” são na sua maioria documentários, intercalados por uma animação. E a Sessão Maldita, curtas repletos de sensações radicais e suas sentenças: medos, crimes, delírios, raivas, desejos e fantasias.

Mais um ano de Catavídeo e mais uma conquista. Assim, mais uma vez, cumprindo a função de fomentar a produção local, de provocar a reflexão, de introduzir conceitos e buscar aproximação do público com a identidade cultural regional. Grandes impressões, que a cada ano tornam-se mais significativas. A mostra se tornou um espaço importante para a visibilidade do realizador catarinense, que vem ganhando reconhecimento a cada ano no Brasil e no exterior, consequentemente o aumento da qualidade da produção catarinense é notável. Novas tecnologias abrem inúmeras possibilidades de criação e difusão.

São 106 produções, e em cada uma a possibilidade de provocar e instigar o público, reunidos de formas a gerar reações ativas do espectador, seja identificação, divergência, riso, tristeza ou desgosto.

Patrícia Monegatto
Curadora - 12º Catavídeo
http://www.catavideo.org/

Cineasta Rodrigo Grota abre o 12º Catavídeo



O CATAVÍDEO começa no dia 30 de Outubro!

Com 106 filmes inscritos, começa no sábado (30), às 19h, na Fundação Cultural Badesc, o 12º Catavídeo – Mostra de Vídeos Catarinenses. O convidado para a abertura é o diretor paranaense Rodrigo Grota. Em 12 anos de realização do festival, este número de inscrições só foi superado nas edições de 2005, com 116, e de 2006, com 126. Serão realizadas três mostras diferentes que ocorrem ao longo da semana.

Cineasta, editor e professor de cinema, Grota vai exibir Haruo Ohara, seu último curta, Satori Uso e Booker Pittman. Os filmes, todos premiados, formam a Trilogia do Esquecimento (também conhecida como Trilogia de Londrina).

Haruo Ohara, que narra a vida do imigrante, agricultor e fotógrafo japonês Haruo Ohara (1909-1999), levou cinco prêmios no Festival de Gramado desse ano. Após a sessão, o diretor conversa com o público e lança a revista Taturana, voltada para a reflexão do cinema brasileiro, especialmente o curta.

Durante o Catavídeo, serão exibidos audiovisuais nos gêneros ficção, documentário, animação, experimental e videoarte produzidos principalmente no ano de 2009 e 2010, e que representam um recorte da nova safra cinematográfica de Santa Catarina.

A mostra se caracteriza por exibir todos os vídeos inscritos, a não ser quando a qualidade das imagens ou do som é inviável ou a produção é preconceituosa, mas raramente estes problemas têm ocorrido.

Segundo a diretora Patrícia Monegatto Lopes, que faz a curadoria, esta edição se caracteriza por uma grande pluralidade temática e de linguagem, que evoluiu a cada ano, cujas produções “trazem o calor da experiência narrativa e dos personagens da cultura regional”.

Na Fundação Badesc, ocorre a mostra O formato é curto, a imaginação não, a mais ampla, com variedades de gêneros e sessões diárias, às 19h, com exibição de curtas de até 25 minutos de duração.

Também programada para a fundação, será realização a mostra Impressões de um olhar, com sessões aos finais de semana e no feriado do dia 2, sempre às 16h, a maioria documentários com mais de 25 minutos de duração e intercalados por animações.

A Sessão Maldita, agendada para o Instituto Arco-Íris, nos dias 3 (quarta) e 4 (quinta), sempre às 23h, vai exibir curtas que segundo a curadora, Patricia Lopes, “são repletos de sensações radicais e suas sentenças, que incluem medo, crimes, delírios, raivas, desejos e fantasias”.

Serão exibidas produções audiovisuais inscritas por 18 diferentes cidades catarinenses: Sombrio, Palhoça, Garopaba, Capivari de Baixo, Blumenau, Videira, Itapema, São José, Urussanga, Maravilha, Irani, Itajaí, Timbó, Anita Garibaldi, Rio do Sul, Joinville, Capinzal e Florianópolis.

No Sesc da Prainha, ocorrem as oficinas Criadores de Formatos Audiovisuais, com Marcio Motokane, coordenador artístico do Canal Futura, e Projetos Audiovisuais - da teoria à prática, com Marco Stroisch, produtor audiovisual, realizadas em parceria com o Núcleo de Produção Digital de Santa Catarina (NPD) . O Catavídeo ainda promove Stopmotion de pessoas e de coisas com o desenhista Diego de los Campos. As vagas estão esgotadas.

O Catavídeo é uma realização da Alquimídia e do Fundo Municipal de Cinema, em parceria com a Cinemateca Catarinense, Fundação Cultural Badesc e Sesc de Santa Catarina com produção da Exato Segundo Produções Artísticas.

As sessões têm duração média de 1h a 1h30min e a programação completa pode ser conferida no site www.catavideo.org.

Download das imagens de alguns Vídeos para divulgação.

SERVIÇO

O quê: abertura do 12º Catavídeo – Mostra de Vídeos Catarinenses
Quando: 30 de outubro, às 19h
Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Outubro Preto, 216. Centro, Florianópolis
Quanto: entrada gratuita
O quê: Mostra Impressões de um olhar
Quando: Dias 31 (domingo), 2 (terça), 6 (sábado) e 7 (domingo), sempre às 16 horas.
Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Outubro Preto, 216. Centro, Florianópolis.
Quanto: entrada gratuita

O quê: Mostra O formato é curto, a imaginação não
Quando: De 30 de outubro a 7 de novembro, sempre às 19h
Onde: Fundação Cultural Badesc. Rua Visconde de Outubro Preto, 216. Centro, Florianópolis.
Quanto: entrada gratuita
O quê: Sessão Maldita
Quando: Dias 3 (quarta) e 4 (quinta), sempre às 23h
Onde: Instituto Arco-Irís. Travessa Raticliff, 56, Centro, Florianópolis
Quanto: entrada gratuita
Fonte: www.catavideo.org