quinta-feira, 10 de junho de 2010

Pré-Congresso Catarinense de Cinema



A Cinemateca Catarinense ABD/SC convida a todos para o evento , que será realizado neste sábado e domingo dentro da programação do 14ºFAM.

Na ocasião serão apresentadas propostas para consolidarmos as etapas da cadeia produtiva de cinema e TV no nosso estado, através de uma ação colaborativa na formatação do 1º Congresso Catarinense de Cinema a ser realizado em Setembro em Florianópolis.

O papel da Cinemateca é de polarizar as demandas identificadas nos quatro Eixos Temáticos, proporcionando diálogos expositivos de cada área.

Os eixos de Educação, Política Cultural, Mercado e Novas Mídias serão apresentados no dia 12 de Junho, Sábado às 13h no Centro de Eventos da UFSC, na Sala Aroeira, acionadas na forma de proposições de representatividade e desdobramentos.

Os desdobramentos devem ser discutidos, refutados, readequados ou maximizados pela participação de todos, por isso encaramos o evento como um desafio para sedimentar os vetores de ação do audiovisual por todo o Estado.

As propostas temáticas serão filtradas em Grupos de Trabalho que no dia 13 de Junho, Domingo às 13h na Sala Laranjeira, organizarão as equipes que ficarão responsáveis para a formatação “ideal” do Congresso, trabalhando de forma interdisciplinar até a conclusão apresentada em Setembro, estrategicamente anterior às eleições estaduais.

É notório que estamos longe de uma regionalização efetiva de representação, além de uma pobre distribuição de recursos com mecanismos defasados e poucas medidas de relações entre instituições, produtores e exibidores.

O desafio é este, de organizarmos a casa para fomentar o mercado de trabalho, pensando na profissionalizaçã o e aprimoramento do meio e intercâmbio ou co-produções que engrandeçam o fazer cinema e televisão de qualidade em Santa Catarina.

Contamos com a participação, divulgação e presença de todos!

Atenciosamente,

Diretoria Cinemateca Catarinense - Gestão 2009/2010

Sofia Mafalda, presidente
Carol Gesser, diretora financeira
Lina Lavoratti, diretora administrativa
Pedro MC, diretor de comunicação
Natalia Poli, secretária executiva

Informações
www.cinematecacatar inense.org

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release no site do fam
www.audiovisualmerc osul.com. br

Produtores culturais preparam Congresso Catarinense de Cinema
Nos dias 12 e 13 de junho, durante o 14º Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM), a Cinemateca Catarinense realiza evento preparatório ao I Congresso Catarinense de Cinema, que acontecerá em setembro de 2010, em Florianópolis. Os debates do Pré-Congresso serão no Centro de Eventos e Cultura da UFSC, das 13h as 14h30.

A preparação do I Congresso Catarinense de Cinema se dará em torno dos eixos temáticos “Educação”, “Política Cultural”, “Mercado” e “Novas Mídias”. Durante os dois dias do Pré-Congresso dirigentes da Cinemateca Catarinense e integrantes das diversas áreas da cadeia produtiva de cinema no estado discutirão os conteúdos a serem debatidos no congresso de setembro e a formatação de propostas para o evento.

Estão convidados para este Pré-Congresso representantes de Faculdades de Cinema, Jornalismo e Artes Cênicas, da Secretaria de Organização do Lazer, da Fundação Catarinense de Cultura, da Fundação Franklin Cascaes, do Museu da Imagem e do Som, de entidades do setor, de Secretarias Municipais de Cultura, de emissoras de TV públicas e privadas, exibidores, distribuidores, cineclubistas, ativistas culturais, artistas digitais, jornalistas e Ongs de Santa Catarina.

“No Pré-Congresso serão definidas metodologias, a formatação e a pauta do I Congresso Catarinense de Cinema”, conta Sofia Mafalda, presidente da Cinemateca Catarinense. “Nosso principal objetivo é propor mudanças para aprimorar o setor de cinema e vídeo de nosso estado a partir de reivindicações que diversos segmentos da área cultural vêm apresentando há vários anos”, revela.

Entre as propostas em debate estão a criação de um Instituto de Ensino e Pesquisa de Cinema para intercambio audiovisual das instituições e promoção de parcerias de capacitação técnica e teórica tanto a nível local quanto internacional, como também a criação de um Fundo ou Fundação para gerenciar os recursos destinados para a cadeia produtiva do audiovisual catarinense e a atualização do Edital Catarinense de Cinema.

Outras propostas em análise são as de criação de uma Cooperativa Catarinense de Distribuição envolvendo emissoras de TV públicas e privadas, exibidores e distribuidores e a criação da Federação Catarinense de Cineclubes.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

FAM em ritmo de estreia



As atenções se voltam para o cinema em Florianópolis, a partir desta sexta, com o 14º Florianópolis Audiovisual Mercosul - FAM2010, pela segunda vez sediado no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina. O evento, de 11 a 18 de junho, é uma realização da Associação Cultural Panvision, com patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Rouanet, e do Funcultural do governo do Estado de Santa Catarina, e apoio do Fundo Nacional de Cultura, Secretaria do Audiovisual, Ministério da Cultura, BRDE, Estúdios Mega, Estúdios Quanta, Kodak e Canal Brasil. São apoiadores institucionais as universidades UFSC e UDESC, e a Prefeitura de Florianópolis/Fundação Franklin Cascaes.

Há 14 anos consecutivos o FAM oferece ao público catarinense uma extensa programação de cinema com entrada franca e se consagrou como uma referência no debate das políticas do setor, discutidas no Fórum Audiovisual Mercosul. Este ano, além das mostras competitivas e do Extra-FAM, não-competitiva, serão exibidas quatro mostras convidadas e haverá uma série de eventos paralelos.

O principal destaque do festival, a Mostra de Longas Mercosul exibirá oito longa-metragens. As sessões serão sempre às 21 horas no Auditório Garapuvu, o palco principal, com 1.400 lugares. A mostra abre o FAM, dia 11, com a exibição de Cabeça a Prêmio, que marca a estreia do ator Marco Ricca na direção. Outras duas produções nacionais serão exibidas: Hotel Atlântico, de Susana Amaral, que teve cenas rodadas em Florianópolis, e Muamba, do catarinense Chico Faganello, vencedor do edital da Cinemateca Catarinense – Fundação Catarinense de Cultura em 2007. Dos outros cinco longa-metragens, três são argentinos: La mosca en la ceniza, de Gabriela David; La invención de la carne, de Santiago Loza; e Mentiras piadosas, de Diego Sabanés. Completam a lista o longa chileno Ilusiones ópticas, de Cristián Jiménez, e o uruguaio Mal dia para pescar, de Álvaro Brechner.

Este ano serão prestadas três homenagens especiais, aos 80 anos da produtora brasileira Cinédia, com a presença de Alice Gonzaga, diretora da companhia, a Esdras Rubim, criador do Festival de Gramado e primeiro presidente do Fórum dos Festivais, e ao Funcine, o Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis, que receberá o Prêmio Gerlach de Reconhecimento ao Audiovisual Catarinense, oferecido pela Cinemateca Catarinense.

O FAM sedia mais uma vez o lançamento do Edital Catarinense de Cinema, edição 2009/2010, da Secretaria de Estado do Turismo, Cultura e Esporte e Fundação Catarinense de Cultura, no dia 17, às 20h45.

Ao todo, o festival exibe mais de 140 produções brasileiras, de 12 estados e Distrito Federal e da Argentina, Chile, Paraguai, Colômbia, Uruguai, Cuba e Espanha. São 182 horas de exibição. Esta edição teve o maior número de inscritos da história do FAM, 551 filmes, de 14 países.

Nas mostras competitivas, serão exibidas 28 produções na Mostra de Curtas Mercosul 35 mm, 36 na Mostra de Vídeos, 21 na Mostra Infanto-juvenil, e 16 na Extra-FAM, não-competitiva.

Além do Auditório Garapuvu, haverá sessões no auditório da Reitoria e Teatro da UFSC (DAC/Igrejinha).

Mostras convidadas

Mostra Outros Olhares: Antologia EICTV

A Mostra Outros Olhares: Antologia EICTV, inédita no Brasil, será outro grande destaque desta edição. Trata-se de uma seleção de 12 dos melhores curtas-metragens produzidos nos últimos 23 anos da famosa Escuela Internacional de Cine y Televisión de San António de Los Baños, de Cuba. Pepi Gonçalvez, coordenadora da cátedra de produção da escola, estará presente para apresentar os filmes.

Mostra Universitária

Para prestigiar as produções de escolas de cinema catarinenses, a Mostra Universitária vai apresentar filmes produzidos por alunos de cinema de Santa Catarina.

Cinédia 80 Anos

Uma das primeiras produtoras cinematográficas do país e pioneira na industrialização do setor, a Cinédia completa oito décadas de fundação este ano. Para celebrar a trajetória deste patrimônio do cinema e da cultura brasileira, o FAM2010 realiza a Mostra Comemorativa Cinédia 80 anos, que vai exibir três dentre os maiores sucessos de bilheteria da Cinédia e do cinema brasileiro, O Ébrio, O Samba da Vida e 24 Horas de Sonho, com cópias restauradas e recuperadas pela produtora.

CINEFoot

E como o FAM ocorre junto com a Copa do Mundo, haverá uma Mostra Paralela sobre Futebol, o CINEFoot, com quatro curtas relacionados com o mundo do futebol.

Fórum Audiovisual Mercosul

Uma outra característica do FAM desde sua primeira edição, o Fórum Audiovisual Mercosul abrirá diversos espaços de debates de caráter político, econômico e cultural. O Seminário de Cinema e Televisão do Mercosul, de 12 a 17 de junho, sempre às 15 horas e com transmissão ao vivo pela internet, terá seis painéis, com a presença de representantes do setor público e da cadeia produtiva do audiovisual.

O Fórum já consolidou seu espaço na agenda do audiovisual latino-americano. Foi fundamental para a criação do Fórum de Autoridades Cinematográficas e Audiovisuais dos Países do Mercosul, Bolívia e Chile, que reúne as autoridades responsáveis pela política cinematográfica na região. No Fórum também surgiu a iniciativa de criação da Recam, a Reunião Especializada de Autoridades Cinematográficas e Audiovisuais do Mercosul.

Também dentro das atividades do Fórum está o I Encontro de Film Commissions da América Latina, realizado no Hotel Maria do Mar, no Saco Grande, de 10 a 13 de junho. Reunirá comissões de representantes de instituições públicas e privadas responsáveis pela criação de normas e procedimentos referentes à produção audiovisual. Para o encontro estão confirmadas participações de representantes do México, Panamá, Peru, Colômbia, Chile, Argentina e Uruguai, além de representantes das Film Commissions brasileiras, da Filmbrazil (Divisão internacional da APRO que reúne produtoras de publicidade focadas no Mercado Internacional), do Cinema do Brasil (Divisão Internacional do SIAESP que reúne produtoras de Cinema com foco no Mercado Internacional de produção), da Agência Nacional de Cinema (Ancine) e da Divisão de Promoção do Audiovisual do Ministério das Relações Exteriores.

Nas atividades Extra-Fórum, haverá o Pré-Congresso Catarinense de Cinema, promovido pela Cinemateca Catarinense, a Reunião das Entidades de Audiovisual do Sul do Brasil e o Pré-Congresso Brasileiro de Cinema.

Eventos paralelos

Na programação haverá também lançamento de livros e revistas do setor audiovisual. O Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro (CPCB) lança uma edição especial da revista Cadernos de Pesquisa, importante periódico de divulgação da pesquisa cinematográfica brasileira, editado a partir dos anos 80. Myrna Brandão, presidente do CPCB e Carlos Augusto Brandão, diretor da instituição, estarão presentes no lançamento, sábado, dia 12, às 17h30, na Sala Aroeira, no Centro de Eventos.

O Centro Técnico do Audiovisual (CTAV), da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura lança o número 50 da Revista Filme Cultura, referência de leitura sobre cinema no Brasil, que circulou durante 22 anos. O evento será no domingo, dia 13, às 18 horas, no Centro de Cultura e Eventos, com a participação de representantes do CTAV.

A pesquisadora Alessandra Meleiro, que participa de um dos painéis do Fórum e coordena o Centro de Análise do Cinema e do Audiovisual (CENA), lança no dia 14, às 18 horas, três livros da coleção Indústria Cinematográfica e Audiovisual Brasileira, organizada por ela, com os títulos Cinema e Políticas de Estado: da Embrafilme a Ancine, Cinema e Economia Política e Cinema e Mercado.

Cursos e oficinas

Como nos anos anteriores, o FAM oferece espaços gratuitos de formação e troca com profissionais renomados do audiovisual. Serão oferecidos dois cursos, um de Direção de Fotografia, Câmera e Iluminação Cinematográfica com Pedro Pablo Lazzarini e uma oficina sobre a técnica de animação Flip Book, com Marão, da Marão Filmes, presidente da Associação Brasileira de Cinema de Animação.

Música

E para animar o hall do Centro de Eventos da UFSC, o FAM em parceria com a ONG Arte Movimenta selecionou grupos catarinenses de música, em estilos como chorinho, MPB e música erudita, que se apresentarão às 18h30 e 20h30, nos intervalos das mostras.

Mostra traz antologia inédita de curtas de escola cubana

Oscuros rinocerontes enjaulados, muy a la modaUma seleção de 12 dos melhores curtas-metragens produzidos nos últimos 23 anos da famosa Escuela Internacional de Cine y Televisión de San António de Los Baños, Cuba, será exibida na Mostra Outros Olhares: Antologia EICTV durante o FAM2010. Pepi Gonçalves, coordenadora da cátedra de produção da escola, estará presente para apresentar os filmes. Criada em 1986, a escola tem como fundadores e padrinhos personalidades como Gabriel Garcia Marquez, Francis Ford Coppola e Robert Redford.
A seleção dessa mostra foi realizada em 2009, sob coordenação da suíça Christa Saredi, responsável pelos festivais internacionais da EICTV. Uma equipe de críticos, cineastas e professores deu uma pontuação a quase 2 mil filmes, segundo seu valor artístico, originalidade e qualidade. No FAM estarão os primeiros colocados nessa seleção, filmes premiados diversas vezes em mostras e festivais cubanos e internacionais.
A mostra é inédita no Brasil, e foi apresentada somente no Centro Cultural da Espanha, em Montevidéu, Uruguai, em fevereiro deste ano. Predominam filmes cubanos e há duas produções dirigidas por brasileiros. O número 1 na classificação, cubano Oscuros rinocerontes enjaulados, muy a la moda, ficção dirigida por Cremata Juan Carlos, é um filme em preto e branco locado numa repartição burocrática, num clima surreal, com o detalhe de que foi pintado a mão diretamente sobre a perlícula.

Lista dos filmes

Oscuros rinocerontes enjaulados, muy a la moda, de Cremata Juan Carlos, Ficção, 18´, 1990, Cuba
La maldita circunstancia, de Eduardo Eimil Mederos, Ficção, 11´, 2002, Cuba
Barrio Belén, de Marité Ugás, Documentário, 16´, 1988, Cuba
Model town, de Laimir Fano Villaescusa, Documentário, 15´, 2006, Cuba
El año del cerdo, de Claudia Calderón Pacheco, Ficção, 10´, 2007, Porto Rico-Cuba
La Cura, de Rodrigo Alves de Melo, Ficção, 4´, 2007, Brasil-Cuba
Al otro lado del mar, de Ortega Patricia, Ficção, 12´, 2005, Venezuela-Cuba
Oda a la piña, de Laimir Fano Villaescusa, Ficção, 10´, 2008, Cuba
Los que se quedaron, de Benito Zambrano Tejera, Documentário, 26´, 1993, Espanha
Filiberto, de Amanda García Saldaña, Ficção, 10´, 2008, México-Cuba
La Chirola, de Diego Mondaca Gutierrez, 26´, Documentário, 2008, Bolívia-Cuba
El invasor marciano: 36 años después, de Wolney Oliveira, Documentário, 1988, 24´, Brasil.

Produtores culturais preparam Congresso Catarinense de Cinema

Nos dias 12 e 13 de junho, durante o 14º Florianópolis Audiovisual Mercosul (FAM), a Cinemateca Catarinense realiza evento preparatório ao I Congresso Catarinense de Cinema, que acontecerá em setembro de 2010, em Florianópolis. Os debates do Pré-Congresso serão no Centro de Eventos e Cultura da UFSC, das 13h as 14h30.

A preparação do I Congresso Catarinense de Cinema se dará em torno dos eixos temáticos “Educação”, “Política Cultural”, “Mercado” e “Novas Mídias”. Durante os dois dias do Pré-Congresso dirigentes da Cinemateca Catarinense e integrantes das diversas áreas da cadeia produtiva de cinema no estado discutirão os conteúdos a serem debatidos no congresso de setembro e a formatação de propostas para o evento.

Estão convidados para este Pré-Congresso representantes de Faculdades de Cinema, Jornalismo e Artes Cênicas, da Secretaria de Organização do Lazer, da Fundação Catarinense de Cultura, da Fundação Franklin Cascaes, do Museu da Imagem e do Som, de entidades do setor, de Secretarias Municipais de Cultura, de emissoras de TV públicas e privadas, exibidores, distribuidores, cineclubistas, ativistas culturais, artistas digitais, jornalistas e Ongs de Santa Catarina.

“No Pré-Congresso serão definidas metodologias, a formatação e a pauta do I Congresso Catarinense de Cinema”, conta Sofia Mafalda, presidente da Cinemateca Catarinense. “Nosso principal objetivo é propor mudanças para aprimorar o setor de cinema e vídeo de nosso estado a partir de reivindicações que diversos segmentos da área cultural vêm apresentando há vários anos”, revela.

Entre as propostas em debate estão a criação de um Instituto de Ensino e Pesquisa de Cinema para intercambio audiovisual das instituições e promoção de parcerias de capacitação técnica e teórica tanto a nível local quanto internacional, como também a criação de um Fundo ou Fundação para gerenciar os recursos destinados para a cadeia produtiva do audiovisual catarinense e a atualização do Edital Catarinense de Cinema.

Outras propostas em análise são as de criação de uma Cooperativa Catarinense de Distribuição envolvendo emissoras de TV públicas e privadas, exibidores e distribuidores e a criação da Federação Catarinense de Cineclubes.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

"Mostra Grandes Diretores - Manoel de Oliveira"



Exibição do filme Vale Abraão, na "Mostra Grandes Diretores - Manoel de Oliveira"
O filme será exibido no Teatro da UFSC na Praça Santos Dumont, Trindade

Dia 08 de junho, terça-feira, às 12h, gratuito e aberto à comunidade.
Acontece nesta terça-feira, dia 08/06, no Teatro da UFSC, a sessão do filme "Vale Abraão" (1993) que integra a mostra "Grandes Diretores - Manoel de Oliveira", premiado diretor português, homenageado no Festival de Cinema de Cannes, em 2008.

A mostra na universidade é uma atividade de caráter didático-cultural, realizada pelo Departamento Artístico Cultural da UFSC. Iniciou na semana passada e vai até 30 de novembro deste ano, em todas as terças-feiras às 12 horas, seguida ou antecedida de eventuais debates. As datas das sessões serão interrompidas para o recesso escolar, IV FITA, 14º FAM e feriados. A mostra tem entrada gratuita e é aberta à comunidade.

O filme será exibido em DVD, utilizando projetor de alta resolução e uma tela apropriada para projeção, equipamentos especialmente instalados para esse fim no teatro da universidade. Os filmes dessa mostra fazem parte da coleção "Grandes Autores - Manoel de Oliveira", contendo os DVDs e um livro, editada pela Lusomundo Audiovisuais.
Veja na página do DAC (www.dac.ufsc.br) o link do blog onde estão publicados os nomes e as sinopses de todos os filmes da mostra.

Sobre o filme Vale Abraão (1993)

Ema é uma mulher de beleza ameaçadora. Para o marido, Carlos - com quem casou sem amor – “um rosto como o seu pode justificar a vida de um homem”. O gosto do luxo, as ilusões que assume, o desejo que inspira aos homens, vale-lhe a epíteto de “A Bovarinha”. Conhecerá três amantes, mas esses amores sucessivos não conseguem suster um crescente sentimento de desilusão, que a leva a definir-se como “um estado de alma em balouço”. Ema morrerá - acidentalmente? Quem sabe? - num dia de sol radioso, depois de se ter vestido como se fosse para ir a um baile.

A partir do romance Vale Abraão de Agustina Bessa-Luís
Duração: 210 min
Elenco: Leonor Silveira, Luís Miguel Cintra,Cecile Sanz de Alba
Festival de Cannes 1993 – Menção Especial da Quinzena dos Realizadores


A mostra no Teatro da UFSC é organizada por Zeca Nunes Pires e Camila Casseano Damazio, numa realização do Departamento Artístico Cultural, da Secretaria de Cultura e Arte, da Universidade Federal de Santa Catarina, com o apoio da Pró-Reitoria de Infraestrutura da UFSC. Todos os filmes serão exibidos em DVD.


SERVIÇO:

O QUÊ: Apresentação do filme Vale Abraão" (1993), da Mostra de cinema Grandes Diretores - Manoel de Oliveira.
QUANDO: Dia 08 de Junho de 2010, terça-feira, às 12 horas. A mostra acontece até 30 de novembro de 2010, em todas as terças-feiras às 12 horas, seguida ou antecedida de eventuais debates. As datas das sessões serão interrompidas para o recesso escolar, IV FITA, 14º FAM e feriados.
ONDE: Teatro da UFSC, ao lado da Igrejinha, Praça Santos Dumont, Trindade, Florianópolis-SC
QUANTO: Gratuito e aberto à comunidade
CONTATO: Departamento Artístico Cultural - DAC (48) 3721-9348 e 3721-9447 ou www.dac.ufsc.br e dac@dac.ufsc.br

Fonte: José Wilson O. Fontenele, Acadêmico de Jornalismo da UFSC - Assessoria de Imprensa do DAC - SECARTE - UFSC, com material da coleção de DVDs e dos organizadores da mostra.

O Neo-realismo e o Cinema Contemporâneo – Fronteiras entre a ficção e o real

Há quem tome o cinema como lugar de revelação, de acesso a uma verdade por outros meios inatingível. Há quem assuma tal poder revelador como uma simulação de acesso à verdade, engano que não resulta de acidente, mas de uma estratégia”. – Ismail Xavier – Cinema: Revelação e Engano.

De onde veio?
O neo-realismo ficou conhecido como o apogeu do cinema italiano. O movimento cinematográfico que marcou a história da arte nasceu na Itália que ainda ardia em chamas e estava enterrada nos próprios escombros.

O cinema italiano, antes conhecido por melodramas, divas glamorosas dos anos vinte e por produções de temática bíblica, foi transformado por este cinema clandestino, criado por cineastas e críticos no fim da era fascista.

Da visão de Roberto Rossellini em seu Roma, Cidade Aberta de 1945 surgiu o cinema tratante da situação social rural e urbana do pós-guerra. A linguagem adotada era simples, evitava-se rebuscamentos e havia a preocupação de se captar o cotidiano dos proletariados, camponeses e da pequena classe média, diante do país que precisaria se reconstruir física, financeira e politicamente. O material produzido para o filme se confunde com imagens clandestinas registradas durante a “ocupação” nazi-fascista.

No ano seguinte, Paisà, também de Rossellini, explorou o contato entre o povo italiano e o americano, em uma apologia a liberdade. Outro marco é o filme Ladrões de Bicicleta, 1948, de Vittorio de Sica, que reforça o caráter da utilização de atores não-profissionais e histórias ligadas à realidade.

Uma frase de Cesare Zavattini resume bem este espírito: “Quis que meus filmes fossem os mais elementares, os mais simples, a bem dizer os mais triviais possíveis. O ideal seria criar um espetáculo cinematográfico com noventa minutos da vida de um homem a quem nada aconteceu”.

É fundamental ressaltar que na pobreza em que a Itália vivia só seria possível realizar um filme com recursos mínimos. Assim, os estúdios foram trocados pelas ruas e ambientes naturais, e os equipamentos caros do cinema ficção foram abandonados. Uma decisão sábia motivada pela necessidade ou por ideais?

Se falar que o neo-realismo surgiu da luta contra o fascismo e o horror do nazismo parece mais fílmico do que real, vale lembrar que o cineasta Visconti fazia enfrentamento armado junto aos rebeldes, sendo preso e quase morto.

Ossessione, de 1942, foi implacavelmente perseguido pelas autoridades, sendo censurado e praticamente destruído, a ponto de no final da guerra não haver mais cópias do filme.

A expressão “neo-realismo” foi criada por Umberto Bárbaro em 1943, referindo-se as obras de Maciel Carné, consagrado naturalista, o que demonstra a existência de um movimento pré-neo-realista no cinema italiano, já interessado pelo social, em mostrar os contrastes entre a aristocracia e o povo e expor as mazelas e frutos da corrupção.

O filme 1860 (Alessandro Blasetti), por exemplo, já utilizava atores não profissionais. Para alguns, entretanto, o termo neo-realismo surgiu em 1942 para definir Obsessão, o filme de Luchino Visconti (1906-1976), considerado a obra inaugural do gênero.

A princípio o neo-realismo teve dificuldades de entrar no mercado e conquistar espaço. A repercussão junto ao grande público não foi a esperada para filmes que tratavam da realidade, mas grande parte da culpa recai sobre os exibidores, que preferiram mostrar os filmes americanos censurados durante a guerra, lucro certo.

Apenas com a divulgação dos ideais que cercavam o movimento, o neo-realismo ganhou força, atingindo desde zonas industriais até países em desenvolvimento, como o Brasil.

O Brasil neo-realista.
O “menor” no cinema brasileiro.

Por aqui, cerca de dez anos depois, vimos filmes como Rio, 40 graus (1955), Rio – Zona Norte (1955) e Vidas Secas (1963) do brasileiro Nelson Pereira dos Santos, fortemente influenciados pelo neo-realismo.

É necessário parar um instante em Rio, 40 graus, pois os temas tratados no filme e seu surgimento estão ligados aos filmes analisados posteriormente.


cena do filme Rio, 40 graus
Segundo Glauber Rocha, o filme “revelava o povo ao povo. Sua intenção, vinda de baixo para cima, era revolucionária. Suas idéias eram claras, sua linguagem simples, seu ritmo introduzia o complexo de grande metrópole, a câmera narra e expõe com ardor os dramas, as misérias e as contradições da grande cidade: o autor estava definido na mis-en-scene”.

Citando Roberto Pires: ‘O neo-realismo foi decisivo para a alma de Rio, 40 graus, um marco no cinema brasileiro, por ser o primeiro a retratar verdadeira e criticamente o tema da pobreza na nossa sociedade. Jean-Claude Bernardet comenta que Nelson lançou com Rio, 40 graus “o tema da criança favelada no cinema brasileiro: os engraxates favelados, ora tristes, ora alegres, eram o verdadeiro centro dessa sociedade múltipla retratada pelo filme, bem como sua vítima indefesa”. O esquema de produção não fugiu da regra neo-realista: fora dos grandes estúdios, o baixo orçamento não impediu que este filme fosse artístico e socialmente ambicioso’.

Parece natural que o movimento viesse a influenciar um país que possui cineastas com preocupações sociais. Traços do neo-realismo que mostra a miséria e a ilusão da esperança podem ser vistos em A Hora da Estrela, que conseguiu obter expressiva bilheteria e sucesso internacional.


Teríamos visto no aflorar do modelo neo-realista italiano um modo de repudiar o cinema hollywoodiano e enterrar de vez as tentativas de imitá-lo?

Para formar um elo entre o neo-realismo italiano e o cinema contemporâneo brasileiro bastam dois exemplos – Pixote (1980) e Cidade de Deus (2000), e um breve resumo das principais características das produções italianas que poderiam ser aplicadas a eles.

Locais autênticos
Retratação da vida natural de seus moradores
Atores não-profissionais
Olhar especial para o cotidiano
Subdesenvolvimento e desemprego
Delinqüência nas cidades e problemas sociais no campo.
Problemas comuns, como o abandono na velhice
Em outras palavras, o compromisso com a verdade e a realidade.

Sabemos que o movimento brasileiro não pode ser filiado a apenas uma tendência neo-realista. Isso se define muito bem ao analisarmos a originalidade das obras, a retomada do diálogo com a linguagem nacional e a discussão sobre a cultura popular.

A novidade não tão nova.
Um mergulho em “Pixote: a lei do mais fraco”.


“A infância abandonada está crescendo e continua a viver em profunda pobreza, transformando-se na sementeira da delinqüência, da prostituição e do crime”. – Alcindo Guanabara, jornalista, 1917.
O filme Pixote: a lei do mais fraco traz como protagonista uma criança da periferia de São Paulo, acostumada com a vida miserável do bairro. Na versão em vídeo, vemos um documentário em que esse fato, juntamente com o vocábulo criança, é ressaltado diversas vezes, talvez no intuito de distanciar o termo “criança” do termo “menor”, deixando claras as intenções do filme. O “menor” é fruto da mídia, de uma leitura da realidade. A “criança” é fruto da realidade e da sociedade que a moldou.


Este documentário termina mostrando uma mãe e nove filhos na porta de um barraco. Uma destas crianças é Fernando Ramos da Silva, o ator que interpreta Pixote. Se este documentário não houvesse sido sabiamente produzido com um tom jornalístico, talvez não notássemos a diferença entre ele, a realidade, e o filme, ficção, que se segue.

Essa fronteira tênue entre ficção e realidade tornou-se ainda mais famosa (e curiosa) por Fernando ter seguido a suposta trajetória de seu personagem (imaginada com as últimas cenas do filme) e morrido, dez anos após as filmagens, em um tiroteio com a polícia.

Pixote foi baseado no livro de José Louzeiro A infância dos mortos. O livro em si foi baseado em um fato real, o caso Camanducaia, no qual cento e dois menores foram espancados e atirados de um desfiladeiro pela polícia de São Paulo.

Problemas envolvendo menores infratores não eram novidade em 1980, ao contrário, eram temas utilizados por políticos e jornalistas à exaustão. A sociedade se alarmava com o aumento da delinqüência entre crianças e adolescentes, reivindicando medidas severas de repressão. Hoje, com o assassinato de dois jovens por um menor de dezessete anos, vemos a sociedade pedindo que a maioridade penal passe para os dezesseis anos. Um tema atual vem nos mostrar que a realidade que conseguiu ganhar as telas de cinema ainda está presente.

As medidas repressivas vieram com mudanças na lei. Antes apenas menores acima de quatorze anos eram considerados responsáveis pelos seus atos criminosos. O código republicano passou esta idade para nove anos. Esta mudança aconteceu em 1890, quando surgiu o termo “menor”. Tais medidas vieram com a política de ressocialização e de recuperação de menores, representada hoje pela Funabem.

Se o problema não era novo por que a comoção e polêmica com o filme?

O filme chegou as telas em 1980, os anos da abertura. Passados vinte anos de censura, a sociedade redescobria a liberdade de imprensa (o AI-5 foi revogado em 31 de dezembro de 1978).

Pixote não sensibilizou por mostrar novidades, mas por dar visão e voz a um povo que havia passado os últimos vinte anos amordaçado. Pixote mostrou a violência contra menores, pobres, negros, homossexuais, toda espécie de excluído. A escolha do tema poderia ser relacionada à proposta neo-realista num forte diálogo. O menor abandonado foi visto de frente, chamando o espectador a testemunhar a vida a partir de sua ótica, como havia feito Nelson Pereira em Rio 40º, revelando uma complexidade da condição do infrator, antes relegada a representação de arquétipos.

Pixote é uma ficção-verdade, diz o historiador André Luiz Vieira dos Campos. Não seria o neo-realismo uma ficção verdade também?

Se não havia o fascismo para gerar protestos e resistência, havia o comportamento de delegados, policiais e juízes. Fernando Ramos não só não era ator como interpreta um papel de sua própria realidade (vide a futura tragédia). Os outros personagens do filme são mesclas de atores e não-atores, estes últimos relacionados aos menores. Os cenários são as ruas, favelas e a casa de detenção. O que é mostrado é a realidade do descaso, da violência do ser humano e da falta de perspectiva e de horizontes (não é este o sentimento que temos no final de Ladrões de Bicicleta?).

A estética é primorosa como nos diversos filmes neo-realistas e naqueles influenciados pelo gênero, mostrando que a simplicidade não impede uma obra de se tornar grandiosa.
– O filme termina com Pixote andando, equilibrando-se sobre os trilhos de uma estrada de ferro até sumir no horizonte. –

Tudo de novo e ao contrário.
Onde chegamos com Cidade de Deus?

“O neo-realismo foi a descoberta de que afinal nada é mais perigoso do que a estética”. – Roberto Rossellini.

“Toda leitura de imagem é produção de um ponto de vista: o do sujeito observador, não o da “objetividade” da imagem. Portanto, o processo de simulação não é o da imagem em si, mas o da sua relação com o sujeito”. – Ismail Xavier.
Cidade de Deus veio na nova safra do cinema nacional sacudir o público e dividir opiniões. O filme mostra a vida de bandidos da cidade de deus, fala de como as pessoas acabam se envolvendo com o tráfico, como este leva aos conflitos, como se relaciona com a polícia, o que causa na comunidade. Será?


cena do filme Cidade de Deus
Os roteiristas do filme criam um personagem que é menino de comunidade. Ele é um dos poucos inocentes que quer levar uma vida honesta. Na narrativa, ele é fotógrafo, para levar o espectador a acreditar que está vendo a história do ponto de vista da comunidade e não por olhos externos que fabricam leituras filtradas e remodeladas. É irônico que este personagem almeje fazer parte da mídia e “escapar” do futuro que persegue os jovens ao seu redor.

Enquanto Pixote misturava membros das favelas e comunidades com atores consagrados, Cidade de Deus pega atores desconhecidos para lançar ao estrelato. Por que renunciar ao termo não-atores? Porque antes das filmagens começarem foi feito um extenso laboratório com os jovens escolhidos para a produção.

O filme também foge da narrativa simples e usa o ritmo de videoclipe, com idas e vindas temporais para contar a história. O equipamento e a produção por trás do filme estão muito distantes dos filmes nascidos do cinema marginal.

Cidade de Deus conseguiu ser um híbrido exótico de propostas antagônicas: Mostrou que a violência urbana, mesmo não sendo uma novidade, tem enorme potencial cinematográfico. Tentou retratar uma suposta realidade não-revelada, criando uma obra digna das páginas de jornal e noticiários da tevê que vemos todos os dias em nossas casas. Buscou usar pessoas envolvidas com a realidade a ser apresentada (o neo-realismo considerava esta uma forma de criar reações autênticas por parte dos atores) e moldou os atores com oficinas artísticas até que se enquadrassem no perfil requisitado. Expôs as entranhas da violência sendo ao mesmo tempo um filme limpo, dégradé de tons de pele. A realidade maquiada.

Um dos momentos mais instigantes é a seqüência em que Zé Pequeno manda um jovem atirar em duas crianças (ou menores?). Aqui há uma semelhança narrativa com o neo-realismo, relacionado ao respeito pela verdadeira duração dos eventos (o plano seqüência).

Acompanhamos o grupo chegando, encontrando as crianças, as brincadeiras, os deboches, a demora da escolha, as ameaças, os tiros, a dor, o choro. Como relacionar esta seqüência com o restante do filme e sua velocidade (supostamente) de tirar o fôlego?

Sobreviveu? Considerações Finais

O neo-realismo não veio como uma imposição de modelo, mas como uma opção. Foi sábia a decisão de fugir da mera cópia e adaptar a linguagem, enriquecendo nossas produções. Toda vez que o cinema brasileiro decide pelo copy & paste do modelo americano, o que se vê são produções de pouca qualidade, independentemente do público pagante.

As idéias neo-realistas foram transformadas por ideais e cotidianos, resultando em filmes marcantes adequados à proposta brasileira de cinema. Isso mostra que o neo-realismo é capaz de se adaptar sem perder a essência.

Como o nosso cinema tem explorado a miséria do barro e da fumaça, fica a dúvida se Vidas Secas ainda dará frutos no século XXI, como deram seus primos urbanos. Por enquanto, a cidade está ganhando o duelo.

Bibliografia:

Xavier, Ismail. O Olhar – Cinema: Revelação e Engano
Cinemais No 34 – Neo-Realismo na América Latina.
Revisão Crítica do Cinema Brasileiro.
Bernardet, Jean-Claude. O que é Cinema. São Paulo: Editora Brasiliense, 1980.
Pires, Roberto: A influencia do Neo-realismo no cinema brasileiro.
Moreira, Ivan. Neo-realismo – O apogeu do Cinema Italiano.
Ferreira, Jorge e Soares, Mariza de Carvalho. A História vai ao cinema.



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Eric Novello é escritor e roteirista, formado no Instituto brasileiro de audiovisual - Escola de cinema Darcy Ribeiro.